Um novo bibliotecno está surgindo. Estamos trabalhando em nosso novo visual.

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Menos livros e mais leitores

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Em 2006 trabalhei em uma biblioteca pública e um funcionário desta teve uma ideia que gostei muito. Abrir o espaço da biblioteca para jogos de RPG. A ideia tinha apoio de um professor de história e utilizaria alguns livros da biblioteca, sem a necessidade de sua leitura direta, que associasse as ideias mágicas para o jogo e elementos históricos. Você não lê necessariamente um livro, mas aprende a gostar de histórias, jogando um jogo, aprendendo… Fabuloso, porém, não aprovado pela biblioteca.

Vejo muitos eventos de amantes de quadrinhos, vestidos com seus personagens, de amantes de tokusatsu, que diretamente não envolve a leitura escrita em uma primeira visão, também paramentados em eventos, porém, não vejo estas cenas em muitas bibliotecas. Nem vejo muito os quadrinhos, quem dirá os vídeos de tokusatsu.

Poderia trazer dezenas de exemplos interessantes que abrangem jovens, idosos, trabalhadores, estudantes, ociosos, que envolveriam alguma atividade na biblioteca, porém, na mente de alguns gestores, a biblioteca é o templo sagrado do saber, do livro… Nem sempre estes gestores são bibliotecários, mas mesmo alguns que são tratam a biblioteca deste modo. O curso de biblioteconomia ajuda, pois até em disciplinas altamente técnicas, o caso da catalogação, o livro é o centro de tudo, o resto é exemplo. Pegamos o AACCR2 e do capítulo 2 em diante passamos os olhos.

Tudo é moldado para a instituição ter o livro como centro, como entidade sagrada… O livro é Deus, Javé, Obatalá, Alá e o bibliotecário ainda é seu guardião, ou pior, parece que só os deuses entram neste tempo chamado biblioteca, apenas Baco não… este pode desordenar… E desordenar a lógica é proibido, mesmo que seja para ordenar.

O que vejo é que muitas bibliotecas são prédios de livros, acessíveis a poucos. Mas a biblioteca está lá, aberta a todos… Sério? Você acha que alguém que nunca leu vai entrar e se deliciar entre as estantes? Um ou outro podem até descobrir a leitura neste modelo, mas a maioria não. Irá preferir ligar seu Xbox ou Playstation (a gosto do freguês) ou assistir uma série, um filme que gosta, zoar com amigos, ficar só deitado, enfim… Mas não poderiam fazer isto nas bibliotecas?

Semana passada minha noiva foi na recém inaugurada Biblioteca Parque Estadual (do Rio de Janeiro) e digo que desde que entrei na de Manguinhos, no primeiro Bibliocamp, amei o modelo… Lá vi muitas crianças de mães que saem para trabalhar e deixam seus filhos na biblioteca, mas falarei disso mais a frente, voltaremos a visita da minha noiva. Ela foi ao local para estudar, usando seu próprio notebook. Amou o clima, os diversos tipos de assentos confortáveis, pode assistir Game of thrones em alta definição, relaxar no espaço do ócio… Sim, biblioteca para o ócio… E o acervo… Segundo ela se for grande está no segundo prédio, mas no de entrada temos estantes e nenhum acervo grandioso. É disso que gosto.

O dia dela foi proveitoso… Estudou usado apenas o espaço e o wifi eficiente, descansou a mente assistindo séries, filosofou enquanto relaxava e obteve uma produtividade maior do que se estivesse em casa. Minha noiva tem muitos livros, gosta de ler, mas vamos imaginar aquele que não tem muita habilidade com a leitura. O que chamará mais atenção: Estantes de livros ou a série badalada, um local para ficar deitado, um evento com pessoas vestidas de Jaspion. Mas os puristas diriam… HERESIA! Corte a cabeça deste bibliotecário louco! Espere, amo meu pescoço e não estou fazendo apologia ao fim dos livros (ao impresso até faço as vezes).

A biblioteca em questão tem livros, mas não aquele muro de lombadas que só leitores adoram ficar venerando. Mas o que chama a atenção são as outras formas de leitura. Queres criar leitores? Tudo bem, mas é necessário começar pelos livros. No mínimo a exibição de séries irá trazer novas histórias, tirar alguns das amarras do conteúdo da tv aberta, ou mesmo, fazer com que crianças fiquem no espaço ao invés de ficar na rua, no caso de uma comunidade como Manguinhos. Só isto já é uma vitória… Espaço da biblioteca ocupado por leitores… sim, leitores de diversos tipos de mensagens.

Diria que isto já é uma introdução a leitura. Como exigir de alguém que apenas assiste determinado tipo de conteúdo na tv, sem mesmo mexer no controle remoto, queira chegar nos livros oferecendo livros? A internet vem ampliando a leitura, de um novo tipo, mas leitura e nem todos tem acesso… a biblioteca te dá! É a internet, o vídeo, o áudio, o jogo, o pensar… tudo isto é gerar leitores, e mesmo preparar para o texto dos livros.

Os livros estão lá e a ideia de acervo enxuto é muito boa. Sabe aquela história de que nem sempre muito é melhor. Para quem não é leitor de livros e já foi fisgado pela biblioteca, o que chama mais atenção: Muro de lombadas ou estantes mais vazias onde você vê a arte da capa de alguns livros, observa o livro enquanto pode entrar em contato com a pessoa que olha a prateleira do outro corredor, mantendo contato, trocando ideias, e ajudando ou sendo ajudado a escolher uma obra. O papo pode continuar no belo espaço entre os dois prédios e pode até terminar em casamento.

Enfim, é preciso tirar o foco de guardião de livros para levar a informação que cada indivíduo precise, em uma série da HBO ou mesmo em um jogo do Xbox, em um personagem passando pelos espaços. O livro não perderá seu espaço. Estará lá, em menor quantidade, mas com um potencial maior de uso.

Não prego que não tenhamos bibliotecas focalizadas só em livros, mas, enquanto a grande maioria for deste tipo, será difícil manter os espaços físicos ocupados, enquanto a internet vem a galope dizendo ser a biblioteca do futuro. É isto que nós bibliotecários queremos?

Ah, falei que a catalogação é focada no livro, e que esta é técnica demais… o catálogo é um produto altamente técnico então, mesmo para a visão do usuário. Se queremos que a biblioteca se comunique com o usuário é bom que ela converse com o usuário. O mesmo vale para o catálogo e aqui fica a dica de um post do Moreno Barros no Bibliotecário sem Fronteiras (http://bsf.org.br/2014/04/10/qual-e-o-futuro-do-catalogo-das-bibliotecas/)

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Mundo conectado, usuário independente. Usuário com sua necessidade e bibliotecário conectado em outra realidade. No digital o social é necessário!

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No meu tempo de estudante de biblioteconomia, há 11 anos atrás, alguns artigos que lia discutia o treinamento, a instrução bibliográfica e a auto suficiência que se colocava na mente dos usuários, mas que estes nem sempre conseguiam achar o que desejavam, e nem mesmo sabiam que não haviam encontrado, acreditando que a resposta não existisse.

Lia isto e buscava entender, aliás a realidade de 2003 era diferente e devo ter lido estes textos em 2000, 2001. Como nossos livros de biblioteconomia traziam um cenário que não era aquele que vivíamos, demorou um tempo para entender isto, pois era o momento em que a informatização, termo amando na época junto a automação, chegava em massa no Brasil. Mesmo assim não vi aquela realidade toda dos livros, aliás, muitos destes livros eram de influência norte americana e nossa realidade de uso da bibliotecas e cultural – amamos estar com as pessoas e perguntar – era muito diferente.

Os anos se passaram e a digitalização chegou em massa. Na teoria, basta o usuário ter um computador e pesquisa e este não terá nem que andar entre estantes ou esperar um pedido chegar a mesa… está tudo ali. É? A digitalização mudou a lógica de 2 tipos de acesso: o geográfico e nos casos dos acervos oceirizados a lógica da própria pesquisa. Não quero mais uma fonte informacional, quero a informação em si. Só nisto muitos usuários já pecam trazendo a lógica aprendida pela busca de assuntos para a pesquisa por palavras no conteúdo, geralmente não organizada.

O usuário tenderá a pesquisar sozinho com mais frequência, porém, o que vejo em meu trabalho – na biblioteca nacional, onde milhares de títulos de periódicos foram digitalizados – é que muitos usuários preferem ir a biblioteca. A ideia de que pesquisa tem que ser na biblioteca permeia a mente de muitos e neste caso estamos falando do ambiente, contudo, muitos chegam buscando o auxílio do bibliotecário, que poderia ser presencial ou não, mas que tem que ser efetiva, aliás, o usuário foi procurar a biblioteca e os bibliotecários clamam tanto pela ocupação das bibliotecas. Aqui vai uma nota importante: Não estou falando de advogados e de profissionais de algumas áreas que já tem a tradição do uso do serviço do bibliotecário. Estou falando de usuário que até pouco tempo atrás pediam um título, sentavam na mesa e pronto.

A digitalização pode até afastar alguns usuários das bibliotecas, mas aproxima outros que não estão em busca de um acervo, o acervo está no computador dele, mas em busca de um profissional para auxiliar. Mas ai chegamos ao ponto deste texto. Seja em conversas em eventos, pelo site, com estudantes de biblioteconomia, o que mais percebo são bibliotecários ou futuros bibliotecários que querem distância dos usuários. Pior que no passado, pois num mundo tão conectado, o profissional acredita que todos estão conectados – de certa forma muitos estão – e que tudo é fácil, simples. Não mesmo!

Vejo um sinal de alerta onde ao mesmo tempo clamamos dizendo “visitem as bibliotecas”, em que a tecnologia pode afastar alguns usuários, contudo, aproximar outros e que muitos profissionais dizem não gostar de atender… Dirá praticar o serviço de referência.

Alarmismo? Pode ser, entretanto, é bom prestar atenção neste movimento, pois a digitalização não para, o mundo está cada vez mais conectado e um usuário que não tem auxilio quando precisa gerar em si a certeza de que a biblioteca física não é seu lugar.

