fevereiro 26, 2010 alexdasilveira 4 comentários
Antes que cada um desista da leitura da leitura deste texto é bom que se explique o título. A intenção não é eliminar processos biblioteconômicos de organização de conteúdo, mas mostrar boas soluções principalmente para os possíveis clientes nativos digitais (compreenda um pouco mais destas necessidades no Bibliotecários sem Fronteiras através do post http://tinyurl.com/yd6jupn ). Para uma leitura sobre a organização do acervo e descrição indico obras sobre bibliotecas digitais e/ou repositórios, onde neste último caso recomendo o trabalho de Tiago Rodrigo Marçal Murakami e Sibele S. Fausto intitulado “Uso de ferramentas de Sistemas de Gestão de Conteúdo para o compartilhamento da informação e conhecimento: O caso do Repositório Acadêmico de Biblioteconomia e Ciência da Informação – RABCI” e acessível pelo link http://rabci.org/rabci/cbbdrabci
Voltando ao Scribd, que para quem não conhece é um site de compartilhamento de documentos (escritos) para acesso livre. O site é bastante focado em trabalhos acadêmicos, apresentações, artigos, recortes, alguns livros livres e não podemos deixar de mencionar que as vezes se encontra algum livro pirata. A organização do acervo não é nenhum exemplo (título, categorias temáticas e texto completo para busca) se comparado a muitos repositórios (institucionais e acadêmicos) e a bibliotecas virtuais, mas o que há de interessante aqui são as ferramentas disponíveis, principalmente em relação ao acessso ao conteúdo.

No scribd o documento é exibido no próprio site, sem a necessidade de realizar download ou programa específico
A primeira característica que se pode perceber é a facilidade de acesso ao conteúdo desejado, pois no Scribd o usuário não necessita “baixar” o arquivo para realizar sua leitura ou mesmo ter algum programa de leitura para formatos como .PDF, .DOC, quando não ocorre de aparecerem outros padrões não conhecidos/populares.
Isto parece algo básico e simples, mas se observarmos iremos perceber que não é bem assim. Para isto bastar dar uma olhada em algumas bibliotecas digitais e repositórios, por exemplo, a Biblioteca Nacional Digital (bndigital.bn.br) onde é preciso realizar download de arquivos em .pdf, quando não em extensões que necessitam de plugins como o .djvu
Temos que lembrar – e focar – que hoje o computador de mesa e os notebooks são apenas uma parcela dos dispositivos para acesso a estes serviços e que em um netbook (que se tornou popular no ultimo ano) a existência de vários programas para leitura de diferentes extensões pode representar perda de desempenho do aparelho. Além do netbook porque não falarmos dos smartfones e futuramente – quem sabe – dos tablets, que nem sempre tem programas compatíveis com diversos formatos distribuídos.
Feita a leitura, completa ou não, do documento na própria página o Scribd apresenta uma diversidade de formas de obter o documento. Primeiro é bom perceber que existem apenas 3 extensões disponíveis e populares para todos os documentos, sendo elas: .doc, .pdf e .txt (nada de .djvu, viu?). Mas o principal está na diversidade de formas de se obter este documento.

A barra de navegação acima orienta o usuário a adquirir o documento direto por download ou em outras formas para dispositivos móveis
A primeira opção que se percebe claramente é o botão download onde em poucos cliques se pode escolher o formato desejado e realizar o procedimento para obter o documento.
Para aqueles que são amantes do papel o Scribd permite realizar a impressão sem a necessidade de “baixar” o documento, tornando o procedimento prático para quem não deseja encher o disco rígido de arquivos e fazer sua leitura em suporte impresso.
A possibilidade denominada Mobile é a mais interessante e diversificada. Ao clicar neste item o Scrib pergunta para qual dispositivo você desejar obter o documento, sendo eles: Os smartfones baseados em sistemas Apple OS (Iphone), Palm, Windows Mobile, Android e BlackBerry; e os E-readers AmazonKindle, Nook, Onyx, JetBook Lite, EZ Reader, Cool-er, Irex, Xedge e Eslick.
