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	<title>BIBLIOTECNO - Biblioteconomia, tecnologia, leitura e a informação no mundo digital</title>
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	<description>Um site dedicado a informação, ao suporte informacional digital, sua forma de organização e captura - Biblioteconomia e tecnologia</description>
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		<title>São necessários estudos de usabilidade para hemerotecas</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Sep 2010 00:25:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alexdasilveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[USABILIDADE]]></category>
		<category><![CDATA[hemeroteca digital]]></category>
		<category><![CDATA[Usabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Aborda a usabilidade como elemento fundamental para a elaboração de hemerotecas digitais, considerando que periódicos devem ter interfaces e recursos compatíveis com suas características, não sendo considerados como mais um item de uma biblioteca digital]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste"><a href="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/09/Capturar.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1046" style="margin: 10px;" title="Capturar" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/09/Capturar-300x287.jpg" alt="" width="300" height="287" /></a>Uma hemeroteca digital objetiva a construção de uma biblioteca digital especializada em jornais e revistas. Porém, de um modo geral, as instituições criam interfaces iguais &#8211; ou similares &#8211; para todos os tipos de documentos, mesmo que estes tenham características distintas. Termo de origem grega, onde heméra significa “dia” e théke tem como significado &#8220;depósito&#8221; ou &#8220;coleção” (BUONOCORE, 1976 apud MEDEIROS, MELO, NASCIMENTO, 2008), uma hemeroteca pode ser entendida como um espaço de uma biblioteca onde se encontram as coleções de jornais e revistas (FERNANDES, FERREIRA JUNIOR, 2010).</div>
<p>Há algum tempo, os sistemas passaram a tornar possível o armazenamento, a manipulação e a apresentação de dados referentes a jornais e revistas por meio eletrônico, através da web. Tem-se então a hemeroteca digital, que não foge conceitualmente das tradicionais, diferindo apenas na forma de armazenamento e numa possível dinamização do uso (FERNANDES, FERREIRA JUNIOR, 2010). Mas é comum que existam bibliotecas digitais formatadas e elaboradas para livros, mantendo periódicos em seus acervos.</p>
<p>Na web, o usuário remoto não possui as orientações de um bibliotecário de referência, para auxílio quanto à forma de pesquisa em um acervo, como ocorre na hemeroteca tradicional. No caso de uma hemeroteca digital a interface será o ponto de contato entre  duas entidades (CAREY 1988 apud CARVALHO, 1994), o elo de ligação entre dois sistemas (CARVALHO 1994, p. 9), sendo o homem como usuário e o computador. A interface de uma biblioteca digital deve ser intuitiva, sem exigir esforço do usuário na aprendizagem relativa ao uso dos seus recursos, resultando em respostas rápidas às necessidades do pesquisador. A interface de uma hemeroteca digital deve ser específica para as características do tipo de documento armazenado, ou seja, jornais e revistas. Existem vários recursos utilizados por bibliotecas, arquivos e editores para a construção de interfaces para hemerotecas digitais, porém, em muitos casos o resultado é uma interface com problemas de usabilidade.<br />
Para elaborar boas interfaces, torna-se necessário um melhor entendimento do usuário quanto ao uso do sistema, para que as respostas às suas perguntas sejam encontradas mais rapidamente, ou seja, num menor tempo possível. É necessário a analise dos problemas por meio de estudos de usabilidade. Deve-se levar o usuário a uma boa experiência de navegação que ajude este a chegar aos seus objetivos.<br />
Neste texto se fará um breve levantamento de problemas de usabilidade encontrados em hemerotecas digitais, através da avaliação heurística, também conhecida como avaliação testada por profissionais. Este método foi escolhido pois o objetivo deste artigo é despertar o interesse para a temática abordada, contudo, é necessário deixar claro que a melhor avaliação é aquela que tem o usuário envolvido direta ou indiretamente.</p>
<p><strong><em>As heurísticas de avaliação são:</em></strong></p>
<p>- Visibilidade do status do sistema &#8211; O sistema deve sempre manter o usuário informado sobre o que está acontecendo por meio de feedback.</p>
<p>- Equivalência entre o sistema e o mundo real &#8211; Falar a linguagem do usuário com palavra, frases e conceitos familiares.</p>
<p>- Controle de usuário e liberdade- Necessárias saídas claramente marcadas, possibilitando o usuário a desfazer e refazer ações.</p>
<p>- Consistência e padrões &#8211; Usuários não devem descobrir palavras, situações ou ações diferentes para uma mesma função</p>
<p>- Prevenção de erro &#8211; Projeto que previna a existência de erros.</p>
<p>- Reconhecer ao invés de relembrar &#8211; Objetos, ações e opções devem estar visíveis.</p>
<p>- Flexibilidade e eficiência de uso &#8211; É necessário apresentar um sistema de fácil utilização para usuários leigos, contudo, flexível para tornar-se ágil à usuários avançados.</p>
<p>- Estética e design minimalista &#8211; O textos e o design não devem informar mais do que as necessidades dos usuários.</p>
<p>- Auxílio para reconhecer, diagnosticar e recuperar-se de erro &#8211; O sistema deve exibir mensagens de erros com linguagem clara e sem códigos, precisas e que ajudem o usuário a resolver o problema.</p>
<p>- Ajuda e documentação- O design deveria evitar necessidade de ajuda relativa ao uso do sistema, mas, ainda é necessário um bom conjunto de instruções para os usuários.<br />
<strong><em>Os serviços escolhidos para a analise foram: </em></strong><br />
Historic American Newspapers da  Library of Congress em  chroniclingamerica.loc.gov</p>
<p>Biblioteca Digital da Biblioteca Nacional &#8211; Portugal em  purl.pt/index/per/PT/index.html</p>
<p>Galligada     Biblioteca Nacional da França em gallica.bnf.fr</p>
<p>Acervo digital  do  Arquivo Público do E. de SP em www.arquivoestado.sp.gov.br/</p>
<p>Jornais mineiros do Arquivo Público Mineiro em www.siaapm.cultura.mg.gov.br</p>
<p>Veja Digital do Grupo Abril em veja.abril.com.br/acervodigital</p>
<p>Jornal do Brasil por  Google em    news.google.com/newspapers?nid=0qX8s2k1IRwC</p>
<p>Biblioteca Nacional Digital da Biblioteca Nacional em  www.bn.br/bndigital<br />
É necessário observar que não se prentendeu realizar uma profunda avaliação dos serviços listados, mas apenas verificar os problemas com maior destaque. A finalidade desta &#8220;mini&#8221; avaliação é apenas ilustrar e despertar os leitores deste blog para a importancia de se elaborar hemerotecas através de estudos de usabilidade, que possam focar nos problemas que o tipo de documento &#8211; periódico &#8211; pode criar na interface do serviço.</p>
<p>1. O primeiro item verificado diz respeiro a falta de um padrão de tipo de documento (heurísticas: Reconhecer ao invés de relembrar, Consistência e padrões). Nos serviços que permitem adquirir o arquivo do documento – excessão de Veja Digital e Jornal do Brasil – houve uma unanimidade com o uso da do tipo de documento “.pdf” e na Biblioteca Nacional de Portugal ainda houve uma segunda opção, de se adquirir o documento em imagem “.jpg”. Na Biblioteca Nacional Digital além do documento em &#8220;.pdf&#8221; há a opção do formato “.djvu”, pouco conhecido e não compatível com vários leitores, principalmente os dispositivos móveis.<br />
Em relação a interferencia que os padrões de ebooks podem ter na usabilidade o Bibliotecno já apresentou um texto mais específico, que pode ser acessado pelo endereço: http://bibliotecno.com.br/?p=921<br />
2. O segundo problema verificado foi em relação a ícones genéricos e que não representam o que será acessado (heurísticas: Equivalência entre o sistema e o mundo real, Consistência e padrões). O problema, que é grave, foi encontrado apenas na Biblioteca Nacional Digital, onde o acesso ao calendário dos fascículos de um determinado título é feito através de um ícone com a denominação “zmfy”, não é conhecida do usuário final.<br />
3. Na Biblioteca Nacional Digital também foi encontrada uma dificuldade sobre informações relativas a necessidade de plugins (heurísticas: Ajuda e documentação, Reconhecer ao invés de relembrar). Nas telas de acesso aos documentos, não há informação alguma sobre a necessidade de instalação de plugins para visualização. Esta informação consta apenas na parte inferior da página da listagem de títulos, em geral não observada por usuários, e na página inicial, que muitas vezes não é visualizada por usuários que chegam aos documentos através de consultas em buscadores. O diferencial dos demais serviços analisados é que estes utilizam formatos de documentos mais conhecidos por usuários, além da visualização prévia do documento. Ainda assim, casos como o do Historic American Newspapers permitem que o usuário tenha informações técnicas em praticamente todas as telas das interfaces de pesquisa.</p>
<div id="attachment_1040" class="wp-caption aligncenter" style="width: 593px"><a href="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/09/plugins.jpg"><img class="size-full wp-image-1040 " title="plugins" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/09/plugins.jpg" alt="" width="583" height="138" /></a><p class="wp-caption-text">A Biblioteca Nacional Digital só tem informações sobre plugins no rodapé da página, local onde nem todos os usuários costumam observar</p></div>
<p>4. A visualização prévia (heuristicas: Ajuda e documentação, Reconhecer ao invés de relembrar) dos documentos é outro fator importante, poupando o tempo de o usuário necessitar fazer o download de um documento inteiro sem saber se este terá realmente a ultilidade esperada. Na maioria dos serviços observados existe uma visualização prévia dos documentos, permitindo que o usuário somente obtenha o arquivo caso este tenha as informações consierdas relevantes. Deve-se destaque o serviço do Arquivo Público Mineiro, onde o uso do documento é prático e com boa qualidade de visualização mas, requer maior velocidade de serviço de internet para acesso. No caso do Jornal do Brasil/Google a qualidade de visualização e recursos é satisfatória e aliada a um carregamento rápido das imagens de uma edição inteira de um jornal. Serviço que não deve ser seguido é o da Veja Digital, que por buscar uma analogia do analógico, ao simular o folhear das páginas, exige muitos recursos da rede de internet utilizada. Já a Biblioteca Nacional Digital não ofereçe visualização prévia.</p>
<div id="attachment_1043" class="wp-caption aligncenter" style="width: 645px"><a href="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/09/apm.jpg"><img class="size-full wp-image-1043 " title="apm" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/09/apm.jpg" alt="" width="635" height="270" /></a><p class="wp-caption-text">O Arquivo Público Mineiro fornece um bom volume de recursos, como ampliação, redução, ajustes a altura e largura, impressão, porém é mais complicado carregar as páginas em redes lentas</p></div>
<p>5. Outro fator importante, e exclusivo para periódicos, são calendários que demoram para carregar em acessos com redes mais lentas (heurísticas: Estética e design minimalista). Na Biblioteca Nacional Digital, a personalização do calendário por título de periódico traz problemas para redes mais lentas. Uma solução seria não utilizar imagens para o fundo dos calendários, aplicando apenas a imagem que simboliza o periódico na parte superior. Outra solução seria fornecer opções de visualizações, como o acesso por lista cronológica adotado pelo “Historic American Newspapers” e o arranjo de datas com miniaturas da primeira página do documento, adotada pelo Jornal do Brasil/Google. O exemplo do Jornal do Brasil/Google é um dos melhores observados, contudo, não se deve exagerar e demonstrar em uma única página todas as miniaturas de um determinado mês, por exemplo, o que iria sobrecarregar o uso da rede.</p>