Mas existem bibliotecários com perfil para relacionamento com as pessoas. Sim, existem! Mas nem sempre as bibliotecas podem contar com um, principalmente por ser um órgão muitas vezes ligados ao serviço público, onde não se escolhe por perfil, mas por concurso. Como buscar o lado social da profissão, quando ainda se tem muitos bibliotecários que imaginam estar nas bibliotecas guardiãs do conhecimento, nos depósitos? Algo para pensar, refletir e aguardar para ver onde iremos chegar.

Hoje a lógica daqueles livros de biblioteconomia fazem sentido para a realidade que vejo.

 

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Biblioteca Parque com um toque flat é aberta com visual que é um convite

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Ainda não pensava em cursar biblioteconomia, mas ao passar pela Avenida Presidente Vargas todos os dias (estudava no Colégio Pedro II no Centro) tinha uma certeza. A biblioteca pública estadual era um lugar que não queria entrar, que não me chamava atenção alguma, aliás, me dava medo! Sim, medo. O aspecto era péssimo.

Antes da reforma. Sobria

Antes da reforma. Sombria

Após estar formado pude entrar nesta biblioteca uma única vez. Nada me agradou ali. Bem, se a biblioteca não agradava um bibliotecário, imagine tentar chamar a atenção de potenciais usuários. A biblioteca fechou e entrou em uma longa reforma, com o intuito de se adequar a linha das bibliotecas parque, modelo adotado pelo governo estadual.

Como a biblioteca sempre esteve no meu caminho trabalho-casa, sempre dei uma olhada para ver como iria ficar. Nada via… apenas um espaço vazio e uma pintura branca na fachada que me remetia a ideia de que parece gesso e vai ficar encardido.

Nas últimas semanas as coisas mudaram, cores entraram no interior da biblioteca, e a branca fachada ontem me chamava atenção, mesmo estando 2 quarteirões de distância… Não vamos falar em acervo, sem serviços, mas naquilo que nos cativa de cara. Comemos com os olhos, entramos em uma biblioteca com os olhos. A encardida BPERJ ontem era uma iluminada biblioteca, que fez aquele branco que me dava medo ficar lindo a noite. A biblioteca que me dava medo era a biblioteca que me dava vontade de entrar.

Já vi outras unidades da rede biblioteca parque, mas a estadual ficou muito, mas muito boa. Diria que é uma biblioteca no estilo flat…. E entrar em lugar com o balcão abaixo é com certeza ser recepcionado como se deve ser…

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Imagem: Secretaria Estadual de Cultura

 

 

Tudo é colorido, tudo é agradável e em uma zona de concerto e prédios pode dar muito certo. A biblioteca aposta no tudo além de um livro… E se o acervo for bom, vai funcionar, pois todo o restante está bom… Até mesmo o website da biblioteca é agradável.

Acho que em um mundo conectado a aparência conta muito, os serviços contam muito, a comodidade conta muito… Ninguém quer sair de casa para ir a um lugar que deprime. Acho que este é um aspecto que falta ser aprendido pelas prefeituras que brasil a fora montam bibliotecas como se a finalidade destas fosse ser estoque de livros. Passamos desta época e o modelo biblioteca parque é o melhor do que vi até hoje para a realidade. Se as demais já eram boas, a principal ganhou um toque no visual muito especial.

Imagem: secretaria estadual de cultura

Imagem: secretaria estadual de cultura

Se for só livro não atrai…
Se for só computadores não atrai…
Se for só mesas e cadeiras não atrai…
Se for só tapetes, espaços para relaxar não atrai…
Se for só para ler não atrai…

Beleza atrai… e associada a tudo aos itens acima tem tudo para dar certo.

É bom notar que se a atual chama pelo visual, a antiga além de desagradável visualmente ainda era gradeada… um proibitivo a mais para se ter vontade de visitar…

Aproveite e leia a entrevista da arquiteta que projetou a ambientação do espaço: http://www.cultura.rj.gov.br/entrevistas/colorida-e-ludica

 

 

 

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ARQUIVAMENTO DA WEB NA IMPRENSA – MATÉRIA NO ESTADÃO

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Não, não é a primeira vez que a imprensa brasileira menciona o arquivamento da web / web archiving em suas páginas e não será a última. Parece que de tempos em tempos alguém lembra: O que acontecerá com todo este conteúdo publicado? E sai uma matéria, porém, ação concreta no Brasil… nenhuma. E olha que já tivemos palestra da Library of Congress no país sobre o tema (focando no twitter), interesse de parceria por outros países, mas nada foi definido. O tempo passa, e como a própria matéria diz não sabemos nem mesmo quem deveria arquivar, porém, no mundo existem exemplos de Bibliotecas Nacionais, Arquivos Nacionais, Institutos de Tecnologia, Bibliotecas e Arquios Estaduais e Municipais, além de Bibliotecas Universitárias investindo em arquivos da web.

São diversas as questões a serem discutidas e acredito que o espaço para arquivamento é o de menor importância. A primeira pergunta a ser feita é: Por que criar um arquivo da web? Daí questionaremos questões como seleção de conteúdo e que ferramentas utilizar para auxiliar nesta seleção de conteúdos. As redes sociais seriam um caminho? (veja http://bibliotecno.com.br/?p=2036). Mapas temáticos como Tiago Murakami costuma produzir poderiam auxiliar na visualização de temas, sites, mas este mapeamento seria feito em cima de que? Por isto responder a finalidade da criação de um arquivo é essencial. E depois há uma série de assuntos antes do espaço em si, como os direitos autorais, formas de pesquisa, de disposição do conteúdo, enfim, espaço seria secundário em uma discussão. E é sempre bom lembrar que existem softwares livres e customizados por algumas bibliotecas para realizar a coleta dos dados, entre outros aspectos.

Motivos para arquivamento da web não faltam e nos dariam possibilidades de análises como estas: http://bibliotecno.com.br/?p=1792 e http://bibliotecno.com.br/?p=1687  mas o interesse sobre o tema não parece tão aflorado no Brasil e muitos são os motivos que poderíamos usar para justificar, mas as vezes um jornal lembra do tema e lança a questão sobre toda a sociedade, o que é bom?

Lembrando que este era o tema central do Bibliotecno em seu início… Diversos textos podem ser encontrados na seção BIBLIOTECA E TECNOLOGIA como Arquivamento da Web e Web Archiving -> http://bibliotecno.com.br/?cat=13 (inclui textos introdutórios, reflexões e alguns exemplos da importância dos arquivos da web). Um recorte do tema também foi apresentado no CBBD de 2011 -> http://bibliotecno.com.br/?p=1718

A matéria do Estadão está acessível em http://acervo.estadao.com.br/noticias/acervo,quem-arquivara-a-internet-para-as-futuras-geracoes,9215,0.htm

Em 2012 o Bibliotecno publicou: “Em 2003, onze bibliotecas nacionais e o Internet Archive lançaram um projeto para preservar informações nascidas digitalmente: o que nunca existiu senão como digital. Chamado International Internet Preservation Consortium (IIPC), que agora inclui 39 grandes bibliotecas institucionais. Mas a tarefa é impossível. Uma das razões é a enorme quantidade de dados na web. O grupo já coletou vários petabytes de dados (um petabyte pode conter cerca de 10 trilhões de cópias deste artigo).” Isto significa que existem 2 questões: É necessário selecionar, pois não existe espaço infinito e já existe uma estrutura, basta que o Brasil se insira nela. Quais serão as cenas dos próximos capítulos.

 

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E a primeira biblioteca pública sem impressos dos EUA, no Texas? Qual sua opinião sobre a Bibliotech?

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Trabalho em uma biblioteca onde boa parte do que era consultado até 2 anos atrás foi digitalizado, o que gerou uma redução de usuários, porém, com algumas modificações para o bem estar do usuário que não está pesquisando o acervo digital conseguimos até manter a biblioteca ativa. Mas todos os usuários sumiram? Não! Aliás, com trabalho conseguimos cativar alguns para trocarem os computadores de sua casa pelos da biblioteca, ou utilizarem o espaço da biblioteca com seus próprios dispositivos, oferecendo rede wi-fi.

O parágrafo acima serve apenas para ilustrar a minha situação: Um volume interessante de acervo digitalizado, com usuários que chegam a biblioteca para pesquisar este acervo em terminais disponíveis. Um cenário interessante, mas ainda temos usuários em documentos impressos e microfilmados. Agora, deixe-me tentar fazer um exercício de reflexão. Vou apagar do cenários os usuários de impressos e microfilmes… melhor… apagar todo este acervo. Confesso que até eu que amo a tecnologia vejo isto com dificuldade. Continuaria sendo uma biblioteca? No Texas poderão responder isto para nossa curiosidade.

O anuncio e a repercussão da notícia abaixo ocorreu em janeiro de 2013 e o Bibliotecno gostaria de saber qual a sua opinião.  Abaixo o texto para aqueles que não souberam da iniciativa. Deixe sua opinião nos comentários. Estou recuperando a notícia, pois percebo que ao longo destes últimos meses, de tempos em tempos, a história da Bibliotech volta a tona na mídia mundial e sempre trazendo o mesmo ar de espanto.

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Bibliotch, um nome quase parecido com o do blog, será a identidade da primeira biblioteca dos EUA inteiramente digital. Nada de livros e outros impressos… Estamos falando só de E-readers e computadores disponíveis. Os e-readers poderão ser levados para casa e no acervo teremos até 10.000 itens disponíveis para acesso via internet. Os defensores do projeto dizem que este poderia alterar a aparência das bibliotecas para sempre. E como ficariam? Vejam na imagem abaixo:

 

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Mas nem todos acham que isto irá dar certo. Carrie Russell, diretora da ALA (EUA) achar que neste momento isto não irá dar certo, pois as pessoas ainda querem livros impressos. Eu amo o digital, mas acho que este pode ser um modelo para o futuro, pois como disse no início, não consigo, ainda, visualizar isto, por mais que apoie a ideia. Eu ficaria entre os apoiadores e a opinião de Carrie Russell. A coordenadora do projeto, Laura Cole, não gosta de ser chamado de “biblioteca sem livros”, mas sim “biblioteca digital”.
Na verdade esta não é a primeira tentativa…  Em Newport Beach (Califórnia) e Tucson (Arizona) já tentaram, mas não deu certo, pois no fim as estantes voltaram. Mas de longe a Bibliotech é mais midiática. Esta nova tentativa estará em um espaço de  4.989 metros quadrados. No início, serão 100 e-readers disponíveis para circulação (com empréstimo domiciliar), e depois mais 50 e-readers para crianças, 50 estações de computadores, 25 notebooks e 25 tablets no local.