De acordo com o dispositivo há uma variação de formatos disponíveis. Tanto para E-readers quando para Smartfones são disponibilizadas as extenções .pdf e/ou .txt, dependendo do aparelho. A forma de obter o documento também varia, sendo o download para o computador para possível transferência via USB a mais comum para os E-readers, contudo, existem aparelhos com a possibilidade de receber o conteúdo por email. Para os Smartfones as opções são as mesmas entre todos eles: sms ou email.
Mas as possibilidades não estão limitadas apenas as relacionadas acima. No caso de Smartfones com sistemas como o Symbian (utilizado pela Nokia), o sistema proprietário da LG, o futuro Bada da Samsumg e celulares em geral existe a opção de receber o documento por sms apenas no formato de texto. Nesta situação o conteúdo não será “baixado” para o aparelho e sim lido através do navegador web do dispositivo.
Caso você goste do documento o Scribd permite que você não guarde esta descoberta apenas para você e permite o compartilhamento da novidade através das redes Twitter e Facebook, um outro recurso simples e basito não incorporado pela maioria das bibliotecas digitais e repositórios (Para quem quiser saber um pouco mais sobre possibilidades de interação entre Bibliotecas e Twitter leia o tópico http://alexdasilveira.com/?p=378 do Bibliotecno)
Por ser um espaço para o compartilhamento de conteúdo o Scribd gera um perfil para seus usuários e assim acaba tendo alguns aspectos de ferramentas de redes sociais, onde você pode montar sua biblioteca de documentos ter “seguidores” de sua biblioteca e adicionar comentários aos documentos. Alguns destes recursos aparecem, não exatamente desta forma, em alguns repositórios (por exemplo, o RABCI – http://rabci.org – onde é possível ter um perfil breve e adicionar comentários aos documentos). Em uma biblioteca digital, mesmo não existindo a possibilidade de envio de documentos, permitir que os usuários tenham seu perfil, montem suas bibliotecas com seus favoritos, acessem os favoritos de outros usuários com os mesmos interesses e façam comentários sobre as obras permitem não só a possibilidade de agregar valor ao acervo e divulgar a coleção, mas de fidelizar os usuários.
Sei que é difícil, a curto prazo, ver bibliotecas digitais – principalmente – e repositórios com estas características - e outras mais – ma acredito serem estas algumas das necessidades dos nativos digitais como o vídeo exibido no Blog Bibliotecários sem fronteiras ( http://tinyurl.com/yd6jupn ) e talvez estas sejam algumas das novas formas de fazer uma biblioteca que possa atrair futuros bibliotecários a dizerem que desejam trabalhar em uma biblioteca após formado (leiam “Tudo, menos bibliotecas…” em http://biblio20.wordpress.com/2010/02/20/tudo-menos-bibliotecas/)
acesso a informação, Biblioteca digital, geração nativa digital, inovações, Interação homem-computador, midia digital, redes sociais, tecnologia BIBLIOTECA E TECNOLOGIA
RT @alexbibliot: Scribd, um exemplo para bibliotecas digitais e repositórios: http://alexdasilveira.com/?p=484 #bibliotecadigital #repositorio #tecnologia
Alex, antes de mais nada obrigada, também em nome de Tiago Murakami, pela indicação do nosso trabalho sobre o “Uso de Ferramentas de Gestão de Conteúdo para o compartinhamento da informação e do conhecimento”!
E parabéns por esse excelente texto, muito esclarecedor para os profissionais bibliotecários conhecerem novas ferramentas e funcionalidades úteis no compartilhamento da informação!
De nada. Estava lá no CBBD, onde conheci o Tiago, e pude ver o trabalho, que é muito bom. E se vou escrever um texto que permite ligações com outros trabalhos bons fico feliz, pois, dá a oportunidade de ampliar a visão do assunto para aquele que chegou até o texto do meu blog. Parabéns pelo trabalho de vocês.
RT @alexbibliot: Scribd, um exemplo para bibliotecas digitais e repositórios: http://alexdasilveira.com/?p=484 #bibliotecadigital #repositorio #tecnologia