<div id="attachment_1039" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/09/googlenewspaper_jb.jpg"><img class="size-large wp-image-1039 " title="googlenewspaper_jb" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/09/googlenewspaper_jb-1024x672.jpg" alt="" width="614" height="403" /></a><p class="wp-caption-text">No lugar do tradicional calendário o Google apresenta miniaturas da primeira página das edições agrupadas por seções de década, ano, mês, semana e dia</p></div>
<p>6. Um aspecto interessante observado é o de apresentar ao usuário dados estatísticos que possam ajudar na descoberta de novos documentos e recursos de compartilhamento (heurística: Flexibilidade e eficiência de uso). Em termos de recursos, um exemplo para a implantação de recursos é a Galliga, da Biblioteca Nacional da França que informa aos usuários quais são os documentos mais utilizados, os novos documentos inseridos e links permanentes relativos aos documentos, o que permite compartilhar informações por redes sociais com mais facilidade. Os demais serviços demonstraram-se extremamente fracos neste item.</p>
<div id="attachment_1045" class="wp-caption aligncenter" style="width: 727px"><a href="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/09/galliga.jpg"><img class="size-large wp-image-1045 " title="galliga" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/09/galliga-1024x296.jpg" alt="" width="717" height="207" /></a><p class="wp-caption-text">A Galliga, da BNF, fornece  os links permanentes das páginas dos documentos, facilitando o compartilhamento com as redes sociais, tão utilizadas para compartilhamento atualmente. Mas os recursos ainda são mínimos ou inexistentes em relação ao compartilhamento de conteúdo em todos os serviços observados.</p></div>
<p>7. Não se deve deixar o usuário sem a possibilidade de pesquisa em todo o acervo (heurística: Flexibilidade e eficiência de uso). Um dos melhores recursos de consulta analisados foi o apresentado pelo acervo digital da revista Veja, que permite a busca de termos por edições e em toda a coleção. A qualidade da consulta dependerá da qualidade do documento original e da digitalização. O Jornal do Brasil/Google também apresenta o recurso, porém com falhas na indexação. Mas é do Google Newspaper, onde está armazenado não só o Jornal do Brasil como outros títulos digitalizados, que surge um dos melhores serviços de pesquisa em toda uma coleção de títulos, utilizando, além do recurso de OCR, a experiencia que a empresa tem em seu buscador para a web. Os outros serviços analisados só permitem a busca em uma determinada edição do periódico por vez.</p>
<p>Ao observar a análise das heurísticas, é possível verificar que algumas falhas estão ligadas a organização do acesso à coleção de um determinado periódico, visto que este difere de um livro por não haver uma ligação de um único título para um único documento. Adotar um uma biblioteca digital, criada em função de documentos em geral, para periódicos, poderá não ser a melhor solução, principalmente quando há uma grande coleção de publicações seriadas. Assim, é importante observar a necessidade de criação de hemerotecas digitais, adequadas para o tipo de documento que armazena.<br />
Assim, na falta de um padrão, a criação de hemerotecas digitais deverá ser pautada em estudos prévios de usabilidade, como o apresentado aqui, e outros envolvendo usuários, com a finalidade de criar um ambiente adequado para usuários e usuários potenciais realizarem suas pesquisas.</p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<p>ANDRADE, Antônio Luis Lordelo. Usabilidades de interfaces Web: avaliação heurística no jornalismo on-line. Rio de Janeiro: E-papers, 2007</p>
<p>CARVALHO, José Oscar Fontanini. Referências para projetistas e usuários de interfaces de computadores destinados aos deficientes visuais. 1994. xii, 162 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia Elétrica) Departamento de Engenharia de Computação e Automação Industrial, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP, 1994.</p>
<p>COSTA, Valéria et al. Estudo sobre a usabilidade das bibliotecas digitais de universidades federais brasileiras. In: CONGRESSO DE PESQUISA E INOVAÇÃO DA REDE NORTE NORDESTE DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA, 2., 2007, João Pessoa. Anais&#8230; . João Pessoa, 2007. Disponível em: &lt;http://www.redenet.edu.br/publicacoes/arquivos/20080127_133958_INFO-023.pdf&gt;. Acesso em: 25 abr. 2010.</p>
<p>FERNANDES, T. B.; FERREIRA JÚNIOR, J. R. C. Hemeroteca digital: modelo para implementação no Centro de Biotecnologia da Amazônia. [200_?]. Disponível em: &lt;http://libdigi.unicamp.br/document/?view=23465&gt;. Acesso em 06 jun. 2010.</p>
<p>GUELL, Natasha; SCHWABE, Daniel; BARBOSA, Simone Diniz Junqueira. Métodos de avaliação de usabilidade na web: baseado em modelo e padrões de comportamento. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE SISTEMAS MULTIMÍDIA E HIPERMÍDIA, 2001, Florianópolis. Anais&#8230; Florianópolis: Sociedade Brasileira de Computação, 2001. 20p.</p>
<p>MEDEIROS, R.; MELO, E. S. F.; NASCIMENTO, M. S. Hemeroteca digital temática: socialização da informação em cinema. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 15., 2008, São Paulo. Anaisdo XV SNBU 2008. São Paulo: Unicamp, 2008. Disponível em: &lt;http://www.sbu.unicamp.br/snbu2008/anais/site/pdfs/3018.pdf&gt;. Acesso em: 06 jun. 2010.</p>
<p>WINCKLER, Marco. Avaliação de usabilidade de sites Web. In: WORKSHOP SOBRE FATORES HUMANOS E SISTEMAS COMPUTACIONAIS, 4., 2001, Florianópolis [Trabalhos apresentados]. Fortaleza, 2001.</p>
<div></div>
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		<title>A trajetória do JB Online até incorporar o Jornal do Brasil, que deixa sua edição impressa</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 05:11:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alexdasilveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[CRISE DO IMPRESSO]]></category>
		<category><![CDATA[DOCUMENTO/MÍDIA DIGITAL]]></category>
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		<category><![CDATA[jb online]]></category>
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		<description><![CDATA[Atravessa a história da evolução do JB Online até que o veículo passa a ceder espaço ao Jornal do Brasil na web, a continuação do título impresso. O texto termina refletindo a necessidade de se observar evoluções como as que ocorreram com este veículo ao longo dos últimos 15 anos, de forma a se preparar para os desafios que a preservação digital pode trazer no futuro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não, este artigo não vem falar do fim do Jornal do Brasil impresso, pois isto muito sites e muitos integrantes do twitter e do facebook já fizeram muito bem. O que vamos falar aqui é do JB Online que venceu a disputa com o impresso (observe que neste caso a vitória não é pela supremacia de um suporte, mas, principalmente, por ordem financeira) e vai fechar o seu ciclo de vida para dar lugar ao Jornal do Brasil e para o Jornal do Brasil Digital na web, nos aplicativos para multi plataformas de tablets e smartfones e nos formatos dos e-readers.</p>
<p>Se muitos hoje choraram a morte &#8211; do impresso &#8211; de um jornal com 119 anos, o bibliotecno não irá tão longe, voltará ao ano de 1995 quando entrava no ar o JB Online, o primeiro jornal brasileiro na web. Nesta época o acesso a World Wibe Web era algo para poucos, que pagavam caro para ter acesso a rede com uma velocidade muito distante da realidade atual. A velocidade de acesso era um fato que influenciava na construção dos websites da época, que eram compostos de pouquíssimas imagens, tipologia estranha e tinham que funcionar bem no principal navegador da época, o falecido Netscape.</p>
<p>Na imagem abaixo pode-se voltar ao tempo, retornar a data de 7 de novembro de 1996, quando o JB online tinha apenas um ano de vida.</p>
<div id="attachment_1023" class="wp-caption aligncenter" style="width: 618px"><a href="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/09/jb1.png"><img class="size-large wp-image-1023" title="jb1" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/09/jb1-608x1024.png" alt="" width="608" height="1024" /></a><p class="wp-caption-text">JB ONLINE 1996</p></div>
<p>O jornal trazia poucas chamadas e as matérias do jornal impresso reduzidas. Na verdade o JB Online era uma peça publicitária do Jornal do Brasil impresso, que trazia resumos do conteúdo como forma de &#8220;tira gosto&#8221;, deixando o leitor com a vontade de ir a banca mais próxima e comprar o volume. Esta era uma característica dos webjornais de primeira fase.</p>
<div id="attachment_1024" class="wp-caption aligncenter" style="width: 512px"><a href="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/09/jb2.png"><img class="size-full wp-image-1024" title="jb2" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/09/jb2.png" alt="" width="502" height="700" /></a><p class="wp-caption-text">JB ONLINE 1996</p></div>
<p>Na segunda imagem (acima), da mesma data da primeira figura,  é notório o estado secundário dado ao JB Online, que não tinha vida própria, vivendo as margens do impresso e exibindo até mesmo a divisão de cadernos do papel. Mas você deve estar pensando: Mas hoje não é assim? temos partes de economia, política, internacional, esportes como na época da imagem acima! Sim, realmente, mas tente imaginar-se acessar o link da primeira imagem (Decreto reduz IPTU&#8230;) e dar de cara com a segunda imagem, que é uma lista de todo o conteúdo do jornal e chamada de &#8220;primeira página&#8221;, ou seja, um universo bem diferente do qual estamos acostumados hoje.</p>
<p>Mas vamos trazer também o saudosismo para esta fase do JB Online. Reparem que temos a versão online do antigo caderno de classificados especializado em automóveis, o Achei! O JB trazia uma parceria com a encerrada (aliás, nunca se sabe se está realmente encerrada) revista Manchete. <em>Para quem tiver curiosidade sobre este link para a página da revista Manchete, </em><a href="http://web.archive.org/web/19961219034220/www.manchete.com.br/" target="_blank"><em>clique aqui</em></a><em> e acesso a página da editora Bloch na época.</em></p>
<p>Com o passa do tempo o JB Online evoluiu. Um visual mais moderno, mais ainda textual foi adotado em 1997, conforme a imagem abaixo.</p>
<div id="attachment_1025" class="wp-caption aligncenter" style="width: 412px"><a href="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/09/jb1997.png"><img class="size-large wp-image-1025" title="jb1997" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/09/jb1997-402x1024.png" alt="" width="402" height="1024" /></a><p class="wp-caption-text">JB ONLINE 1997</p></div>
<p>Poderíamos dizer que já se começava nesta época a se pensar numa interatividade com o leitor. Você consegue imaginar hoje um jornal online com uma sala de bate papo (nem entendo como portais ainda tem este tipo de serviço) ? O JB Online tinha sua sala de bate papo, mas para que ser mais exótico ainda podemos dizer que o bate papo era baseado nos esquecidos servidores IRC!</p>
<div id="attachment_1027" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/09/jb1998.png"><img class="size-large wp-image-1027 " title="jb1998" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/09/jb1998-1024x642.png" alt="" width="614" height="385" /></a><p class="wp-caption-text">JB ONLINE 1998</p></div>
<p>Para o ano de 1998 o JB Online nos reservava &#8220;seções&#8221; no lugar dos &#8220;cadernos&#8221; e com isto iniciava sua trilha para se distanciar do meio impresso e ganhar vida própria. Algumas seções eram exóticas para um jornal online de hoje e o JB Online chegava a ter o seu &#8220;Namoro eletrônico&#8221;. Outra característica é o surgimento de imagens, mas não pense em fotos! Estamos falando dos cliparts e alguns banners, o que já representava uma evolução visual.</p>
<div id="attachment_1029" class="wp-caption aligncenter" style="width: 530px"><a href="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/09/jb1999.png"><img class="size-full wp-image-1029 " title="jb1999" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/09/jb1999.png" alt="" width="520" height="706" /></a><p class="wp-caption-text">JB ONLINE 1999</p></div>