Usuários poderão  “pegar por empréstimo” livros em qualquer um dos dispositivos na biblioteca e levar os e-readers disponíveis por um determinado tempo. Agora vamos refletir sobre este procedimento… Pensando em tecnologia e suas vantagens, ir ao local não poderá parecer burocrático demais na visão do usuário?

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Eu gosto da ideia, mas sinceramente não sei se daria certo. Mesmo amando tecnologia acho os “renders” apresentados, que você está vendo junto a este texto, algo retirado de um filme futurista. O que está acima me parece mais um bar… É engraçado ver bancos de bar enquanto alguns clamam por pufs.

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O anuncio da Bibliotech e sua repercussão ocorreu na mídia em janeiro deste ano e de lá para cá muitas demonstrações foram feitas. As obras estão a todo vapor e a inauguração está programada para o fim deste ano. É bom colocar que além de uma biblioteca de documentos digitais, a Bibliotech também visa ser uma referência de educação com a comunidade, sendo parceira das escolas locais.

 

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Não deixem suas telas sem “nada”. Informe, propagandeie, faça a isca.

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Observe a biblioteca na imagem acima. Particularmente eu gostei do visual, pois é possível perceber onde está a saída, a área teen, os terminais estão no cento e só espero que tenha umas mesas para leitura confortáveis em uma parte fora da área de alcance da foto. Bem, este não é um texto muito típico do bibliotecno porque é simples e não traz nenhuma tentativa de algo novo, diferente, absurdo, aliás, o site tenderá a ganhar alguns textos assim. Mas voltando a foto observo que algumas regras básicas da biblioteca não estão visíveis.

Bem, é muito comum entrarmos em uma biblioteca e darmos de cara com diversos avisos. Em muitos casos são necessários… até mesmo serem replicados em vários cantos são necessários. Algumas bibliotecas dispõe de acrílicos para colocarem seus avisos impressos outras fazem como a da foto, com direito a placas áreas (o que gosto muito). Mas observando a foto acima vejo que não sei o horário de funcionamento da instituição, por exemplo! Deve haver algum balcão, alguma placa na entrada com estas informações, porém, vamos nos ater a área da foto… Agora, realmente seria muito estranho a este ambiente um aviso em papel colado em algum canto.

Acontece que nem sempre aproveitamos aquilo que está disponível para nos comunicar com os usuários. Sem alterar nada do que vejo seria possível colocar 1, 2 ou mais avisos. Reparem a bancada com os computadores… Provavelmente o que está ali na tela é uma interface de um catálogo e durante boa parte do dia estas telas ficam ociosas. Em algumas bibliotecas elas ficam lá, em outras desligam , enquanto que em algumas entra uma proteção de tela como o nome da biblioteca deslizando, uma frase, o logotipo do Windows… ai ai ai…

A tela está lá, visível e pode ser usada para avisar, para promover algo. E você já viu isto nos caixas bancários (para os cariocas nos monitores de aviso do Metrô Rio) e em outros locais. Porque não usamos? Como disse acima… Este texto não pertente trazer nada fantástico, mas falar de algo básico… usar o que se tem para se comunicar.

Quase todas as bibliotecas usam computadores para consulta aos catálogos com o sistema operacional Windows. Dentre as proteções de tela disponíveis existe uma chamada “fotos” (Windows XP, Vista, 7 e 8). Ao escolher esta opção você poderá escolher uma pasta em que as imagens contidas nela serão exibidas na proteção de tela, de acordo com o tempo configurado. Pode ser uma imagem, duas, três… por 6 segundos, 10 segundos, 20 segundos… você define sua necessidade…

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Não deixe a tela exibindo infinitamente a imagem do catálogo… em geral o usuário sabe sua finalidade… não deixe a imagem acima ou algo pior… você pode exibir algo como a imagem abaixo.

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Ou sendo exibida de forma alternada com

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Uma dica importante é não deixar alternando com outra imagem telas que tenham um volume grande de informações, como o horário de funcionamento. Os exemplos acima não são necessariamente modelos a serem seguidos. As vezes uma imagem icônica com o mínimo de texto poderá ser suficiente, como a abaixo:

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Mas não apenas para avisos. Se sua biblioteca já possui uma boa sinalização de avisos gerais, a divulgação de eventos pode ser um proveito a ser tirado das momentaneamente telas ociosas. Divulgue eventos, elabore telas com cartazes e informações do mesmo. Uma inspiração? Quando for ao cinema repare naqueles monitores que ficam passando a programação.

Nem sempre será possível fazer isto, o computador pode estar bloqueado para que você configure qualquer coisa, por regras da equipe de TI. Sim,meu local de trabalho ganhou mais 20 computadores além dos que já tinham para o público, mas nestes não consigo fazer nada. Nada?

São 20 computadores para exibição de acervo digitalizado. Poderia deixar a tela principal de busca… ou…

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Imagine 20 computadores com telas solicitando o título, período ou termo de busca. O usuário poderá utilizar, mas isto não aguça a curiosidade.  Agora, imagine que de 20, 10 telas alternadas fiquem exibindo conteúdos que chamem a atenção. Nos últimos dias andei deixei para cada monitor que exibia um formulário de consulta um outro com uma tela de exibição de consulta ali, largado, como “quem ” não quer nada. Escolhi alguns temas (um deles o da página acima) e deixei lá a multiplicidade de ideias que se pode recuperar através daquele serviço. O que vi? Alguns usuários parando e olhando, outros segurando o mouse e arrastando para ler o restante do conteúdo e alguns outros sentando para pesquisar depois de parar e olhar… É a ratoeira com queijo! E se seu acervo for imagético…  Estas telas viram seu Pinterest, Flickr, Instagram…

Enfim… são ideias, apenas ideias… só não deixem suas telas sem informar nada.

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Infográfico – Explosão do Ebook

Infográfico com dados de uso de dispositivo e principalmente relacionado ao mercado do ebook. A proporção entre tablets e ereaders são parecidas. Interessante é notar o quase domínio da Amazon no universo do ebook. Também há dados sobre o universo do livro e é interessante notar a ausência da biblioteca como forma de descobrir livros, onde além de amigos e familiares, as lojas de livros são fortes na divulgação de obras. Os dados são de 2012, mas interessantes para análise e reflexão.

 

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Ferreira, Miguel. Introdução à preservação digital : cConceitos, estratégias e actuais consensos. Guimarães: Escola de Engenharia da Universidade do Minho, 2006

 

INTRODUÇÃO À PRESERVAÇÃO DIGITAL : conceitos, estratégias e actuais consensos
Miguel Ferreira
Escola de Engenharia da Universidade do Minho
Formatos: PDF
Idioma: Português (PT-PT)

Este livro tem como objetivo descrever e contextualizar as principais atividades desenvolvidas a nível internacional nos últimos 10 anos no campo da preservação digital. O livro começa com uma definição de preservação digital e com uma introdução ao conceito de objeto digital. Objetos digitais são apresentadas como entidades multidimensionais que podem ser observados em diversos níveis de abstração: física, lógica e conceitual. Esta visão multidimensional de objetos digitais promove um melhor enquadramento para todas as estratégias de preservação atuais. Esta publicação também apresenta o OAIS um padrão internacional que visa a identificação dos principais componentes funcionais presentes em um sistema de repositório com o objetivo de fazer a preservação digital, bem como os objetos informações trocadas dentro dele. O modelo de referência permite ao leitor familiarizar-se com uma variedade de termos e conceitos usados geralmente no contexto de preservação. O livro também identifica e explica uma variedade de outras iniciativas, como autenticidade, as políticas de preservação e metadados de preservação.

 

Acessar para visualizar livro ou baixar

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Ebooks no Brasil… parece que agora vai! E os bibliotecários irão?

 

 

Como em um passe de mágica o livro invadiu os tópicos de sites de tecnologia, mas não o livro tradicional… estamos falando dos ebooks. Há muito a se falar dos ebooks, da sua forma de apresentação muito, demasiadamente, similar ao impresso, acarretando em um desperdício das possibilidades de um suporte, mas não abordaremos este aspecto aqui.

Em 23 de dezembro de 2009 o Bibliotecno noticiava o surgimento da pioneira ebookstore brasileira na atual fase do ebook, a gato sabido. De lá para cá praticamente todas as livrarias entraram no ramo do digital, mas nada mudou. Ereaders caros, tablets caros ou de baixa qualidade, poucos título, livros caros marcam o momento em que o ebook chegou e não chegou no Brasil. Diríamos que boa parte das livrarias brasileiras entraram no jogo, mas só colaboraram para deixar o livro eletrônico para escanteio, e continuar lucrando com seu mercado de impressos.

2012 prometeu mudar quando a grande varejista do comércio americano online disse que iria entrar no jogo aqui no Brasil, porém, as editoras e livrarias brasileiras fizeram de tudo para impedir. Após este período ficaram apenas rumores e praticamente nenhuma esperança para 2012. O mês de dezembro chegou e os rumores se tornaram concretos, chegando ao Brasil de uma só vez a loja de ebooks da Amazon, o ereader canadense Kobo através de uma parceria com a Livraria Cultura e a libração da compra de ebooks na Play store, loja, até então apenas de aplicativos no Brasil, dos smartphones e tablets Android.

As editoras acabaram cedendo Amazon e Google apresentaram uma boa oferta inicial de livros em português, mas os preços continuaram caros. O marco que este dezembro pode deixar é no barateamento dos ereades. O Kobo chegou ao Brasil por 399,00 e a versão mais simples do Kindle, da Amazon, por 299,00, preços muito diferentes dos leitores que tínhamos até então. E o mercado pode se movimentar mais em 2013, pois rumores indicam a chegada do tablet Nexus da Google, vindo pela própria empresa na Play Store e isto poderia significar também a chegada do tablet Kindle Fire da Amazon. Um barateamento dos tablets que pode incentivar um segundo barateamento dos ereaders. Lembrando que livros do kindle podem ser lidos em computadores, smartphones e tablets de diversas empresas e que a base de usuários Android no Brasil é grande, podendo incentivar a leitura na telas. A cultura digital começa a ganhar força no Brasil em todos os tipos de conteúdo, bastando ver o sumiço das locadoras, o uso do Netflix e similares e até uma operadora de celular – a Vivo – entrando neste mercado no já marcante dezembro de 2012.

E nas bibliotecas? Na Biblioteca Nacional vimos o surgimento da Hemeroteca Digital Brasileira – hemerotecadigital.bn.br – em 2012 e uma redução do número de usuários que anteriormente só tinham a opção do microfilme para determinados tabloides brasileiros. A hemeroteca eliminou a necessidade de viagens em um país continental, e aproximou o usuário da informação desejada, com a busca de palavras no conteúdo das publicações.

Alguns bibliotecários expressam o medo diante de uma redução de usuários, o que aconteceu hoje mesmo com uma colega de trabalho ao conversar comigo. Mas minha experiencia não é de medo, pois o número de usuários presenciais diminuiu, enquanto que o de acessos virtuais é muito maior do que a biblioteca poderia oferecer presencialmente. E o mais impressionante: tenho tido mais trabalho do que antes. Mesmo com a digitalização alguns usuários continuam a ir a biblioteca e solicitarem ajuda, contudo, se antes as perguntas eram bem genéricas, a busca por palavra no conteúdo dos periódicos fez com que usuários externassem suas duvidas de forma mais profunda, ampliando as necessidade de uso de meus conceitos e experiencias no mundo do serviço de referencia.

Diminuíram os usuários, aumentou a demanda pelos serviços. Diminuiu a quantidade, aumentou a qualidade!

Mas só isto é o suficiente? Não! E ai vejo o maior problemas que muitos bibliotecários poderão enfrentar: O medo do que o digital pode fazer – resumindo, retirar o emprego – está bloqueando muitos de pensarem um novo universo nas bibliotecas, de aumentarem a qualidade dos serviços, para que a biblioteca não sofra uma derrota para uma lan house a partir do momento em que o acervo pode ser acessado de qualquer lugar.

Mas nem o básico vem sendo feito e muitas bibliotecas brasileiras não conseguem oferecer o mínimo de conforto que poderiam fazer um usuário substituir uma Starbucks pelo ambiente da biblioteca. Enquanto pouco é feito em cima de ideias possíveis de se por em prática, como a curadoria digital que Moreno Barros tanto tem falado, ou mesmo uma disseminação do que há exclusivamente impresso na biblioteca.

Em resumo: O Ebook parece que agora virá para crescer no Brasil, isto pode influenciar nas bibliotecas se a Amazon oferecer o serviço de leitura de livros similar ao Netflix para vídeos, o que a empresa já oferece nos EUA. As bibliotecas precisam entrar no jogo, competir, mostrar o diferencial da profissão de bibliotecário. Só espero que nossos bibliotecários não resolvam tomar atitudes como a da Associação Nacional de Livrarias visando limitar o crescimento do ebook ao invés de buscar um novo modelo em cima desta nova realidade. O que falta em muitos de nossos profissionais é a busca por entender este novo universo, os usuários deste novo modelo e assim buscar novas soluções. O interessante é que na literatura da biblioteconomia do século 20 muito se buscou focando em adaptar as bibliotecas aos usuários…

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Muita informação? Já viu?

 

Quanta informação, quanta informação! Durante a Black Friday, a festa do consumo americano, resolvi ver o andamento do uso do termo relativo ao “evento” no twitter. Achei interessante para registrar um pouco do que é muita informação sendo publicada em um curto tempo (e olhe que o que vi é pouco!). Assim trago ao bibliotecno um vídeo que tem apenas como função alertar você para que a abundancia de informação é algo real, corrente, e não apenas um termo que usamos para dizer que temos muita informação para gerenciar, até porque o o volume informacional que corre na web é verdadeiramente grande, e nem sempre temos a real noção disso.

 

 

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Infográfico – A ascensão da E-leitura

Bom infográfico publicado em mashable.com sobre a ascensão da e-leitura. É difícil fazer o digital substituir o prazer tátil da leitura de um livro impresso, porém, os livros eletrônicos estão superando os tradicionais quando se trata de incentivar as pessoas a abraçar a palavra escrita. Donos de dispositivos para leitura de livros passam mais tempo lendo. Os dados do infográfico mostram o crescimento da leitura pelos dispositivos nos EUA, onde são mais difundidos os ebooks.

 

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ALA lança “Modelos de Negócios Ebook para Bibliotecas Públicas”

 

Dica de Tiago Murakami do Bibliotecários sem Fronteiras, um texto que mostra a preocupação das bibliotecas se adequarem ao cenário atual – e bem real – dos ebooks. O documento do qual o texto fala pode ser acessado aqui  e a notícia original aqui.

Extrato da notícia…

Com base em conversas com os editores e deliberações sobre o mercado ebook, o ALA lançou hoje “Modelos de Negócios Ebook para Bibliotecas Públicas”, relatório que descreve as características gerais e os atributos do ambiente atual do ebook e restrições de modelos de negócios atuais. O relatório sugere oportunidades para as editoras mostrarem conteúdo por meio de bibliotecas públicas.

“Os Ebooks estão se expandindo e evoluindo rapidamente, e as formas de disponibilização dos ebooks para bibliotecas apresentam grande variação e mudança freqüente”.  Este relatório descreve como bibliotecas devem procurar agir em suas relações com os editores de livros eletrônicos e distribuidores, assim como condições de bibliotecas devem evitar. “
Recomenda três atributos básicos que devem ser encontrados em qualquer modelo de negócio para ebooks:
- Inclusão de todos os títulos: Todos os títulos ebook disponíveis para venda ao público também deve estar disponível para bibliotecas.
- Direitos permanentes: As bibliotecas devem ter a opção de possuir os ebooks que compram, incluindo o direito de transferi-los para outra plataforma de entrega e de continuar a emprestar-los indefinidamente.
- Integração: bibliotecas precisam ter acesso a metadados e ferramentas de gerenciamento fornecidos pelos editores para melhorar a descoberta de ebooks.
“As escolhas que as bibliotecas fazem hoje podem afetar profundamente as direções futuras, e por isso é bibliotecas devem estar informadas das suas opções e negociar de forma agressiva para os termos mais favoráveis e flexíveis possíveis.
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Wikipedia, colaboração e pouca confiabilidade? Quais são as fontes de informação da Wikipedia?

Fontes de informação, tão importante no mundo acadêmico, tão importante na web, mas pouco percebida pela principal fonte de informação geral colaborativa da sociedade atual: A Wikipedia. As fontes estão lá, citadas na maioria dos artigos e saber estas fonte são um aspecto para dar maior confiabilidade para aqueles que ainda acham que por ser colaborativa a qualidade da wikipedia é baixa e que boa parte do que está ali vem da mente de pessoas sem pesquisa algum e que por isto não pode ser utilizada.

Eis um levantamento das fontes mais utilizadas pela wikipedia em inglês. É importante observar que o Google Books é a fonte mais utilizada, o que mostra que mesmo não sendo necessariamente impresso o livro ainda está no imaginário do coletivo como base para a criação de novos conhecimento, e isto em plena web com milhares de opções de fontes.

A segunda fonte é o webarchive.org  tão mencionado aqui no Bibliotecno. O Web archive é a maior iniciativa de preservação de web sites, possibilitando o acesso a versões mais antigas e páginas que já não estão mais no ar. Isto demonstra uma preocupação com a memória, pois estamos falando do acesso através de um resgate histórico. E se considerar-mos o Internet Archive (o site mãe do Web Archive) estamos falando de colaboradores que também observam documentos de memória em outros suportes.

Além do youtube, nas posições seguintes encontram-se diversos sites de notícias de língua inglesa, o que mostra que os colaboradores tem certas fontes que são oriundas do papel como elementos confiáveis. Temos também a  base imdb sobre cinema, tv e celebridades, ou seja, a Wikipedia concentra informações de uma outra fonte já secundária e conhecida.

Eis as fontes mais utilizadas pela Wikkipedia.

A lista de fontes completa você encontra em http://webempires.org/wikirank/top/

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Levy, Pierre. Cibercultura. São Paulo : Ed.34, 1999

CIBERCULTURA
Pierre Levy
Editora 34
Formatos: PDF, TXT, Visualização via navegador
Idioma: Português
O que é a cibercultura? Que movimento social e cultural encontra-se oculto por trás deste fenômeno técnico? Podemos falar de uma nova relação com o saber? Quais são as mutações que a cibercultura gera na educação e na formação? Quais são as novas formas artísticas relacionadas aos computadores e às redes? Como o desenvolvimento do ciberespaço afeta o espaço urbano e a organização do território? Quais são as implicações culturais das novas tecnologias? Da digitalização à navegação, passando pela memória, pela programação, pelo software, a realidade virtual, a multimídia, a interatividade, o correio eletrônico, etc, este livro apresenta as novas tecnologias, seu uso e suas questões.
Acessar para visualizar livro ou baixar

 

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Biblioteca Nacional lança sua hemeroteca digital – Tutorial parte 2

Se você chegou aqui, esta é uma continuação do tutorial iniciado em http://bibliotecno.com.br/?p=2270 - com a notícia do lançamento da Hemeroteca Digital Brasileira – HDB – da Biblioteca Nacional – BN – e dicas sobre seu uso. Este é um texto para bibliotecários (principalmente universitários e de bibliotecas públicas) e o público em geral.

Encerramos a primeira parte com as regras para inserir um melhor termo de busca, ou a combinação de termos. No exemplo da parte 1, uma busca por um período, local de publicação e termo de pesquisa em todos os periódicos digitalizados do período e local escolhido resultará em uma lista de ocorrências por título, conforme a imagem abaixo:

 

 

Por padrão, a resposta será do periódico com maior volume de ocorrências para aquele com menor quantitativo de resultados, ou mesmo nenhum. É possível inverter a ordem ou a coluna que ordena o resultado, bastando clicar no identificador da coluna. Por exemplo: clicando na etiqueta descrição o sistema irá ordenar o título alfabeticamente, clicando mais uma vez irá alterar a ordem alfabética utilizada. Para visualizar um periódico, basta clicar em seu título.