<p>O ano de 1999 é um dos mais marcantes nesta evolução do JB Online, pois foi neste ano que o veículo começou a ganhar forma própria, que dava os primeiros sinais de que aquilo que era tratado apenas como uma peça publicitária poderia ter um futuro independente.</p>
<p>O visual é repaginado com uma tipologia mais moderna, os cliparts começam a dividir espaço com fotos que ilustram as matérias e o principal: ainda que timidamente surgem as notícias em tempo real, chamadas de AJB.</p>
<div id="attachment_1030" class="wp-caption aligncenter" style="width: 573px"><a href="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/09/jb2001.png"><img class="size-full wp-image-1030 " title="jb2001" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/09/jb2001.png" alt="" width="563" height="619" /></a><p class="wp-caption-text">JB ONLINE 2001</p></div>
<p>Ao longo do ano de 2000 várias intervenções no arte visual do JB Online foram implantadas, o que demonstrava que que se tinha percebido a importância do veículo. Podemos dizer que neste momento o JB Online vivia uma fase de experimentos para encontrar o melhor formato para uma nova época, que chega em 2001.</p>
<p>Com uma &#8220;repaginada&#8221; completa no visual o jornal passa a adotar mais imagens, o item de notícias em tempo real passa a ser dinâmico, mas não só focado em uma área específica da página, sendo distribuído por todas as seções. Assim o jornal passa a dar destaque a uma determinada matéria da seção e logo abaixo passa a ser possível ver as matérias mais recentes daquela temática, sendo implementado ao lado esquerdo de cada chamada a hora de publicação. A implementação da notícia em tempo real em todas as áreas do jornal deixa claro que este é um produto novo e dinâmico.</p>
<p>Outro ponto de destaque é que o jornal passa a oferecer o acesso a imagem da primeira página de seu outro produto, o impresso, abrindo espaço para o que futuramente seria o acesso as edições eletrônicas (digital).</p>
<div id="attachment_1031" class="wp-caption aligncenter" style="width: 563px"><a href="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/09/jb2002.png"><img class="size-full wp-image-1031 " title="jb2002" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/09/jb2002.png" alt="" width="553" height="571" /></a><p class="wp-caption-text">JB ONLINE 2002</p></div>
<p>Em 2002 um novo ajuste visual que ampliava a publicação de fotos nas matérias. A visualização da página inicial da edição impressa ganhava a possibilidade de verificar as edições anteriores e o índice do jornal. As seções são reduzidas a poucas temáticas mais abrangentes, demonstrando que o jornal já havida escolhido a melhor opção de organização. O Jornal passa a ter uma parceria com o portal terra que atualmente reflete na troca de conteúdo, sendo o JB um fornecedor de matérias para o portal.</p>
<div id="attachment_1032" class="wp-caption aligncenter" style="width: 551px"><a href="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/09/jb2003.png"><img class="size-full wp-image-1032 " title="jb2003" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/09/jb2003.png" alt="" width="541" height="575" /></a><p class="wp-caption-text">JB ONLINE 2003</p></div>
<p>Em 2003 mais uma mudança de visual. O JB Online passa a deixar as fotos para ilustrar o conteúdo das matérias, reduzindo o uso na página inicial. Isto ocorre devido ao aumento do volume de matérias e a necessidade de reorganizar melhor a página inicial para as chamadas. Aqui percebe-se que o jornal online tem a tendência de ser mais que uma peça publicitária ou um conteúdo complementar, mas um produto que informa a todo momento, mais abrangente que o impresso e com linguagem própria.</p>
<div id="attachment_1034" class="wp-caption aligncenter" style="width: 555px"><a href="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/09/jb2005.png"><img class="size-full wp-image-1034 " title="jb2005" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/09/jb2005.png" alt="" width="545" height="563" /></a><p class="wp-caption-text">JB ONLINE 2005</p></div>
<p>Em 2004 o JB Online praticamente ficou inalterado, contudo, em 2005 um novo visual foi incorporado, o espaço dos colunistas, até então similar as páginas de notícias, gerou os blogs do JB, adequando o veículo as novidades tecnológicas.</p>
<p>O JB Online também passa a dar acesso ao texto das matérias da edição impressa de forma similar aos primórdios do JB Online, ou seja, textos sem fotos em um fundo branco. Surge também a opção .pdf, porém, apenas para a primeira página.</p>
<div id="attachment_1035" class="wp-caption aligncenter" style="width: 549px"><a href="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/09/jb2006.png"><img class="size-full wp-image-1035" title="jb2006" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/09/jb2006.png" alt="" width="539" height="476" /></a><p class="wp-caption-text">JB ONLINE 2006</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>Uma drástica mudança visual ocorreu em 2006. Além das cores, agora o jornal adotaria o fundo preto, a quantidade de chamadas para matéria na página inicial foi reduzida. Na imagem acima o retângulo vazio, que não foi possível recuperar, dava destaque a principal matéria do dia, levando ao JB Online uma fórmula de destaque mais radical que as adotadas anteriormente e parecida com o que se costuma fazer com a principal matéria na capa do impresso.</p>
<p>Eis que surge, conforme estamos acostumados a ver hoje, a versão digital, chamada pelo JB de edição eletrônica, com o acesso aos volumes anteriores.</p>
<p>Nos anos de 2007 e 2008 pouco se acrescentou ao jornal, apenas mudanças de visual foram feitas, substituindo, principalmente, o fundo negro. Mas não se pode deixar de frisar que em 2008 o jornal implantou uma das formas que hoje é o principal meio de interação do leitor com o veículo: os comentários nas matérias. O jornal também passa a relacionar notícias similares ao fim dos textos dos artigos.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/09/jb2009.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-1036" title="jb2009" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/09/jb2009.png" alt="JB ONLINE 2009/2010" width="529" height="415" /></a></p>
<p>Em 2009 foi adotado o visual atual do JB Online, que retoma um maior volume de notícias de chamada, sem exageros, com as fotos  mais presentes na página inicial e algumas seções importantes para o momento momento passam a ter destaque na interface. Sem duvida a melhor interface até agora adotada.</p>
<p>É esta herança, o JB Online e o JB eletrônico, que o Jornal do Brasil, na web, e o JB Digital terão como objetos para manter e continuar aprimorando ao longo do tempo.</p>
<p>O Bibliotecno espera que o jornal tenha muitos outros anos de vida, agora falando do título em seus mais de cem anos. E para não dizer que este texto foge muito do aspecto biblioteconômico do blog, fica a necessidade de refletir sobre o momento que vivemos, e que o digital pode ser a saída para muitos jornais que passem por crises ou até mesmo para todos os títulos em um futuro. Como preservar a memória neste meio é algo que deve ser pensado, pois aqui não falamos de arquivar um documento em .pdf, mas algo mais complexo que envolve websites, blogs e aplicativos que poderão compor os jornais e revistas no futuro.</p>
<p>O Jornal do Brasil tende a ser apenas um aperitivo. Ainda temos tempo para pensar o que pode ser feito, mas o que foi visto aqui é que durante 15 anos um tipo de documento evoluiu e não foi muito percebido em termos de preservação, algo que tem de mudar o mais rápido possível.<!--more--><!-- Arkayne Cache: No --></p>
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		<title>Biblioteca decreta: A internet é coisa antiga, a web vai acabar, o futuro está num aplicativo de smartfone</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Aug 2010 03:42:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alexdasilveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[BIBLIOTECA E TECNOLOGIA]]></category>
		<category><![CDATA[aplicativos para celulares]]></category>
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		<description><![CDATA[Um texto que analisa o uso de aplicativos para smartfones, tomando-se como exemplo principal o aplicativo da Biblioteca Pública de Seattle. O texto também é provocativo, considerando a internet como algo antigo, a web próxima do fim e o smartfone como aparelho principal de acesso a Internet, mesmo sabendo que esta não é a realidade brasileira.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste">
<p class="MsoNormal"><strong>INTRODUZINDO AO TEMA</strong></p>
<p class="MsoNormal">No último dia 15 de agosto, o blog de Aldo Barreto (Pesquisador sênior do CNPq e pesquisador titular no Ibict &#8211; http://aldobarreto.wordpress.com) decreta o fim de algo repetido por muitos bibliotecários, mas que já não é uma verdade: Internet é uma nova tecnologia. A Internet com cerca de 20 anos de idade não pode ser encarada como uma nova tecnologia.</p>
<p class="MsoNormal">Esta visão pode &#8211; ou deveria &#8211; ocasionar em uma mudança, em que não deveríamos pensar no que a Internet será, como algo abstrato e para futuro, mas no que ela é e nas soluções para “novidades” que já foram implantadas nos últimos 20 anos. Uma dos campos que deve, por exemplo, ser aprofundado e implantado é o do arquivamento da web, já discutido várias vezes neste blog, com a finalidade de encerrar o ciclo de perda de conteúdo, da falta de preservação com a memória da era digital, evitando a perda do conteúdo dos milhares websites que somem da rede ao dia. Neste caso é bom relatar que o arquivamento da web já existe desde a década de 90, várias bibliotecas nacionais, arquivos e universidades já o fazem e que 10 workshops internacionais anuais já foram realizados.</p>
<p class="MsoNormal">Mas neste artigo o arquivamento da web é só um exemplo de como a Internet não é tão nova assim, aliás, de como muita coisa tida como nova é tão velha que está próxima ao fim. Falamos aqui da constatação (ou provocação, já que muitos veem o caso como um exagero) do Wired, publicada em vários websites brasileiros na ultima semana, de que a web estaria próxima ao fim.</p>
<p class="MsoNormal">Cabe aqui uma informação para não gerar confusão: WEB (World Wibe Web ou WWW) e Internet são coisas distintas. A Web está na Internet, na forma de visualização de websites em um navegador acessada por uma URL, mas o que não visto desta forma não deixa de estar na Internet, porém não faz parte da web. É o caso dos e-mails visualizados em softwares para computadores, de aplicativos para acompanhamento do twitter, facebook para smartfones, rádios online por aplicativos e muitas outras formas de acessar o conteúdo da Internet sem o uso da web.</p>
<p class="MsoNormal">É claro que existem níveis do que é uma “nova tecnologia”, dependendo do cenário em que se encontra, e por isto alguns comentários em websites que noticiaram o fim da web demonstravam grande espanto: Como assim o fim da web? Contextualizando, observamos que a visão do Wired é focada nos EUA, onde é grande o índice do uso da Internet por smartfones, levando ao uso do acesso a informação por meio de aplicativos e não por websites, porém, é notório que a realidade brasileira é bem diferente. É bom notar que mesmo para os EUA a afirmação tem uma conotação provocativa.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>AGORA O TEMA DESTE ARTIGO – A BIBLIOTECA NOS SMARTFONES</strong></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/08/snap20100826_032922.png"><img class="alignleft size-medium wp-image-995" style="margin: 10px;" title="snap20100826_032922" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/08/snap20100826_032922-168x300.png" alt="" width="168" height="300" /></a>Toda esta introdução faz pensar o que deve ser então a biblioteca na Internet neste momento. Não vamos falar aqui de uma biblioteca de documentos digitais, mas de uma biblioteca tradicional, com seus produtos e serviços em local físico, na Internet.</p>