 

Após a escolha do periódico, na busca por palavras, a tela acima será exibida. Logo será exibida a primeira página com uma ocorrência da palavra buscada e um esquema de pastas em aberto. No esquema de pastas são exibidas correspondentes ao ano e as edições (infelizmente não há ainda divisão por meses e por dias, fazendo o usuário ter que buscar por aproximação alguma data específica, baseando-se no numero das edições). Quando há a busca por palavras, as pastas correspondentes ao ano em azul e as correspondentes as edições em verde são aquelas que contém a ocorrência das palavras procuradas. Ao lado do número da edição onde contém o termo recuperado aparece entre parenteses a quantidade de páginas com a ocorrência dos termos naquela edição.

É possível passar para a próxima edição com ocorrência através da navegação por pastas, mas não é possível passar direto a próxima página em uma edição, quando esta contém mais de uma página como resultado de pesquisa. Assim, ao lado esquerdo do sistema de pastas, é exibido quantitativo de ocorrências, a página em relação ao total de páginas com ocorrências naquela edição e setas que permitem navegar para a próxima ou ocorrência anterior (seja ela uma página ou outra edição).

A ferramenta faz a marcação em verde na página do periódico do local onde estão os termos pesquisados.  Neste caso é bom frisar que o sistema não possibilita uma busca dos termos de pesquisa na ordem exata como escritos, devido a limitações que a própria diagramação diferentes entre jornais oferece. Assim, a visualização da página em tamanho reduzido possibilitar observar de forma visual se aquele conjunto de termos de busca faz significado para a pesquisa efetuada. Observe que em uma mesma página o jornal poderia conter as palavras febre e amarella (do exemplo deste tutorial) espalhadas por diversas matérias, porém, a concentração de termos marcados em verde indica uma maior probabilidade de que ali se encontra os termos procurados no contexto desejado.

 Para a melhor leitura a ferramenta oferece diversas opções de tamanho de exibição, conforme exibido abaixo:

Para acessar as opções de dimensões de exibição basta passar o cursor do mouse por cima do ícone azul, ao lado da paginação das edições. São exibidas diversas possibilidades, desde o menor tamanho (6%) até a resolução de digitalização máxima (tamanho original). Aqui é conveniente abordar a questão da reprodução. Na barra superior da ferramenta o usuário irá perceber que a opção de salvar a página encontra-se desabilitada, contudo, por se tratar de uma imagem, é possível salvar esta em todos os navegadores.

Em geral (no Windows e Linux) basta clicar com o botão direito (ou de opções) em cima da imagem da página e escolher a opção “salvar imagem como” (ou similar), porém, a página será gravada conforme o tamanho exibido, assim, recomenda-se escolher a dimensão “tamanho original” antes de salvar a imagem. No caso de buscas por palavras, a marcação em verde da palavra de pesquisa na página do jornal também será mantida, o que é um inconveniente para aqueles que desejam utilizar esta imagem em algum trabalho. A saída para este caso é anotar o nome do periódico, ano, edição e página, voltar a página inicial e escolher aquele título sem o uso de termos de busca. Assim, bastará navegar pelo esquema de pastas até chegar na página desejada sem marcação alguma, optar pelo tamanho original e salvar a página. Esta será guardada em arquivo jpeg.

No botão verde, ao lado daquele dedicado as dimensões de visualização, teremos também as opções de visualização em miniatura das páginas, das capas e das ocorrências. Esta é uma opção em geral utilizada por aqueles que desejam fazer sua consulta baseada em imagens, excluindo assim as páginas apenas textuais. Mas o uso desta função pode ser ampliado e tenho como experiência uma solução gerada por um usuário que procurava sobre o clube “flamengo”, sendo que este também é o nome de uma rua, de um parque, de um bairro e do aterro do flamengo, sendo que normalmente estas ultimas possibilidades ocorrem no classificado. Assim, o usuário percebeu o layout característico dos classificados no Correio da Manhã e utilizou a ferramenta de miniaturas para observar quais páginas seriam dos classificados, excluindo estas de sua pesquisa. O que demonstra que esta possibilidade também pode ser adequada a necessidade e criatividade do usuário.

Em geral, estas são as possibilidade de pesquisa do sistema da DOCPRO, utilizando em memoria.bn.br. A empresa oferece uma ajuda de uso com imagens e vídeos, acessível em http://www.docpro.com.br/ajudaDrDlight/index.html

Busca cronológica

> Vantagens: baixar a edição completa em .pdf, busca no conteúdo do arquivo já armazenado em seu computador

Voltamos então a tela inicial da HDB –  hemerotecadigital.bn.br - a seguimos pela segunda opção apresentada no item pesquisa no acervo

O grande objetivo deste site é ser aberto para busca do Google para recuperar informações sobre os periódicos digitalizados, oferecendo também históricos sobre os títulos, informações referenciais não presentes no sistema de busca por palavras. Aqui também é possível observar os últimos item digitalizados e notícias sobre a hemeroteca. É bom observar que podem haver diferenças no quantitativo de periódicos oferecidos no item busca por palavra e busca cronológica e que a lista colocada ao fim deste tutorial se refere aos disponíveis no busca por palavras.

Ao selecionar a opção Busca Cronológica o pesquisador chegará a uma página com o formulário acima para a consulta aos títulos desejados. Um diferencial apresentado aqui é a busca por cidade, que não está presente na busca cronológica. Ao selecionar um título específico o pesquisador chegará na tela abaixo.

Construída em Dupal e buscando o modelo portal, sua estrutura na verdade é de um blog, onde os posts ou artigos, são informações sobre os periódicos digitalizados e o acesso ao conteúdo, conforme a página básica exibida acima.

No resultado haverá – atualmente apenas para alguns periódicos – um histórico da publicação e para cada título dois links serão exibidos.

O segundo ícone encaminhará para a página do periódico na ferramenta de busca por palavra exaustivamente abordada neste tutorial (principalmente na parte 1), sendo que a primeira levará o usuário a um calendário, onde este deverá escolher o ano e número baixando a edição completa em .pdf

Esta possibilidade só é útil para aquele que já sabe a edição que irá pesquisar, não precisa de busca por palavras em várias edições ou periódicos e necessita da guarda de toda a edição. Mesmo assim, é bom observar a qualidade superior de guarda da imagem quando colocada em tamanho original na ferramenta de busca por palavra (na forma indicada neste tutorial) e do volume maior de possibilidade de tratamento e uso do jornal em trabalhos quando em imagem .jpeg em relação ao .pdf do calendário.

Mas a guarda de toda a edição pode ser útil para aquele que deseja buscar palavras em uma edição sem estar conectado a Internet. Isto ocorre pelo fato dos .pdf gerados serem também oceirizados e permitirem a busca de palavras no arquivo baixado.

Enfim, esta é uma ferramenta de múltiplas possibilidades levando o pesquisador mais próximo a informação desejada e que como já observamos no início deveria ser indicada aos usuários a exaustão.

Porém, mesmo com um trabalho magnífico e mais de 600 títulos digitalizados pela Biblioteca Nacional, existem várias outras instituições digitalizando periódicos sem uma busca integrada. O Bibliotecno vem buscando ajudar a reunir estas informações que podem ser acessadas por www.bibliotecno.com.br/periodicos 

CLIQUE AQUI PARA A PRIMEIRA PARTE DESTE TUTORIAL

Mas depois de todo este papo você pode estar perguntando: Quais são os títulos digitalizados? São muitos e não é complicado de encontrar na hemeroteca, mas, vamos aqui relacionar, fazer uma lista sem fim de todos os títulos digitalizados até o momento em que este tutorial foi escrito… Muita coisa? Use o Ctrl + F e procure

A Actualidade  ; A Assembleia Legislativa Provincial do Espirito Santo  ; A Aurora Fluminense  ; A Batalha  ; A Bomba  ; A Campanha  ; A Capital  ; A Carranca  ; A Cidade  ; A Cidade do Turvo  ; A Coalição  ; A Constituição ; A Constituição : Orgao do Partido Conservador  ; A Constituinte  ; A Cruzada  ; A Epoca  ; A Época  ; A Epocha  ; A Escola  ; A Esquerda  ; A Estação  ; A Estrella do Norte  ; A Familia  ; A Federação  ; A Folha da Victoria  ; A Folha Nova  ; A Imprensa  ; A Instrucção Publica  ; A Lanterna  ; A Liberdade  ; A Lucta  ; A Mai de Familia  ; A Malagueta  ; A Manha  ; A Manhã  ; A Marmota  ; A Marmota na Corte  ; A Nação  ; A Noite  ; A Noite: Supplemento  ; A Noticia  ; A Offensiva  ; A Patria Paraense  ; A Phenix  ; A Politica  ; A Provincia  ; A Provincia de Matto Grosso ; A Razão  ; A Reacção  ; A Reforma  ; A Regeneração  ; A Republica  ; A Republica: Orgão do Club Republicano  ; A Revista  ; A Revoluçaõ de Novembro  ; A Revolução Pacifica  ; A Semana  ; A Tribuna  ; A Tribuna Livre  ; A União  ; A Vanguarda  ; A Verdade  ; A Vida Fluminense  ; A Vida Moderna  ; A Voz da Religião  ; A Voz da Religião no Cariri  ; A Voz do Caixeiro  ; Almanach Agricola Fluminense  ; Almanach Brazileiro Illustrado  ; Almanach da Educadora Companhia Nacional de Seguros de Vida  ; Almanach da Revista do Exercito Brasileiro  ; Almanach de Juiz de Fora  ; Almanach do Armazem Encyclopédico  ; Almanach do Carmense  ; Almanach do Paraná  ; Almanach do Rio de Janeiro  ; Almanach do Vassourense  ; Almanach Guimaraes  ; Almanach Illustrado do Correio da Europa  ; Almanach Popular Campista  ; Almanach Sul Mineiro ; Almanack do Centenario de Rezende  ; Almanack Litterario Alagoano das Senhoras  ; Almanak  ; Almanak : Administrativo, Mercantil e Industrial  ; Almanak Administrativo da Provincia do Maranhão  ; Almanak Administrativo Mercantil, e Industrial da Bahia  ; Almanak Administrativo, Civil e Industrial  ; Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial  ; Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial da Provincia de Pernambuco  ; Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro  ; Almanak Administrativo, Mercantil, Industrial e Agricola  ; Almanak Corumbaense  ; Almanak da Provincia das Alagoas  ; Almanak da Provincia de São Paulo  ; Almanak do Amigo dos Surdos Mudos  ; Almanak do Estado de Alagoas  ; Almanak do Jornal do Agricultor  ; Almanak do Povo  ; Almanak do Restaurant Democrata  ; Almanak dos Negociantes do Imperio do Brasil  ; Almanak Historico de Lembranças Brasileiras  ; Almanak Industrial, Mercantil e Administrativo da Cidade e Municipio de Campos  ; Almanak Medico da Imperial Pharmacia Diniz  ; Almanak Popular do Rio de Janeiro  ; Almanak Republicano Brazileiro  ; Almanaque do Garnier  ; America Brasileira  ; America Latina: Revista de Arte e Pensamento  ; Annaes Brasilienses de Medicina  ; Annaes da Academia de Medicina  ; Annaes da Assembléa Legislativa Provincial da Bahia  ; Annaes da Assembléa Legislativa Provincial do Rio de Janeiro  ; Annaes da Camara dos Senhores Deputados do Estado Federado da Bahia  ; Annaes da Escola de Minas de Ouro Preto  ; Annaes de Medicina Brasiliense  ; Annuario da Aug. e Resp. Loj. Cap. Estrella do Oriente  ; Annuario da Provincia do Rio Grande do Sul  ; Annuario das Estações Sportivas  ; Annuario de Estatistica Demographo Sanitaria da Cideade do Rio de Janeiro  ; Annuario de Minas Geraes  ; Annuario do Ensino  ; Annuario Fluminense  ; Annuario Historico Brazilense  ; Annuario Medico Brasileiro  ; Annuario politico, historico e estatistico do Brazil  ; Architectura no Brasil  ; Archivo Medico Brasileiro  ; As Orphãs  ; Astro de Minas  ; Aurora Cearense  ; Autores e Livros  ; Bazar Volante  ; Boletim da Alfandega do Rio de Janeiro  ; Boletim da Illustrissima da Camara Municipal da Corte  ; Boletim da Libertadora Norte Rio Grandense  ; Boletim da Sociedade de Geographia do Rio de Janeiro  ; Boletim do Expediente do Governo  ; Boletim do Grande Oriente do Brasil  ; Boletim do Grande Oriente Unido e Supremo Conselho do Brazil  ; Boletim do Museu Paraense  ; Boletim Eleitoral  ; Brado Conservador  ; Brasil. Ministério do Império  ; Brazil  ; Brazil Livre  ; Breviario  ; Calendario e Dados Astronomicos  ; Campeão Lusitano  ; Carbonario  ; Cartão Postal  ; Chronica Maranhese  ; Chronista  ; Cidade de Caxias  ; Cidade do Rio  ; Ciência para Todos  ; Ciência Política  ; Cine Reporter  ; Cinearte  ; Città di Caxias  ; Clamor Nacional  ; Club Curitybano  ; Commercio do Amazonas  ; Conceição do Serro  ; Conferencias Populares  ; Constitucional  ; Constitucional Pernambucano  ; Correio da Assemblea Provincial  ; Correio da Bahia  ; Correio da Manhã  ; Correio da Tarde  ; Correio da Victoria  ; Correio de Minas  ; Correio de S. Paulo  ; Correio do Brazil  ; Correio do Estado  ; Correio do Municipio  ; Correio do Norte  ; Correio do Sertão  ; Correio Mercantil  ; Correio Mercantil, e Instructivo, Politico, Universal  ; Correio Official de Goyaz  ; Correio Official de Minas  ; Correio Paraense  ; Correio Paulistano  ; Correio Sergipense  ; Corsario  ; Courrier Du Brésil  ; Critica  ; Deutshe Beitung  ; Dezesseis de Julho  ; Diario Carioca  ; Diario da Assemblea Geral, Constituinte, e Legislativa do Imperio do Brasil  ; Diario da Assemblea Legislativa Provincial de Minas Geraes  ; Diario da Camara dos Senadores do Imperio do Brasil  ; Diario da Noite  ; Diario de Belem  ; Diario de Minas  ; Diario de Noticias  ; Diario de S. Luiz  ; Diario de S. Paulo  ; Diario do Abax’o Piques  ; Diario do Brazil  ; Diario do Commercio  ; Diario do Maranhão  ; Diario do Natal  ; Diario do Povo  ; Diário do Rio de Janeiro  ; Diario Español  ; Diario Mercantil  ; Diario Nacional  ; Diario Official  ; Diario Portuguez  ; Die Fackel  ; Diretrizes  ; Documentos Historicos ; Dom Casmurro  ; Don Quixote  ; Espelho Fluminense  ; Esphynge  ; Espirito Santo  ; Estado de Goyaz  ; Estrella do Amazonas  ; Exposição  ; Farol Maranhese  ; Festa  ; Flan: O Jornal da Semana  ; Folha do Acre  ; Folha do Domingo  ; Folha do Povo  ; Folhinha Commercial e de Utilidade Geral  ; Folhinha de Almanak  ; Folhinha do Povo  ; Folhinha Nacional  ; Fundamentos  ; Gazeta Artistica  ; Gazeta Colonial  ; Gazeta da Bahia  ; Gazeta da Noite  ; Gazeta da Tarde  ; Gazeta de Noticias  ; Gazeta de Petropolis  ; Gazeta do Commercio  ; Gazeta do Natal  ; Gazeta do Norte  ; Gazeta do Sertão  ; Gazeta dos Tribunaes  ; Gazeta Juridica  ; Gazeta Luzitana  ; Gazeta Médica da Bahia  ; Gazeta Nacional  ; 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 São imagens como a apresentada abaixo que você terá o prazer de encontrar na Hemeroteca Digital Brasileira da Biblioteca Nacional… Acesse: hemerotecadigital.bn.br

 

 

 

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Biblioteca Nacional lança sua hemeroteca digital – Tutorial parte 1

No dia 05/07/2012  a Biblioteca Nacional lançou sua Hemeroteca Digital Brasileira. O Bibliotecno noticiou ao longo destas semanas pelo twitter e pelo grupo do facebook o serviço, mas deixou para depois o tópico mais longo. Este é um texto para bibliotecários e para usuários comuns, baseado na experiência de pesquisa junto a diversos usuários enquanto este serviço estava em versão de testes.

Primeiro falaremos ao bibliotecário, principalmente aos de bibliotecas universitárias (e públicas): Porque devo conhecer a fundo a Hemeroteca Digital Brasileira (HDB)? Para ampliar seu serviço de referencia! Em bibliotecas públicas é uma ótima ferramenta para levar a histórica local a seus usuários, já que a HDB contém periódicos de diversas cidades, para instigar o usuário na busca de temáticas diferentes e para contribuir para a inclusão digital.

Para as bibliotecas universitárias a coisa já é mais grave, pois muitos usuários dependem da consulta em fatos do dia a dia, em conteúdo publicado exclusivamente em jornais e revistas não científicas. Sua biblioteca tem em sua página links para o Scielo? Coloque um para a HDB também! Querem dados? Vou reproduzir aqui um slide da apresentação que fiz em dezembro de 2011 no evento Bibliocamp, no Rio de Janeiro.

 

Ai estão os dados do atendimento presencial no setor de periódicos da Biblioteca Nacional de janeiro a outubro de 2011, mas é bom lembrar que a BN também atende diversos outros através de seu serviço de atendimento a distância. Aquele pesquisador não residente no Rio de Janeiro tem um bom serviço de busca a informação pela própria biblioteca, mas é um processo mais demorado que a busca pelo próprio solicitante, além da necessidade de pagamento pelas cópias. Para aqueles que não podem esperar, uma viagem a cidade do Rio de Janeiro é a única solução. O Rio de Janeiro é uma cidade turística e cara e o usuário ainda terá o custo com a cópia e o desespero é grande quando estes percebem que o tempo não será suficiente para a pesquisa, resultando em uma pesquisa mais limitada ou aumento nos custos.

É claro que a ferramenta da qual falaremos não irá resolver todos os problemas, pois a biblioteca tem mais de 60.000 títulos de periódicos e os digitalizados ainda não chegaram a 1.000, mas é possível facilitar a pesquisa para alguns e até mesmo agilizar o serviço de atendimento da distancia com um volume menor de pedidos, deixando graduandos, mestrandos e doutorandos mais livres para suas pesquisas e sem a necessidade de altos custos.

Mas este serviço não só para pesquisadores acadêmicos, é voltado a todos. Os usos e costumes de nossa sociedade está ali em um volume de informações que abordam todas as possíveis temáticas, para todos os possíveis grupos de interesses. Assim, este texto não se limitará apenas a falar sobre o lançamento da HDB, mas servir de um tutorial para aqueles que pretendem usar ou conhecer o serviços para as mais diversas finalidades.

Ao final da segunda parte deste tutorial, o Bibliotecno lista todos os títulos digitalizados por este serviço até o momento da edição final deste texto.

 

A HEMEROTECA DIGITAL BRASILEIRA

Este é um projeto da Biblioteca Nacional, financiado pela FINEP e tendo como contratada para a captura de imagens a partir de microfilmes a DOCPRO. É bom falar que a HDB é para todos, para todo tipo de pesquisa e, tendo a BN um grandioso acervo, este casamento com a FINEP não poderia ter gerado um fruto melhor. Esperamos que a FINEP possa renovar o financiamento e assim cada vez mais obras possam ser digitalizadas, ampliando o acesso e tornando público tesouros que antes estavam escondidos da maioria.

A HDB é lançada com quase 700 títulos digitalizados e em expansão. As obras que constam no serviço são raras ou em domínio público (com algumas exceções, onde houveram acordos com o detentor do direito autoral).

O seu endereço oficial é hemerotecadigital.bn.br  e permite várias formas de recuperação da informação

 

A BUSCA PELO CONTEÚDO DOS PERIÓDICOS

A Hemeroteca Digital Brasileira tem por vantagem não só oferecer o documento digitalizado, mas permite buscar informações no conteúdo da coleção por título e por todo o acervo, basicamente com o acesso por dois modos.

 

Ao acessar o endereço hemerotecadigital.bn.br o pesquisador chegará até a página acima com duas formas de busca no acervo… por palavra e cronológica.

 

Busca por palavra

> Vantagens: busca por palavra no conteúdo de um jornal ou coleção como um todo, baixar apenas uma página do periódico desejado, navegação via web, sem a necessidade de fazer download do documento.