<p class="MsoNormal">É bom retornamos ao conteúdo da palestra de Dr. Klaus Ceynowa, da Biblioteca Estadual de Baviera, realizada em 23 de março de 2010 na Biblioteca Nacional e tantas vezes já citada e recitada aqui no Bibliotecno. Em sua fala Dr. Klaus dizia que a biblioteca deve estar presente onde o usuário está (nos buscadores, nas redes sociais), que não adianta belos websites elaborados se não há procura, e que novos serviços devem sempre ser pensados.</p>
<p class="MsoNormal">Se a biblioteca deve estar onde o usuário está e seguindo a visão do Wired (o bibliotecno também vem participar desta provocação do fim da web), esta então deve migrar para os smartfones, por meio de aplicativos. O bibliotecno não encontrou nenhuma biblioteca brasileira que tivesse um aplicativo para sistemas como Windows Phone (Mobile), Android, Ios, WebOs, Symbian, Blackberry, entre outros, mas observou que nos EUA – onde a web está próxima do apocalipse – tais aplicativos existem. O bibliotecno analisou três aplicativos para sistema Android (do Google, e um dos que mais cresce na atualidade) produzidos pela mesma empresa, verificando seus serviços e produtos prestados.</p>
<p class="MsoNormal">Antes mesmo de explorar todos os itens dos aplicativos, vamos focar naquilo que  é o principal produto do processamento técnico de uma biblioteca: o catálogo.</p>
<p class="MsoNormal">Nos três programas, a simplicidade é a palavra de ordem para a interface do catálogo da biblioteca apresentando apenas um campo único para todo o tipo de pesquisa. Tem-se, então,  a mesma experiência das pesquisas em sites de busca, que é referencia de interface para quase todos os usuários em busca de informação na atualidade. Se o usuário está acostumado com o tipo de pesquisa do google, que é a primeira fonte de pesquisa para muitos “navegantes”, a biblioteca deve entregar a ele o mesmo tipo de forma de consulta.</p>
<p class="MsoNormal">Além de alinhar a forma de busca mais difundida na atualidade, o uso do campo único também colabora com a usabilidade da interface para aplicativos de bibliotecas vistos em aparelhos cuja tela não costuma ultrapassar de 4 polegadas.</p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/08/snap20100826_033237.png"><img class="alignleft size-medium wp-image-1004" style="margin: 10px;" title="snap20100826_033237" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/08/snap20100826_033237-168x300.png" alt="" width="168" height="300" /></a>Outro fator que merece ser mencionado é que o resultado é exibido em tempo real, ou seja, conforme se digita o termo de busca, que pode ser partes do título, autor, assunto entre outros elementos. Isto também é de extrema utilidade no uso de smartfones, já que permite que o pesquisador não precise digitar um termo ou frase até o fim caso não tenha nada no acervo com aquela formulação de consulta, considerando que a digitação em telas reduzidas, e em muitas vezes por toque na tela, é mais complicada.</p>
<p class="MsoNormal">Para se ter visão da importância do uso do aplicativo moldado para smartfones, na âmbito do catálogo, foi realizado um teste em um aparelho com tela de 3,5 polegadas em uma consulta no website do CCBB e o resultado não foi dos melhores. Foi necessário selecionar um tipo de busca (autor, assunto e titulo) em ícones pequenos para o toque na tela, encarar uma página intermediária com os resultados mais prováveis e descobrir ao final que a biblioteca não tinha o que eu queria, sem contar na necessidade de ampliar a página a cada momento que se seguia na consulta.</p>
<p class="MsoNormal">Mas os aplicativos não se resumem apenas a pesquisa no catálogo, mas buscam levar todos os recursos da biblioteca para o aparelho móvel. No aplicativo da “The Seattle Public Library” é possível acessar sua conta na biblioteca, para recursos que tenha a necessidade de estar logado, um item chamado “Ask the Librarian”, um calendário de eventos, endereços da biblioteca, lista de itens recomendados e o facebook da instituição.</p>
<p class="MsoNormal">O item “Ask the Librarian” é bastante completo, pois permite ao usuário tem uma boa experiência de serviço de referencia à distância que não estamos acostumados a ver nos websites. É permitido enviar uma mensagem de texto, ligar através do aparelho ou conversar via IM, os populares mensageiros instantâneos aqui conhecidos pelo MSN Messenger (Windows Live Messenger), Google Talk e outrora famoso ICQ.</p>
<p class="MsoNormal">Em calendário de eventos é possível verificar as atrações por tipo, local, entre outras formas, porém, o interessante aqui é o item “podcasts”, onde se pode ouvir os eventos realizados. Este ultimo recurso remete a produção de conteúdo, que poderia ser levado pelas bibliotecas para a Internet. Algumas livrarias já perceberam isto, como a Saraiva que criou o seu “Saraiva Conteúdo” onde se entrevistam autores.</p>
<p class="MsoNormal">Os smartfones com telas de 3 polegadas ou superiores são excelentes dispositivos para se visualizar vídeos e fotos, o que se poderia somar a distribuição de áudio feito pela biblioteca de Seattle em seu aplicativo. É interessante notar que muitas bibliotecas realizam eventos (palestras, entrevistas, círculos de leitura, hora do conto, entre outros) sem filmar ou gravar em áudio, e que outras que registram, como a Biblioteca Nacional com o seu Quatro as Quartas, em parceria com o Instituto Embratel, mas não disponibilizam imagens em seus websites.</p>
<p class="MsoNormal">Com os smartfones este tipo de conteúdo levaria o usuário a acessar mais vezes o aplicativo da biblioteca, visualizar os encontros ocorridos e saber dos novos eventos, além, de compartilhar a informação através de aplicativos para twitter e facebook. É bom notar que dificilmente um usuário ligaria seu computador para buscar este tipo de informação no website da biblioteca diariamente, contudo, se feito por aplicativo que tenha um widget (componente que pode ser inserido na tela inicial do aparelho) que liste os próximos encontros, em um dispositivo utilizado várias vezes ao longo do dia, poderia permitir que as informações de eventos da biblioteca pudessem ter uma disseminação/marketing maior.</p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/08/snap20100826_033000.png"><img class="alignleft size-medium wp-image-997" style="margin: 10px;" title="snap20100826_033000" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/08/snap20100826_033000-168x300.png" alt="" width="168" height="300" /></a>Outro espaço do aplicativo é destinado ao conteúdo de blogs e podcasts, mas não pense que estamos falando apenas de um blog institucional. A Biblioteca de Seattle mantem blog dos leitores e outro escrito por jovens e os bibliotecários que atendem eles, uma ideia muito interessante. Se um aplicativo permitir a leitura de um blog com a participação de usuários, este também poderia permitir que o usuário escrevesse no blog, o que seria mais uma forma de manter o usuário em contato com o aplicativo, reforçando a presença da biblioteca em seu dia a dia. No caso do blog “teen” da Biblioteca de Seattle é bom lembrar que o publico alvo e autor é a geração que tem maior interação com dispositivos móveis.</p>
<p class="MsoNormal">Para os dois outros aplicativos analisados os recursos são parecidos, até mesmo pode ser produzidos pela mesma empresa, porém, com a introdução do twitter, rede esquecida por Seattle.</p>
<p class="MsoNormal">Mas o que se pode perceber, além das bibliotecas brasileiras não aproveitarem as tecnologias da atualidade, foi que os três aplicativos ignoram o GPS dos aparelhos. O GPS poderia ser útil, principalmente para um catalogo coletivo que já indicaria ao usuário a biblioteca mais próxima para a obra por ele procurada no catálogo.</p>
<p class="MsoNormal">Esta foi uma análise de três aplicativos para smarfones e que em muitos momentos tem um tom provocativo, pois o Bibliotecno reconhece que os smartfones ainda não são tão populares no Brasil como nos EUA e que nossas conexões móveis, via 3G ou Wifi, são extremamente precárias. A questão é estar preparado para o futuro, não esperar ele chegar sem que se tenha uma solução, ou que a solução seja repetir infinitamente que se trata de uma nova tecnologia.</p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="color: #ff0000;">QUER SABER MAIS SOBRE?</span> <span style="color: #008000;">LEIA UM EXCELENTE ARTIGO SOBRE O TEMA EM</span><a href="http://www.slideshare.net/joseph.murphy/online-mobile-research-article-murphy" target="_blank"> </a></strong><a href="http://www.slideshare.net/joseph.murphy/online-mobile-research-article-murphy" target="_blank">http://www.slideshare.net/joseph.murphy/online-mobile-research-article-murphy</a></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><strong>VEJA IMAGENS DO APLICATIVOS</strong></p>

<a href='http://alexdasilveira.com/?attachment_id=988' title='snap20100826_032819'><img width="150" height="150" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/08/snap20100826_032819-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="snap20100826_032819" title="snap20100826_032819" /></a>
<a href='http://alexdasilveira.com/?attachment_id=989' title='snap20100826_032829'><img width="150" height="150" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/08/snap20100826_032829-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="snap20100826_032829" title="snap20100826_032829" /></a>
<a href='http://alexdasilveira.com/?attachment_id=990' title='snap20100826_032834'><img width="150" height="150" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/08/snap20100826_032834-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="snap20100826_032834" title="snap20100826_032834" /></a>
<a href='http://alexdasilveira.com/?attachment_id=991' title='snap20100826_032839'><img width="150" height="150" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/08/snap20100826_032839-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="snap20100826_032839" title="snap20100826_032839" /></a>
<a href='http://alexdasilveira.com/?attachment_id=992' title='snap20100826_032847'><img width="150" height="150" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/08/snap20100826_032847-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="snap20100826_032847" title="snap20100826_032847" /></a>
<a href='http://alexdasilveira.com/?attachment_id=993' title='snap20100826_032856'><img width="150" height="150" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/08/snap20100826_032856-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="snap20100826_032856" title="snap20100826_032856" /></a>
<a href='http://alexdasilveira.com/?attachment_id=994' title='snap20100826_032901'><img width="150" height="150" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/08/snap20100826_032901-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="snap20100826_032901" title="snap20100826_032901" /></a>
<a href='http://alexdasilveira.com/?attachment_id=995' title='snap20100826_032922'><img width="150" height="150" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/08/snap20100826_032922-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="snap20100826_032922" title="snap20100826_032922" /></a>
<a href='http://alexdasilveira.com/?attachment_id=996' title='snap20100826_032944'><img width="150" height="150" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/08/snap20100826_032944-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="snap20100826_032944" title="snap20100826_032944" /></a>
<a href='http://alexdasilveira.com/?attachment_id=997' title='snap20100826_033000'><img width="150" height="150" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/08/snap20100826_033000-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="snap20100826_033000" title="snap20100826_033000" /></a>
<a href='http://alexdasilveira.com/?attachment_id=998' title='snap20100826_033016'><img width="150" height="150" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/08/snap20100826_033016-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="snap20100826_033016" title="snap20100826_033016" /></a>
<a href='http://alexdasilveira.com/?attachment_id=999' title='snap20100826_033049'><img width="150" height="150" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/08/snap20100826_033049-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="snap20100826_033049" title="snap20100826_033049" /></a>
<a href='http://alexdasilveira.com/?attachment_id=1000' title='snap20100826_033107'><img width="150" height="150" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/08/snap20100826_033107-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="snap20100826_033107" title="snap20100826_033107" /></a>
<a href='http://alexdasilveira.com/?attachment_id=1001' title='snap20100826_033143'><img width="150" height="150" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/08/snap20100826_033143-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="snap20100826_033143" title="snap20100826_033143" /></a>
<a href='http://alexdasilveira.com/?attachment_id=1002' title='snap20100826_033151'><img width="150" height="150" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/08/snap20100826_033151-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="snap20100826_033151" title="snap20100826_033151" /></a>
<a href='http://alexdasilveira.com/?attachment_id=1003' title='snap20100826_033231'><img width="150" height="150" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/08/snap20100826_033231-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="snap20100826_033231" title="snap20100826_033231" /></a>
<a href='http://alexdasilveira.com/?attachment_id=1004' title='snap20100826_033237'><img width="150" height="150" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/08/snap20100826_033237-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="snap20100826_033237" title="snap20100826_033237" /></a>
<a href='http://alexdasilveira.com/?attachment_id=1005' title='snap20100826_033243'><img width="150" height="150" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/08/snap20100826_033243-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="snap20100826_033243" title="snap20100826_033243" /></a>
<a href='http://alexdasilveira.com/?attachment_id=1006' title='snap20100826_033251'><img width="150" height="150" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/08/snap20100826_033251-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="snap20100826_033251" title="snap20100826_033251" /></a>
<a href='http://alexdasilveira.com/?attachment_id=1007' title='snap20100826_033334'><img width="150" height="150" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/08/snap20100826_033334-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="snap20100826_033334" title="snap20100826_033334" /></a>
<a href='http://alexdasilveira.com/?attachment_id=1008' title='snap20100826_033340'><img width="150" height="150" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/08/snap20100826_033340-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="snap20100826_033340" title="snap20100826_033340" /></a>
<a href='http://alexdasilveira.com/?attachment_id=1009' title='snap20100826_033344'><img width="150" height="150" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/08/snap20100826_033344-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="snap20100826_033344" title="snap20100826_033344" /></a>
<a href='http://alexdasilveira.com/?attachment_id=1010' title='snap20100826_180023'><img width="150" height="150" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/08/snap20100826_180023-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="snap20100826_180023" title="snap20100826_180023" /></a>
<a href='http://alexdasilveira.com/?attachment_id=1011' title='snap20100826_180042'><img width="150" height="150" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/08/snap20100826_180042-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="snap20100826_180042" title="snap20100826_180042" /></a>
<a href='http://alexdasilveira.com/?attachment_id=1012' title='snap20100826_180054'><img width="150" height="150" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/08/snap20100826_180054-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="snap20100826_180054" title="snap20100826_180054" /></a>
<a href='http://alexdasilveira.com/?attachment_id=1013' title='snap20100826_180201'><img width="150" height="150" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/08/snap20100826_180201-150x150.png" class="attachment-thumbnail" alt="snap20100826_180201" title="snap20100826_180201" /></a>

</div>
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		<title>A experiência da leitura de quadrinhos em smartfones, o exemplo de Robot 13</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Aug 2010 15:36:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alexdasilveira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Apresenta as experiências de leitura de Robot 13, uma história em quadrinhos feita para dispositivos móveis com Android a iOS]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste">
<div id="_mcePaste"><a href="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/08/83101-1.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-970" style="margin: 10px;" title="83101-1" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/08/83101-1.jpg" alt="" width="224" height="336" /></a>Ha alguns dias venho me submetendo a experiência de leitura em smartfones, o que será publicado em breve no Bibliotecno, mas eis que neste período a &#8220;principal ferramenta de DSI&#8221; dos tempos modernos, o twitter, me deu a graça de descobrir mais uma maravilhosa experiência de leitura para estes tipos de dispositivos portáteis: os quadrinhos. A descoberta foi feita através do blog “<a href="http://ebookpress.wordpress.com/2010/08/10/independente-mas-de-longo-alcance/" target="_blank">e-book reader</a>”, que é uma grande fonte de informação sobre o assunto.</div>
<div id="_mcePaste">Portanto, com um dispositivo embarcado com o sistema operacional Android 2.1 (o título também está disponível para iOS) fiz o download de Robot 13. Me deparei com algo que realmente não esperava, ou seja, quadrinhos que efetivamente são quadrinhos, mas utilizando a tecnologia de visualização digital, e que na minha opinião permite uma uma experiência superior a leitura das historias em papel. Quando digo “quadrinhos que são quadrinhos” falo da essência deste tipo de publicação, que é composto de desenhos e balões com as falas dos personagens e as onomatopeias, sem uso de áudio.</div>
<div id="_mcePaste">De incomodo tem-se apenas o primeiro passo, que foi realizar o download da publicação no Android Market, pois o arquivo supera, e muito, o tamanho médio dos aplicativos disponíveis na loja. Contendo 6.7 Mb para apenas 1 historia, pode fazer usuários desistirem de obter o arquivo em áreas não cobertas por rede de dados 3G. Mas o tamanho e justificável pela qualidade das imagens, muito boas, com uma definição que vai agradar os amantes das artes visuais dos quadrinhos.</div>
<div id="_mcePaste">
<div id="attachment_971" class="wp-caption alignleft" style="width: 266px"><a href="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/08/RobotComics_Cover.jpg"><img class="size-full wp-image-971 " style="margin: 10px;" title="RobotComics_Cover" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/08/RobotComics_Cover.jpg" alt="" width="256" height="387" /></a><p class="wp-caption-text">A capa da história é um dos elementos que é exibido em partes, sendo necessários 4 exibições para se ver todo o conteúdo</p></div>
<p>O tamanho da tela, que seria uma limitação nos os dispositivos moveis, acaba permitindo uma boa experiência para a leitura. Diferente dos impressos que exibem vários quadros da historia por pagina, no smartfone a tudo é exibido quadro por quadro, não permitindo que o leitor observe os acontecimentos do quadro ou pagina seguinte, fazendo com que o impacto do desenrolar dos acontecimentos seja maior. Mas, mesmo para aqueles que gostam de ver a historia por inteiro, existe esta opção, bastando fazer a pinça na tela, gesto comum a smartfones multitouch, com a função de ampliar textos e fotos.</p>
</div>
<div id="_mcePaste" style="text-align: left;">
<div class="mceTemp" style="text-align: left;">A tela pequena dos smartfones também atrapalharia os desenhos mais complexos, mais detalhados, contudo, os criadores de Robot 13 criaram uma saída interessante com o uso de imagens maiores que a tela, onde os trechos de um mesmo quadro são apresentados aos poucos, após os cliques no botão avançar, através da movimentação do desenho na tela. Esta solução acabou trazendo uma nova leitura muito interessante, pois criaram se quadros com elementos surpresas que são exibidos apenas conforme se movimenta o quadro.</div>
</div>
<div id="_mcePaste" style="text-align: left;">Como já dito anteriormente, esta e uma historia em quadrinhos que obedece aos aspectos principais deste tipo de publicação, ou seja, desenhos estáticos e textos em balões, mas nem todos os recursos do smartfone foram ignorados. Um dos exemplos são quadros em que ao serem exibidos fazem o aparelho vibrar e o desenho estremecer, normalmente ligados a uma onomatopeia, levando a historia sensações que seriam impossíveis com o papel.</div>
</div>
<p><!--more--><!-- Arkayne Cache: No --></p>
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		<title>Para cada usuário uma informação, com o Flipboard isto faz sentido</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Jul 2010 04:43:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alexdasilveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[BIBLIOTECA E TECNOLOGIA]]></category>
		<category><![CDATA[DOCUMENTO/MÍDIA DIGITAL]]></category>
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		<category><![CDATA[criação de conteúdo]]></category>
		<category><![CDATA[Flipboard]]></category>
		<category><![CDATA[formas de leitura]]></category>
		<category><![CDATA[ipad]]></category>
		<category><![CDATA[leitura digital]]></category>
		<category><![CDATA[revista social]]></category>

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		<description><![CDATA[Aborda o Flipboard como um produtor de revista social, onde cada usuário poderá ter sua própria "publicação", formatada como um impresso, baseada em blogs e redes sociais. Discute alguns aspectos relativos ao usuário, ao produtor de conteúdo e ao bibliotecário neste contexto]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há aproximadamente 2 anos fiz uma visita ao jornal O Globo e lá obtive uma informação interessante, que acredito que todo mundo saiba, mas é interessante quanto se tem a informação do próprio meio: jornais e revistas utilizam blogs e redes sociais para compor seu conteúdo. É claro que ainda há a linha editorial, uma pesquisa de confiabilidade do conteúdo (ou deveria haver), seleção e um novo texto produzido, mesmo que já tenha visto muitas matérias de jornais publicadas depois de blogs e com texto muito parecidos. Mas e se você pudesse ignorar todo este lado feito pelo jornal, passando você mesmo a selecionar o que vai ler? Isto já existe com agregadores rss, contudo, se viesse com um visual de revista, contendo o conteúdo de blogs e de seus contatos de redes sociais que considera confiavel?</p>
<p>O Flipboard, para Ipad, permite isto! Ao invés de passar linhas e linhas explicando o aplicativo, entenda com o vídeo abaixo. É bom observar que devido a uma grande demanda o uso do facebook e do twitter foi bloqueado, sendo liberado para os usuários gradualmente.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="600" height="320" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/v2vpvEDS00o&amp;color1=0x6699&amp;color2=0x54abd6&amp;hl=en_US&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="600" height="320" src="http://www.youtube.com/v/v2vpvEDS00o&amp;color1=0x6699&amp;color2=0x54abd6&amp;hl=en_US&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>O que ocorre aqui é que podemos ter notícias, informações que consideramos relevantes sobre o mundo, sua cidade, seu bairro, seus amigos e até do meio acadêmico, aliás, você é que faz o conteúdo. E mais, temos uma revista individual, para cada um chamar de sua, e podendo conter o conteúdo das próprias revistas e jornais impressos que utilizam as redes sociais.</p>
<p>Como o uso do twitter e do facebook está bloqueado uma informação não foi levantada por muitos sites: É possível acompanhar usuários de uma lista do twitter ou de um grupo do facebook? Se for possível, teríamos então a possibilidade de compartilhar parte de nossa revista individual. Mas acabarei lendo informações pessoais, conversas de usuários? Sim e não!</p>