 

Será a página abaixo que o usuário irá visualizar ao clicar no item Busca por Palavra em hemerotecadigital.bn.br

É uma interface de busca direta ao acervo, sem rodeios, utilizando a tecnologia proprietária da DOCPRO.

Logo acima o usuário tem 3 opções de formulários para gerar sua busca: por título de periódico, por período ou local.

A primeira é ideal para aquele que já sabe o título a ser recuperado, bastando digitar no primeiro campo palavras do título em qualquer ordem. Conforme a digitação ocorre o sistema vai exibindo os resultados possíveis de periódicos que contém aqueles termos em seu título. Ao selecionar um periódico habilita-se a caixa seguinte, onde serão apresentados os períodos em que a aquele periódico está disponível, agrupados por décadas. A opção seguinte é a possibilidade de inserir ou não um termo de busca no conteúdo do periódico.

A segunda e terceira opções funcionam da mesma forma, onde o usuário não irá iniciar a busca pelo título, mas por um período ou local. A cada caixa preenchida o sistema habilita a seguinte até chegar na caixa de títulos (a penúltima), onde serão listados os digitalizados de acordo com os parâmetros anteriormente preenchidos. Nestes casos a busca por termos no conteúdo do periódico poderá ser feita em um dos títulos listados pelos parâmetros citados ou mesmo em todos (sempre a primeira opção da listagem) daquele período/local.

O exemplo acima é para periódicos da década de 1920 publicados no Rio de Janeiro, nas páginas de todos os periódicos onde aparece o termo “febre amarella”. Aqui é bom observar que o termo é buscado no conteúdo do periódico e assim, deve obedecer a grafia da época. Para você usuário (ou para o bibliotecário que irá explicar ao usuário) é bom saber que como se trata de uma busca no conteúdo de um jornal é necessário mergulhar no texto jornalístico. É preciso saber os termos que o jornalista utilizaria para descrever uma situação e quando a busca é feita em vários jornais, o termo pode ser mais eficaz para uns e pouco para outros. Isto deve-se a variedade dos estilos jornalísticos por títulos e por épocas.

Não sabendo os termos ao certo, é bom que se faça a busca por um ou mais prováveis e na leitura das matérias, que se encontre outros termos mais utilizando por aquele determinado jornal, refazendo a busca neste. Para citar alguns exemplos, já encontrei usuários buscando por “Chiquinha Gonzaga”, mas os jornais utilizavam “Francisca Gonzaga”, outro procurando por “negros” em periódicos do século 19, em momento de escravidão onde eram tratados por “pretos”. Outro tipo de erro é buscar por termos que descrevem determinado fato hoje em jornais da época em que ocorreu, como “crack da bolsa de nova iorque”, diversas revoluções denominadas apenas anos depois pela história.

 

O sistema da DOCPRO apresenta as seguintes regras para a combinação de termos:

 

 

CLIQUE AQUI PARA A SEGUNDA PARTE DESTE TUTORIAL 

 

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Curso de Biblioteca Digital da BN – Quinto dia – Curadoria, Web Semântica, Repositórios, Datacenter / Moreno, Marcondes, Weitzel e Chaves

Ultimo dia do Curso de Bibliotecas Digitais da Biblioteca Nacional, um curso que buscou em diversas palestras nivelar o conhecimento de diversos profissionais para o que é feito, para o que se espera de bibliotecas digitais e repositórios. Neste quinto dia os temas foram: Curadoria digital, com Moreno Barros; A web, cultura digital e bibliotecas, com Carlos H. Marcondes; Repositórios institucionais, com Simone R. Weitzel; e      . O evento ocorreu entre os dias 2 e 6 de julho e aqui no Bibliotecno você encontra o resumo diário, a ideia central do conhecimento transmitido no evento, em Curso de Bibliotecas Digitais da Biblioteca Nacional.

Não diga adeus as bibliotecas! Esta é a mensagem que Moreno Barros passa em sua apresentação Curadoria Digital, onde digitalização não pode ser vista apenas como fornecimento de acesso, em que redes sociais não podem ser vistas apenas como algo para alguns viciados e onde toda a sociedade deve ser vista como usuário potencial.

Em uma biblioteca digital devemos pensar: quem são os usuários agora? Qualquer indivíduo, diferente da biblioteca tradicional, onde as barreiras geográficas impõe limites ao acesso. Porém, existem problemas nos modelos de bibliotecas e estes acabam chegando no mundo digital: bibliotecários decidem o que publicar, há uma replicação da abordagem física para o mundo digital e este é um problema quando todo o mundo é seu público alvo, pois, não estamos falando apenas para aquele pesquisador especial.

A biblioteca ainda espera o usuário, que ele vá a biblioteca. Assim funcionou por anos no modelo tradicional, mas infelizmente é assim que estão trabalhando muitas bibliotecas digitais. O usuário deve ir ao portal da biblioteca digital, quando não existem outros caminhos mais complexos, e lá chegar a um catálogo que replica o mundo tradicional, etc. Mas não é isto que deve ocorrer, a biblioteca é que deve ir a onde está o usuário nestes novos tempos, o catálogo deve aparecer no google… Deve-se estar visível! E para que criar imagens de alta definição e por na web… O povo não quer isto! Não devemos confundir isto com não criar a imagem em alta definição, pois ela deve ser feita pensando em fins de preservação a longo prazo, para entrega ao usuário especial, quando este necessitar, mas não deve ser o acesso principal ao público. Não se pode por no ar um arquivo de 200mb para uma obra e achar que está acessível em um país com problemas de banda de internet, não quando o foco deveria ser todos. Estamos com alguns problemas de rede.

Como já foi dito anteriormente, na web, os catálogos são acessíveis, mas os “caras” tem que vir a biblioteca.. Isto não serve! O problema que resulta neste modelo é que os projetos de digitalização são muito focados na digitalização. E o investimento em marketing, em curadoria…? Moreno diz acompanhar os projetos e afirma que quase nenhum menciona a divulgação do acervo e que a curadoria, quando implantada depois do projeto já estar concluído, recebe o menor investimento, ou seja, gasta-se muito para dar acesso, mas pouco para tornar isto conhecido, resumindo, gasta-se muito de todos para poucos!

Alguns problemas mais críticos abordados por Moreno são: a necessidade de por os recursos mais descobríveis, mostrar o que temos de melhor tanto para pessoas quanto para robôs. Devemos tornar tudo VISÍVEL! Não espaço para tesouros escondidos nesta nova era. Nós temos muita coisa boa em nossa guarda, mas eles estão escondidos, cobertos por uma série de barreiras. Devemos ter tesouros, mas ao acesso de todos. Devemos pensar no google (e concorrentes) e por as coisas rastreáveis.

Redes Sociais

Devem servir para ajudar em seu trabalho, ser usada para exploração ad hoc, como estratégia para difusão e interação, pois muitas (todas) as pessoas estão lá, e as redes sociais são de baixo custo. Infelizmente, redes sociais, no Brasil, aplicadas as bibliotecas é algo que não deu certo, mas ainda há um potencial a ser explorado. O projeto de rede social deve estar incluído ao seu trabalho, entrar na carga de trabalho.

A curadoria é um nome novo para algo velho problema.. é disseminação. Pensando em redes sociais, O bibliotecário é um profissional que sabe usar as ferramentas para divulgar, mas está muito focado em informações para seus pares, contudo, a divulgação institucional não funcionou.

Bibliotecas digitais resolvem a barreira da acessibilidade, curadores de conteúdo resolvem o problema da barreira para participação, buscando refinar a informação, enviando a informação para usuários. É DSI! São polinizadores necessários entre o acessível e o acesso real. Devemos mudar o modelo, pois a teoria de Rabganathan estava relacionada a teoria da escassez, enquanto hoje temos a abundância. E pensando nesta abundância,  há um problema de filtragem. Seu filho fica o dia inteiro no facebook? Este não é o problema. A questão é a falta de filtros, algo que vem de um problema educacional e os bibliotecários devem levar a estes o conhecimento de muita informação “boa” que disponibilizamos.

Nós bibliotecários temos o conteúdo com acesso ilimitado as coleções, reconhecemos fontes confiáveis e não precisamos entrar na disputa ética da criação. Em muitas situações, o criador da informação, ou o gestor da mesma, não vê com bons olhos a divulgação de materiais seus por terceiros, utilizando seu conteúdo. A nossa vantagem é que todos os criadores de conteúdo consideram o bibliotecário como guardiões de conteúdo deste sempre.

Para curadoria você deve responder: Quem é o público alvo? Qual conteúdo? Impedimentos legais? Quanto tempo dura? Como as pessoas vão acessar? Onde ele vai ficar? Quem vai ser o curador?

5% em 50%… A rede social não vingou? É necessário ter um funcionário para trabalhar com elas em curadoria, e isto tem que entrar no projeto da biblioteca digital, o profissional dedicado à moderação /facilitação. Mas qual ferramenta social usar? Onde estão seus usuários!

Moreno sugere… Flickr, pinterest, tumblr para imagens, WordPress para conteúdo, Facebook e twitter para interação archive.org e  para guarda. E o bibliotecário deve conhecer a fundo o ferramental, mas, para se ter uma ideia, as bibliotecas brasileiras ainda não criam aplicativos de Smartphone e Tablets para seus eventos, excluem este meio de divulgação e ampliação no fornecimento de conteúdo. Tem que se contratar alguém para criar o aplicativo? Que se contrate! É um investimento para a sobrevivência. Outra questão é a de identificação do bibliotecário como profissional de disseminação/interação com o usuário. Em blogs, ferramentas não formais, o bibliotecário é que deve se identificar pelo conteúdo, não colocar como um conteúdo da instituição, aliás, a instituição já reconhecida por ser este blog uma ferramenta dedicada a ela.

Coisas que devem ser feitas: o monitoramento e  a dispersão do conteúdo deve entrar na conversação. A estatística deve ser divulgada! Deve-se buscar retornar novas informações para a sua comunidade social (intervenção e feedback). Exemplificando este ultimo item: não sabe os dados de uma foto? Coloque na web,  em ferramenta não formal, mesmo sem dados levantados e tente conseguir os dados por interação junto com os próprios usuários. Faça o usuário colaborar até mesmo com a catalogação. As instituições tem que informar os direitos de uso, licenças, para que um curador externo possa saber o que pode usar.