<p>O que ocorre é que normalmente as pessoas tem uma conta no twitter, por exemplo, mas nada impede a criação de uma segunda conta, sendo uma para compartilhar e receber apenas “besteiras” de um usuário qualquer e a outra para conteúdo sério. O próprio Bibliotecno faz isto, com uma conta do twitter apenas para conteúdo relativo ao site (do site e de outros) e outra pessoal do editor do mesmo, assim como a FEBAB e outras bibliotecas tem seus perfis com informações sérias.</p>
<p>Como é o leitor quem “faz” a revistas ele é que determinar o que será lido, mas aqui percebe-se que pode-se montar uma revista com diversos tipos de conteúdo, ou uma sobre fofocas, esportes, e como já foi destacado neste texto, até acadêmico e de pesquisas.</p>
<p>Isto muda e muito o conceito de leitura de informações das redes que participo, e dos site que costumo ler, aplicando-se a idéia de leitura de uma revista impressa. Uma experiência exótica foi testada ano passado nos EUA, onde foi criado um jornal que selecionava o conteúdo de blogs e os publicava em mídia impressa, o Printed Blog, que não deu muito certo e em pouco tempo encerrou suas atividades. Mas aqui é diferente! Você, o receptor, seleciona quem passará a informação a você e o emissor, usuário de rede social, editor de blog, selecionará aquilo que ele considerar relevante. Porém, o emissor poderá também ser o receptor de um outro emissor.</p>
<p>Cria-se um ciclo, onde a distribuição viral da informação não estaria fortemente presente na divulgação de notícias, mas na produção também. É bom relatar que nada aqui é novo, já que conteúdos de blogs e até mesmo de algumas redes, como o twitter, poderiam ser agregados por feeds RSS, porém, o Flipboard não só torna isto mais fácil como dá ao usuário a experiência de se ler uma revista. E neste aspecto, uma diferença deve ser notada, assim como já faz o navegador Safari, da Apple, e o Google Chrome com a extensão ireader, apenas o conteúdo é importado, e não apenas em parte como no RSS, sem considerar layout e outras informações do website que originou aquele texto, imagem ou vídeo.</p>
<p>Estamos uma apropriação de conteúdo, como ocorre com o Google Notícias, só que neste caso feita pelo próprio usuário. Seria uma nova forma de leitura da web, onde o conteúdo é mais importante que outros aspectos, e mais, uma nova tendência de levar para o conteúdo da web a mesma experiência de leitura do impresso?</p>
<p>Muitas questões surgem e uma delas, é claro, é aquela radial: Isto acabará com jornais e revistas? Digo, quase com certeza, que não, mas pode ajudar já que hoje é muito mais fácil saber o que ocorre no local onde mora, para onde vai pelas redes sociais, é mais fácil ter informação sobre assuntos específicos em blogs e sites temáticos, é mais fácil ter conteúdo acadêmico&#8230;. Bem, sobre o conteúdo acadêmico, além de notas sobre projetos que podem ser colocadas nas mídias sociais, além de provocações e análises que podem ser feitas em blogs poderíamos ter textos de repositórios que utilizem o RSS.</p>
<p>Mas não poderiam os jornais e revistas online tornarem-se mais uma agência de notícias que uma publicação em si? Para muitos usuários isto não é uma coisa do futuro, é o presente.</p>
<p><strong>E o bibliotecário em toda esta história?</strong></p>
<p>Bem, a função de preservar é impossível já que se torna de um conteúdo particular, individual, mas também temos conteúdo individual no meio impresso, como diários, de pessoas importantes. Então, imagine a possibilidade de se reter um Ipad de um recém falecido importante para a sociedade, podendo se preservar o que ele lia!</p>
<p>Só que, mesmo viável, a possibilidade do parágrafo anterior ainda parece uma idéia de filme de ficção científica, então, “voltemos ao chão” com uma possibilidade mais real, ou seja, na pesquisa, com o bibliotecário ajudando a “formar as revistas” para executivos, técnicos e outros de conteúdo relevante. Ainda parece estranho? Mas observe bem e repare que isto seria nada mais nada menos que uma disseminação seletiva da informação, porém, não focada na informação em si, mas na fonte.</p>
<p>Agora, se você achou este texto estranho em um site de biblioteconomia é bom lembrarmos que&#8230;</p>
<p><em>Para cada leitor um livro</em></p>
<p><em>Para cada usuário uma informação</em></p>
<p><em>Para cada navegante uma publicação personalizada</em><!--more--><!-- Arkayne Cache: No --></p>
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		<title>Os formatos de e-books, as bibliotecas digitais e a usabilidade</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Jul 2010 16:17:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alexdasilveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[DOCUMENTO/MÍDIA DIGITAL]]></category>
		<category><![CDATA[USABILIDADE]]></category>
		<category><![CDATA[avaliação heurística]]></category>
		<category><![CDATA[Biblioteca digital]]></category>
		<category><![CDATA[djvu]]></category>
		<category><![CDATA[epub]]></category>
		<category><![CDATA[formatos de e-books]]></category>
		<category><![CDATA[Interface]]></category>
		<category><![CDATA[kindle]]></category>
		<category><![CDATA[pdf]]></category>
		<category><![CDATA[Usabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[São vários os formatos de e-books existentes e a tendência atual é que outros apareçam e muitos coexistam. Este é um tema que deveria ser amplamente discutido por bibliotecário, afinal, os e-books num futuro irão para as bibliotecas. São questões como catalogação, recuperação, recursos de visualização e preservação, entre outras, mas este texto foca-se em usabilidade, em como tratar a exibição de acesso a vários formatos na interface de uma biblioteca digital, iniciando pela solução problemática apresentada pelo Internet Archive]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/07/download.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-923" style="margin: 10px;" title="download" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/07/download.jpg" alt="" width="49" height="673" /></a>PDF, DJVU, TXT, EPUB, MOBI, LIT, CHM, PRC, , RB, KML, ISILO, VBO, enfim, uma salada de letras que pode confundir muita gente e que alguns que chegam ao Bibliotecno neste momento podem não entender muito bem o que são. É claro que a primeira e a terceira sigla deixam a dica e sugerem que este tópico tem alguma coisa a ver com texto/leitura o que é verdade, aliás, estas são algumas das siglas que invadem a vida de alguns bibliotecários e podem se tornar preocupação para todos no futuro.</p>
<p>No campo da produção de livros, editoras e ebookstores observam de perto a problemática dos formatos e por mais que o PDF seja o mais conhecido e que o EPUB tenha se tornado um tipo de padrão, o surgimento de novos leitores, e aqui estão os tablets, novos recursos e interesses de mercado só tem feito esta sopa de letrinhas crescerem, o que pode dificultar a vida de um usuário novato em livros eletrônicos.</p>
<p>Mas se editoras, livrarias e até mesmo os leitores devem se preocupar com esta diversificação de formatos, por que bibliotecários deveriam estar de fora? Aliás, para onde seguiram, na teoria, todos estes livros no futuro? Para as bibliotecas. Com certeza este deveria ser um tema a ser analisado por bibliotecários e estudantes de biblioteconomia nas escolas que ministram os cursos da área. E os enfoques podem ser os mais variados: Qual o formato que apresenta o melhor desempenho para recuperação no texto completo?, qual permite melhores recursos de inclusão de metadados que poderão ser legíveis por sistemas de bibliotecas?, qual é compatível com a maioria dos leitores eletrônicos (e tipos de equipamentos que conseguem podem ser utilizados para a leitura de livros?, qual tem a melhor visualização?, qual apresenta a maior variedade de recursos?, como preserva-los? uma rica e enorme relação de questões a serem pensadas de forma a apoiar/escolher os melhores formatos para as bibliotecas e, principalmente, para os leitores.</p>
<p>Mas o tema deste artigo é específico para as bibliotecas digitais, pois com tantos formatos não adianta só pensar em quais escolher, mas em como apresentá-los, em outras palavras, quanto mais formatos forem adotados a biblioteca digital deverá pensar mais em usabilidade.</p>
<p>A escolha do(s) formato(s) a serem escolhidos já não é uma tarefa fácil já que os dois mais conhecidos tem vantagens e desvantagens de acordo com o dispositivo utilizado. Enquanto o PDF pode apresentar cores, uma renderização melhor na leitura em uma tela de computador este poderá ser problemático em um e-reader com a tela eInk, sendo o EPUB ideal para este tipo de dispositivo, porém, o EPUB não chega a uma qualidade visual do PDF. Mas o que dizer então do formato proprietário da Amazon/Kindle e os livros somente publicados lá? E os livros ricos em recursos multimídias para Ipad? Ou seja, nunca será possível escolher apenas um ou dois formatos, mas e para os usuários em geral a escolha, pela biblioteca digital, por vários formatos é vantajosa? Isto não poderia confundir? Tudo dependerá da forma como for apresentado na tela, ou seja, da usabilidade.</p>
<p>A extensa imagem ao lado, que apresenta-se em tamanho reduzido, é um exemplo claro que como o uso de vários formatos, ou melhor, a forma com estes são apresentados, pode transformar a interface em um problema. Veja melhor esta barra lateral na página <a href="http://www.archive.org/details/gralha" target="_blank">http://www.archive.org/details/gralha</a> que trata-se da interface de acesso a um jornal digitalizado pelo Internet Archive. Em termos de avaliação heurística, um dos métodos de estudos de usabilidade, pode-se dizer que pelo menos 3 heurísticas são violadas: Consistência e padrões, Ajuda e documentação e Estética e design minimalista.</p>
<p>A última heurística violada &#8211; estética e design minimalista - é decorrente do volume de formatos fornecidos e da forma com que eles são fornecidos. Além do uso de 8 formatos, também é exibido um link para cada data digitalizada o que logo remete a um problema relacionado a primeira heurística &#8211; consistência e padrões &#8211; pois vários links são apresentado indicando apenas o formato de leitura, mas sem a data da publicação que aquele link corresponde, sendo que neste ultimo caso também poderíamos falar de uma quarta heurística violada, a<strong> </strong>equivalência entre o sistema e o mundo real.</p>
<p>Mas a violação da heurística estética e design minimalista acaba interferindo na heurística ajuda e documentação. Ocorre que a extensa lista torna a página demasiadamente longa e a ajuda sobre os formatos, necessária já que alguns serão desconhecidos dos leitores em geral, vem logo ao final da página, onde muitos usuários nem cherarão a perceber. Fora que a própria ajuda é confura, já que remete a todo o Internet Archive, que armazena websites, documentos textuais, áudio, vídeo, etc. O ideal seria a indicação clara de uma documentação de ajuda para cada formato.</p>
<p>Outros exemplos podem ser verificados nas principais bibliotecas, porém, de forma um pouco decepcionante já que os problemas de usabilidade relativo ao acesso aos formatos são minimizados pelo fato de não se utilizar a maioria dos formatos. Porém, não deveremos negar que limitar o uso de formatos é uma saida interessante, desde que ofereça os formatos mais utilizados e compatíveis com a maioria dos dispositivos. Devemos lembrar que hoje um leitor poderá querer apreciar um documento em um e-reader, no computador, num netbook, num smartfone e num tablet. Os formatos escolhidos devem ser escolhidos de forma a serem suportados pelos dispositivos &#8211; e neste caso é bom frisar que alguns como o DJVU necessitam de instalação de plugins que nem sempre são compatíveis com todos os dispositivos e mesmo navegadores da web &#8211; e não limitar o fornecimento de obras com recursos diferenciados, como os livros para o tablet Ipad que podem apresentar recursos multimídia.</p>
<p>Mas no Historic American Newspapers da Library of Congress e no Arquivo Público Mineiro podemos verificar uma solução viável, apresentada na imagem abaixo. Trata-se da visualização prévia, onde o usuário poderá ver o documento, pelo menos uma versão deste, sem a necessidade de realizar download do mesmo, diretamente no website e após isto escolher o formato desejado.</p>
<div id="attachment_924" class="wp-caption aligncenter" style="width: 545px"><a href="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/07/han.jpg"><img class="size-full wp-image-924" title="han" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/07/han.jpg" alt="" width="535" height="248" /></a><p class="wp-caption-text">Repare na barra acima da visualização a possibilidade de fazer download em PDF, TXT ou em formato de imagem</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>Isto iria acabar com o problema da extensa lista apresentada pelo Internet Archive já que os links para os formatos seriam exibidos em uma página correspondente a edição que se estaria visualizando. Todavia, a visualização prévia poderia ser desagradável para alguns dispositivos, como os smarfones, obrigando o usuário a baixar o documento por um computador, sendo repassado depois para o dispositivo móvel. Fora os e-readers que tem navegadores web precários, devido a tela de eInk, e que teriam sérios problemas de acesso. Ou seja, não adiantaria apenas organizar o conteúdo, mas criar websites específicos para serem lidos em dispositivos de tela grande, de tela pequena e nos e-readers.</p>
<p>A existência de variados formatos de e-books não é a unica  que pode desencadear problemas de usabilidade, mas apenas uma e que deve ser considerada. E considerando problemáticas apontadas no inicio deste texto em relação aos formatos de e-books vemos que este é um assunto que deve ser debatido, não apenas com foco em usabilidade como foi apresentado neste texto, mas em relação a catalogação, recuperação, recursos de visualização e preservação. Enfim, o bibliotecário não pode ficar de fora deste tema.<!--more--><!-- Arkayne Cache: No --></p>
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		<title>Preservação da memória registrada dos dias atuais a caminho do abismo</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Jul 2010 02:02:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alexdasilveira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Texto provocativo que aborda a necessidade preservar aquilo que produzimos nos dias atuais, enfocando a necessidade da agilidade da ação e da censura que fazemos, selecionando apenas aquilo que consideramos pessoalmente importante e vendo o restante como "lixo"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/07/perg.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-895" style="margin: 10px;" title="perg" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/07/perg.jpg" alt="" width="424" height="362" /></a>Para quem acompanha o Bibliotecno desde o início deve lembrar que o site iniciou apenas com a temática de preservação de webjornais, que foi ampliadas para toda a web até que chegarmos a temática biblioteconomia e tecnologia. Pelo conteúdo do site é fácil encontrar textos relacionados sobre o assunto, mas o que fez o Bibliotecno retomar um texto inicial sobre o tema foi  o conteúdo publicado no site cultura digital e intitulado &#8220;<a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/2010/07/02/cultura-do-seculo-20-esta-mais-ameacada-que-a-dos-seculos/?utm_source=twitterfeed&amp;utm_medium=twitter" target="_blank">a cultura do século 20 está mais ameaçada que a dos séculos anteriores</a>&#8220;.</p>
<p>Não é preciso dizer o quanto concordo com as palavras da professora da Universidade de Buenos Aires e membro da Fundación Via Libre, Beatriz Busaniche, só que peço que por um momento possamos fugir um pouco da questão do direito autoral, que realmente é complicadíssima, delicada e que impede na maioria dos casos a preservação.Vamos pensar no bibliotecário, principalmente naqueles ligados a memória.</p>
<p>Primeiro temos o tempo do ocorrer das coisas e o tempo do bibliotecário, que ainda age como se estivéssemos há uma eternidade de 10 anos atrás. Sim, o ano de 2000 é uma eternidade e para quem duvida convido a entrar em um dos sites de preservação da web e acessar algum website no início do século, para depois sentir como se os bondes de tração animal ainda fossem nosso principal meio de transporte. Ao olhar para o passado vemos o bibliotecário se &#8220;acomodando&#8221; sempre que surge um novo tipo de documento em mãos, sempre que se depara com uma nova tecnologia, sempre que tem dúvidas sobre a confiabilidade de um documento.</p>
<p>Fotos tiradas por D.Pedro II só vieram a luz em 2003, muitas bibliotecas ainda arquivam seus K7s, VHS, CDs &#8211; mídias ultrapassadas &#8211; e DVDs sem um processamento ideal, ou mesmo  formal, e desde a década de 90 perdemos muito da web, de registros sonoros, vídeos e das fotos digitais. No primeiro caso, as fotos de D. Pedro II foram feitas com materiais e formas de armazenamento que resistiram ao tempo, para os K7s, VHS, CDs e DVDs ainda se há a sorte de alguma coisa &#8211; as vezes muita coisa &#8211;  não ser perdida, mas em relação a web? aos websites? registros sonoros em tempos de arquivos mp3? fotos digitais? vídeos?</p>
<p>Ocorre que o bibliotecário sempre teve um tempo, mesmo que não tão longo, para se adequar as novidades, mas hoje este tempo não existe mais. Não deveríamos organizar e guardar informação independente de seu formato e depois, logo depois, começarmos a agir em questões sobre preservação ideal, sobre diferenças de tipos de documentos? De que adianta filosofar sobre a possibilidade de um formato não ser lido daqui há 30 anos, se quando descobrirmos a forma com que este possa legível não tenhamos um acervo para ler.</p>
<p>Se antes bastava jogar em um armário e ver o que fazer depois, atualmente isto é impossível, sendo necessário pelo menos capturar e identificar, sem mesmo saber se esta é a forma ideal, e logo em seguida pensar na teoria de preservação, identificação e organização.</p>
<p>Ocorre que este não é só o único problema, surgindo a questão sobre o que arquivar e qual a confiabilidade daquele texto, conteúdo e mesmo a relevância. Entendo esta preocupação, mas quando parte de uma empresa que necessite formar acervos digitais que pensem no custo e na qualidade, mas isto se aplicaria a uma biblioteca com recursos públicos &#8211; não nos focaremos na questão finanças &#8211; , seja ela do tipo pública, universitária, nacional?</p>
<p>A desculpa é que hoje produzimos muito &#8220;lixo&#8221;, porém, mantemos bibliotecas nacionais ao redor do mundo guardando tudo que se produz em papel, desde a forma da criação de uma bomba atômica até a forma de criação de um chapéu de tricot, entretanto,  neste caso tudo é importante, e afirmo, só é importante porque está em papel. Quem somos nós para decidirmos o que uma comunidade vai ler, em que suporte vai ler, o que é a memória de uma nação? Até mesmo em uma empresa quem decide o que ficará e o que será excluído é o dono da mesma.</p>
<p>Qual a nossa função? Organizar, tornar acessível e ajudar ao usuário que ele chegue a informação que ELE quiser! Mas tudo? Sim! Redes sociais, vídeos do youtube, fotos digitais espalhadas em serviços de fotos? Sim!</p>
<p>A pouco tempo tive contato com uma mestranda de memória social da Unirio, e num bate papo informal ela me disse algo que faz muito sentido pensando em um pesquisador 100 anos adiante, quando eu a indaguei sobre arquivar todas as fotos digitais existentes. Sim, devemos guardar tudo, pois mesmo que não sirvam para uma pesquisa individual poderá mostrar no futuro que em 2010 havia um boom de fotografia digital, onde todos queriam se mostrar e compartilhar! Este raciocínio se aplica a vídeos, registros sonoros e redes sociais, pois aquele conteúdo sempre poderá ser util para alguém, em algum lugar, em algum tempo.</p>
<p>Mas e a teoria deixa de ser importante? Não vejo assim, mas nem sempre ela deverá vir primeiro que a ação e, infelizmente, temos esperado muito a teoria para depois agir e não agir para depois teorizar e &#8220;ir teorizando&#8221;. É claro que outras questões também influenciam, como a dos direitos autorais do texto mencionado acima, mas não podemos deixar de fazer e pensar, em muitos casos ao mesmo tempo.</p>
<p>O mundo não está perdido e podemos ver muitos profissionais dedicados as causas das bibliotecas digitais, dos repositórios, do acesso livre.  Este texto não se dirige as pessoas das causas citadas, mas para aquelas que ignoram o presente por ver o passado como mais importante.  Alguém guardou estas lembranças, hoje chamadas de tesouros, mas o que estamos preservando dos dias de hoje para que possa ser chamado de tesouro no futuro?<!--more--><!-- Arkayne Cache: No --></p>
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		<title>&#8220;Trending Topics&#8221; para uma hemeroteca digital</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Jun 2010 21:22:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alexdasilveira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Traz a possibilidade de levar a idéia dos Trending Topics, do twitter, para uma coleção de jornais e revistas digitalizadas e ocerizadas de uma hemeroteca digital, com o uso de conceitos da área de metrias, como o Ponto de Transição de Goffman]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/06/tt.bmp"><img class="alignleft size-full wp-image-859" style="margin: 10px;" title="tt" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/06/tt.bmp" alt="" width="404" height="278" /></a><br />
Em uma biblioteca digital tem-se como grande vantagem a busca, através da linguagem natural, ao texto completo, para aquelas que se propõem em <em>ocerizar </em>seu acervo, contudo, muito longe do que se poderia entregar de recursos ao público. Quando fala-se em hemeroteca digital, logo se vislumbra um acesso a um grande volume de dados, de vários veículos de comunicação e com muitos assuntos em comum em suas publicações diárias, semanais, quinzenais, mensais, mesmo que com visões diferentes.</p>
<p>Acontece que descobrir os temas de maior relevância para a sociedade não é tarefa fácil. O pesquisador ainda deverá saber o período em que um assunto foi relevante para realizar sua pesquisa, fato que limita muitos temas secundários que tiveram certa importância para nossa história.</p>
<p>A rede social Twitter busca situar seu visitante ao  informar quais são os temas mais interessantes discutidos naquele momento, objeto fundamental para um mundo cada vez mais dinâmico. Para isto são utilizadas listas de assuntos por região e mundial, chamadas de Trending Topics. A fórmula é simples: Quanto mais o assunto é comentado tem-se maior destaque na rede social.</p>
<p>Os Trending Topics do Twitter são momentâneos, mas, se preservados, serviriam como dados para avaliar o que a sociedade discutia em um</p>
<p>determinado momento. E o que a sociedade discutia e/ou era no passado? Pesquisar termos livres em determinados acervos é pouco para o que se pode fazer, sendo necessário ir além, levando para as hemerotecas digitais o ranking de temas mais abordados por períodos de tempo, considerando os aspectos regionais através do local de publicação dos periódicos, e diários. É isto que este texto vem problematizar/sugerir.</p>
<p>Mas quantos seriam os assuntos considerados mais relevantes por dia? Os termos mais recuperados seriam aqueles que deveriam ser considerados como os primeiros da lista de temas mais apresentados, como ocorre no twitter? Não! A resposta deve-se ao fato de que o twitter tem marcações de termos chaves, algo que não ocorre em jornais e revistas.</p>
<p>Mas como listar os temas considerando os termos pertinentes? Neste caso, o uso de conceitos da área de estudos métricos, realizados de forma automática e considerando os dados obtidos por meio da <em>ocerização</em> dos documentos digitalizados poderiam tornar o problema em algo possível.</p>
<p>Estamos falando especificamente do Ponto de Transição (T) de Goffman, que visa a indexação temática automática. Zipf elaborou duas leis relacionadas a freqüência de uso de palavras em um texto, sendo que em uma lista de termos ordenados por freqüência, haveria uma area de transição entre os termos de alta e os de baixa freqüência, e seriam estes os termos que dariam significado ao texto de onde as palavras foram extraídas.</p>
<p>Goffman elaborou uma fórmula que indica como chegar aos termos de alto conteúdo semântico, e é exatamente esta teoria que poderia verificar os assuntos de maior repercussão para todo um país ou região. Se feito de forma automática, considerando os dados extraídos através da ocerização de uma coleção de periódicos, seria possível construir algo similar aos &#8220;Trending Topics&#8221; do twitter, onde os termos mais próximos ao ponto T seriam os primeiros da lista.</p>
<p>Além de questões tecnológicas, este é um assunto que ainda necessitaria de estudo teórico para aqueles interessados no tema. O Bibliotecno disponibiliza <a href="http://alexdasilveira.com/?p=349" target="_blank">neste link</a> um trabalho que realiza exatamente o que foi proposto neste texto, porém, para uma única revista e de forma manual.<!--more--><!-- Arkayne Cache: No --></p>
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		<title>Silveira, Alex da. Arquivamento da WEB: websites como documentos a serem gerenciados para memória</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Jun 2010 20:52:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alexdasilveira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Apresenta o Arquivamento da web com uma possibilidade de ser inserido no contexto do Gerenciamento Eletrônico de Documentos. Referente a um modo Clipping de da web, tendo o arquivamento da web  como conceito base para a capura de informações. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Palestra Autores: Silveira, Alex da</p>
<p>Título: Arquivamento da WEB: websites como documentos a serem gerenciados para memória</p>
<p>Rio de Janeiro, 2010</p>
<p>Palestra apresentada para a turma de Reprografia do curso de  Biblioteconomia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro &#8211;  Unirio &#8211; 1. semestre de 2010 e para a turma de Técnicas de Reprodução do curso de Arquivologia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro &#8211; Unirio &#8211; 1.semestre de 2010</p>
<p>DOCUMENTOS COMPLEMENTARES</p>
<p>&#8211; Vídeo de exemplificação do arquivamento da web -<span style="color: #ff0000;"> em breve</span></p>
<p>Apresenta o Arquivamento da web com uma possibilidade de ser inserido no contexto do Gerenciamento Eletrônico de Documentos. Referente a um modo Clipping de da web, tendo o arquivamento da web  como conceito base para a capura de informações.  Clique na imagem abaixo para realizar o download</p>
<p><a class="pdfppt-link" href="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/06/ged2010_unirio3_final.pdf"><img src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/01/pdf8.jpg" alt="" width="105" height="102" /></a><!--more--><!-- Arkayne Cache: No --></p>
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		<title>O básico da tecnologia para bibliotecários. CDU online, Cutter, WordPress, Scriblio…</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Jun 2010 18:06:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alexdasilveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[BIBLIOTECA E TECNOLOGIA]]></category>
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		<description><![CDATA[Apresenta recursos tecnológicos básicos para uso em uma biblioteca, desde a CDU online até o sistema gratuito a ser utilizado, a possibilidade de levar a biblioteca para a web com o Wordpress e o Scriblio ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este não é um artigo que pretende trazer alguma inovação, discutir a inserção de novas tecnologias no mundo tecnológico da bibliotecnomia, mas uma compilação de muitos recursos disponíveis &#8211; a tecnologia básica &#8211; na criação de uma biblioteca, orientado a muitos bibliotecários que precisam de elementos básicos para a criação/organização de uma biblioteca.</p>
<p>Lembro que em 2001 fui desafiado na criação de uma biblioteca, como estagiário de uma empresa de consultoria. O cenário na época era crítico: livros largados por salas (e mesmo em banheiros) e nenhuma tecnologia ou recurso básico da biblioteconomia disponíveis, tendo sido utilizada uma cópia da CDU, da tabela de Cutter e o &#8220;velho de guerra&#8221; winisis, sem a presença de um programador ou gerente de rede, ocasionando em uma base de dados de acesso em um único computador, monousuário. Já se vão 9 anos e muitas facilidades surgiram, e são estas que este artigo pretende elencar.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-829" style="margin: 10px;" title="udc" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/06/udc-300x209.jpg" alt="" width="270" height="188" /></p>
<p>O primeiro problema é qual sistema de classificação utilizar. É claro que sempre será possível a criação de sistemas próprios, como já fiz em uma outra empresa, contudo, quando estamos falando de uma empresa técnica, com várias áreas distintas a CDD e a CDU acabam surgindo como soluções. Em 2001 utilizei a CDU em uma versão que poderíamos chamar de não muito legalizada (reprografia), mas mesmo partindo para este caminho é necessário que se tenha uma edição da classificação para se realizar a cópia, contudo, esta é uma das dificuldades que não se precisa ter tanta preocupação no passado.</p>
<p>Nos últimos dias, vários blogs da área de biblioteconomia anunciaram: &#8220;Está disponível na web a CDU e em português&#8221;! Para quem não viu esta notícia fica o endereço da CDU online (e gratuita) <a href="http://www.udcc.org/udcsummary/php/index.php?lang=pt" target="_blank">http://www.udcc.org/udcsummary/php/index.php?lang=pt</a> .</p>
<p>O uso da CDU disponibilizada pelo UDC Consortium é simples, constando em um menu superior links para os sinais, tabelas auxiliares e iniciais dos grupos de classificação de 0 a 9. Na área esquerda será exibida a estrutura da CDU, e na área a direita as informações sobre a classificação escolhida.</p>
<p><a href="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/06/dna.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-832" style="margin: 10px;" title="dna" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/06/dna-300x113.jpg" alt="" width="300" height="113" /></a>Definida a classificação torna-se necessária a designação numérica de autor e na imagem acima temos um programa já antigo, e útil, o &#8220;OCLC Dewey Cutter Program&#8221; que permite a consulta em 2 tipos de tabelas: &#8220;Cutter Four-Figure Table&#8221; e &#8220;Cutter Sanborn Four-Figure Table&#8221;. Com um uso simples, basta inserir o sobrenome desejado no campo &#8220;Text&#8221; para ver o código relacionado em &#8220;Cutter Number&#8221;. O programa (gratuito) pode ser adquirido em <a href="http://www.oclc.org/dewey/support/program/" target="_blank">http://www.oclc.org/dewey/support/program/</a></p>
<p>Definido o sistema de classificação, o problema será a criação do catalogo, e sabemos que apenas quando o dono da biblioteca exigir ou não houver condições de ter disponível um computador, o uso de fichas é uma opção que não deve ser considerada. O uso do winisis também não deve ser considerado, pois estamos falando de um programa que não responde a todas as necessidades de uma biblioteca e de dificil utilização.</p>
<p>Baseado no Isis temos o PHL (atualmente na versão 8.2), que é um programa recheado em recursos para uma biblioteca tradicional &#8211; <a href="http://www.elysio.com.br/site/recursos.html" target="_blank">veja aqui</a> &#8211; e baseado na web. O PHL permite realizar as rotinas de catalogação, a criação de um vocabulário controlado e de empréstimo. O problema é que é gratuito apenas para uso monousuário, mas não deixa de ser uma opção para pequenas bibliotecas. <a href="http://www.elysio.com.br/" target="_blank">Acesse a página do PHL</a></p>
<p>Criado pela UFRJ, o Biblivre é utilizado pelo Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, mantido pela Fundação Biblioteca Nacional, e permite realizar os principais procedimentos em bibliotecas: pesquisa; circulação, reserva, empréstimo e devolução, entre outros. A principal vantagem é que seu uso é gratuito, mas em determinados computadores pode se tornar lento. Deve-se notar que o programa também tem algumas limitações de recursos, como o PHL, sendo um exemplo a produção de relatórios demasiadamente básicos. <a href="http://www.biblivre.ufrj.br/" target="_blank">Acesse a página do Biblivre aqui</a>.</p>
<p>Outros programas que merecem destaque são: Gnuteca, OpenBiblio e PMB. O Bibliotecno recomenda uma visita ao Fórum de Softwares para Automação de Bibliotecas &#8211; <a href="http://softwaresbibliotecas.forumbrasil.net/forum.htm" target="_blank">clique aqui </a>- onde será possível ter mais informações e discutir sobre estes e outros softwares.</p>
<p>Mas em muitos casos, atualmente, não adianta ter apenas um sistema de biblioteca, é necessário que esta se faça presente na web. Para isto, uma das melhores opções é o WordPress. Em sua versão 3.0 recém lançada, a ferramenta inicialmente de blogs ganha forma de CMS com o uso de plugins, tornando possível criar a página de uma biblioteca e interações com usuários.</p>
<p>Instalar o wordpress não é uma tarefa difícil, mas pode ser simplificada em casos onde o serviço de hospedagem realize o procedimento automaticamente. É bom frisar que para uma biblioteca que pretenda estar no mundo virtual o uso de hospedagens gratuitas poderá gerar alguns problemas (limitação de acesso, publicidade, não dar suporte a determinadas linguagens) e o custo médio de uma hospedagem paga, com espaço suficiente para uma biblioteca média, em torno de R$ 15,00 por mês não é absurso. Para a instalação, uso, descoberta de plugins e customização de layout, existem vários tutoriais na própria web, bastando buscar por wordpress em um site de busca.</p>
<p>Mas um plugin para wordpress merece destaque, o Scriblio. Este plugin permite transformar o wordpress em um catálogo OPAC. Um texto com muitas informações e textos sobre o uso do WordPress para bibliotecas e do Scriblio foi publicado pelo blog Bibliotecários sem Fronteiras em 2008 e pode ser lido <a href="http://bsf.org.br/2008/11/26/wordpress-para-bibliotecarios/" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p>Veja, <a href="http://www.flickr.com/photos/scriblio/3321861450/" target="_blank">neste link</a>, um exemplo do Scribilio sendo utilizado por uma biblioteca.</p>
<div id="attachment_839" class="wp-caption aligncenter" style="width: 559px"><a href="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/06/2104229944_2393672dcc_b.jpg"><img class="size-full wp-image-839 " style="margin: 10px;" title="Modelo do Scriblio (+wordpress) para uma biblioteca" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/06/2104229944_2393672dcc_b.jpg" alt="" width="549" height="614" /></a><p class="wp-caption-text">Modelo do Scriblio (+wordpress) para uma biblioteca</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p><a href="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/06/more.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-852" style="margin: 10px;" title="more" src="http://alexdasilveira.com/wp-content/uploads/2010/06/more.jpg" alt="" width="425" height="205" /></a>Outro serviço que já está no ar há anos e visa colaborar com bibliotecários no ato de fazer referências é o MORE (Mecanismo online para referências) criado por Maria Bernardete Martins Alves (bibliotecária) e Leandro Luis Mendes (aluno de graduação em Sistemas de Informação), numa parceria entre a BU (Biblioteca Universitária) e o RExLab (Laboratório de Experimentação Remota). O MORE facilita no ato da criação de referências indicando os campos necessários para cada tipo de informação e produzindo automaticamente as referências. O sistema também gera citações. <a href="http://www.rexlab.ufsc.br:8080/more/index.jsp" target="_blank">Conheça o MORE clicando aqui</a></p>
<p>O Bibliotecno espera que bibliotecários recém formad0s e aqueles com pouca interação com questões tecnológicas possam aproveitar estes recursos básicos para melhorarem suas bibliotecas e se posicionarem no mercado de trabalho.<!--more--><!-- Arkayne Cache: No --></p>
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