O que é boa curadoria? Que distingue a excelente curadoria de conteúdo do ruído ou spam é o conhecimento e habilidades do curador.

Questões para o futuro… Facilitar a descoberta automática de conteúdos de qualidade!

O canal Viva, por exemplo, é um canal para exibir os tesouros da Rede Globo. Há curadoria quando se decide o que entra no viva. Moreno dá o exemplo da Library of Congress de uma imagem que tinha poucos acessos em seu catálogos, mas que passou a ganhar muitos quando a instituição replicou esta no Flickr,  e nos comentários da ferramenta usuários começaram a dar informações sobre as fotos que a biblioteca não tinha conhecimento. Isto não aconteceria no catálogo OPAC.

Moreno utiliza a ferramenta Pinterest – http://pinterest.com/morenobarros/ -  para divulgar imagens, inclusive de bibliotecas, como em http://pinterest.com/morenobarros/biblioteca-nacional-digital/

A palestra de Moreno tirou os bibliotecários presentes da zona de conforto, mostrando a resistência de alguns, porém, esta era uma finalidades da apresentação, pois romper o tradicional com o novo sem algumas resistências é impossível.

Pinterest de Moreno e a coleção da BNDigital

 

A seguir veio “A web, cultura digital e bibliotecas”, com Carlos H. Marcondes, uma palestra que veio para  discutir os dados abertos, uma proposta que vem da web semântica.

Cultura digital: A internet vem sendo a plataforma para registros da cultura humana, produção, acesso e intercâmbio não só de acervo histórico convertido, mas de meio nascido digital passíveis de serem colocados na internet. Hoje nos temos cada vez tipos de conteúdos somados aos conteúdos textuais e com a Internet aumentou a responsabilidade de potencializar o uso dos acervos.

Desafio: Autonomia crescente dos usuários. As bibliotecas deve se planejar para terem mais e mais serviços em rede, deve- se ter integração com a gestão do conhecimento, ensino a distancia, corporativos, científicos, integração com outras instituições de cultura e com outras instituições.

Hoje nos temos o opac na Internet. Um sistema que aparentemente resolve todas as questões, mas  se eu for consultar um catálogo e por um nome no campo de issn ele não entende que aquilo é o nome. Nossos sistemas tem pouca interpretação semântica, dependendo da intervenção humana, de regras. A questão é que nossos sistemas de bibliotecas não conseguem interpretar o que o usuário quer. Dependência de quem entende o modelo… O bibliotecário!  Observe que padrões como o Marc, protocolos como o Z39.50 são exclusivos e restritos de nossa área. São estes padrões somados  aos softwares de bibliotecas, os elementos que impedem uma interação na web. Observe que o Marc só tem o 856 para se fazer um link. Os gerenciadores de bibliotecas são limitados, o registro fica preso ao catálogo sem integração com a web. Motivo : estes registros dependem dos softwares com padrões antigos.

Assim temos problemas como dependência da intervenção humana, a mesma entidade representada por sistemas e semânticas distintas, problemas de descoberta e recuperação.

A proposta da web semântica  seria uma extensão da web atual, trazendo significado as páginas da web, permitindo que softwares possam fazer soluções mais elaboradas por causa da semântica. A proposta é forte, ambiciosa, pois se o projeto for bem conduzido à web semântica poderá acompanhar a evolução do conhecimento.

A parte mais desenvolvida da web semântica  é a interpretação de dados. Programas/agentes atuariam sobre informações estruturadas, mas a inteligência não poderia estar nos programas, deveriam estar nas informações. Os computadores usam a lógica formal, dedutiva, mas esta é baseada na forma e não no conteúdo.

Um dos conteúdos estruturados é a ontologia, onde a a informação pode ser deduzida pela interligação dos conteúdos e ao programa bastaria entender as ligações.

Web semântica… Linguagens estruturais… Xml, xml schema, rdf, rdf schema, owl,

Seguindo a ordem acima, é a partir do rdf que se pode falar em alguma semântica. Um documento idenficado em rdf difere do xml por identicar itens e definir a ordem. No rdf há uma semântica com sujeito, predicado e objeto e no xml não há nada disso, nem ordem, nenhum pressuposto para o computador entender. No rdf você pode falar que o autor é o criador da página, por haver uma semântica.

Exemplo da informação estruturada em RDF, repare que para uma informação, como uma URI ou URL há uma sequencia de informações atreladas, uma contextualização. Obs: este não foi um exemplo apresentado por Macondes

Já o owl tem como pressupostos semânticos, classe, subclasse, propriedade, domínio, escopo, transitividade, cardinalidade. Na medida que eu tenho contudo altamente estruturado , o computador poderá ser dotado da interpretação.

A proposta: ao invés de ligar por links tradicionais, como você faz no 856 do Marc, fazer por links semânticos. A grande questão dos dados abertos, da web semântica, é poder reutilizar os dados.

Proposta: imagine o catálogo da LoC com todos seus problemas de interação com a web, convertendo está catálogo para Dublin Core eu poderia dizer que um campo é determinado elemento do DC. fazendo isto em xml conseguimos muito pouca capacidade para leitura por maquina.. Resolve apenas a leitura humana. Em rdf o identificador poderia ser interpretado. Mas nos dados da LoC há um número de registro que não serve para nada (no que tange ao conteúdo desta palestra), porém a LoC oferece o link permanente, a URL, em que a catalogação passou a ter existência independente do catalogo. Para dados abertos interligados são necessários os links permanentes,  o URI.

A idéia é ligar catálogo, wikipedia, youtube e mais informações sobre o item.

Na parte da tarde, tivemos “Repositórios institucionais” com Simone R. Weitzel. A palestrante falou sobre repositórios, principalmente os institucionais.

Breve histórico… Importância da adoção das TICs em bibliotecas… A idéia de acesso fácil a informação ao alcance das mãos surgiu com o Memex. Vannevar Bush buscou mostrar aos cientistas que deveriam se envolver em dar acesso a informações, um modelo de comunicação científica.

Modelo que nos levou aos dias de hoje. Chegada do computador > bases de dados comerciais, Marc, protocolos.
- Redes de informação (catálogos coletivos computadorirado em 67 )
- Surgem os hospedeiros de bases de dados, como Dialog (70),Orbit Questel, etc.. E depois o surgimento das OPACs

Enquanto isso, mais inovações… Hipertexto, Arpanet, Internet e web… Seguiam junto ao modelo anterior. Mas o acesso universal estava muito longe, para tudo se tinha que pagar muito… Crise das revistas científicas. Na década de 90 as coisas mudaram com a adoção das TICs pela comunidade científica. Vieram novas dinâmica no processo de comunicação científica, acesso livre e domínio das tecnologias. No novo modelo temos os metadados Dublin Core, protocolos, provedores de dados, de serviços e a convivência com o modelo anterior.

Re-estruturação do processo de comunicação científica. Modelo tradicional reflete uma ideologia interna e envelhecida com o mediado, e o eletrônico com o acesso direto. Em 99, na convenção de Santa Fé, veio a ideia de juntar tudo numa interface sem apropriar-se do material de cada um… surgem os provedores de dados e serviços e depois o protocolo OAI – PMH.

São princípios do acesso aberto: auto arquivamento (disseminação), revisão pelos pares (fidedignidade), interoperabilidade (acessibilidade). A ideia é depositar o que foi revisto e evitar o gasto com as revistas.

Sobre os provedores de dados e serviços, poderíamos fazer a seguinte comparação. Revista.. informação primária. Provedor de dados.. secundária. Provedor de serviços.. terciárias.

Softwares provedores de serviços: antes era bem usado o Arc, mas hoje tudo que é usado tem sido PKP.

Repositório digitais… É um arquivo que reúne coleção de documentos digitais, adotando a mesma forma de descrição para a interoperabilidade, podendo os dados serem coletados por sistemas virtuais globais. Visa permitir o acesso organizado e livre a toda produção científica, feito de forma descentralizada e dependendo da iniciativa de cada autor.

Tipos: Institucionais, que reúnem a produção científica de uma instalação e temáticos, para uma área.

São vários os softwares existentes, mas o DSpace é mais utilizado no Brasil, o devido ao suporte o IBICT.

Novo modelo de periódicos de acesso aberto ou livre – Estrada dourada – implementação de revistas já no formato livre e interoperável. Auto arquivamento – Estrada verde – editores aceitam que os autores possam depositar livremente uma cópia de seus trabalhos em repositórios públicos de acesso livre.

Projeto Romeo, apresenta a política editorial das revistas científicas para apoiar a estratégia de auto arquivamento. O projeto Romeo mostra numa tabela de 4 níveis de cores, apresentando o que pode ir para o repositório. Se preprint, posprint, ambos ou nenhum. Mas o Romeo é um projeto local. No Brasil tem o Diadorim – diadorim.ibict.br – com a política editorial das editoras em relação a publicação em repositórios.

O evento terminou com o “Projeto de construção do data center da memória documental brasileira” com Geraldo Chaves. Este é um projeto que vem sendo pensado há 3 anos. A Implantação do data center visando salvaguardar, preservar e dar acesso. Hoje já são 8 terabytes de dados. Neste momento a implantação do data center esta na construção da sala segura no prédio sede da Biblioteca Nacional.

Os equipamentos a serem instalados comportam 500 terabytes iniciais, cloud computing HP Cloud system Matrix. Servidores Blade HP. HP 3PAR storages. e será possível crescer até 2 petabytes. A HP apoiou o projeto, quando soube que era a  Biblioteca Nacional que iria comprar um, até então um outro tipo de equipamento.  Acredita-se que o data center já esteja funcionando em setembro.

 

E assim terminou o evento.

VEJA COMO FOI O PRIMEIRO DIA AQUI

 VEJA COMO FOI O SEGUNDO DIA AQUI

 VEJA COMO FOI O TERCEIRO DIA AQUI

VEJA COMO FOI O QUARTO DIA AQUI

 

 

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Curso de Biblioteca Digital da BN – Quarto dia – Interoperabilidade, Arquitetura da Informação e DSpace / Agner, Marcondes e Shintaku

 

Chegamos ao quarto dia do Curso de bibliotecas digitais da Biblioteca Nacional (05/07/2012), em que o papo arrolou a interoperabilidade, o DSpace e a arquitetura da informação. Lembrando  que o evento vai até sexta (06/07/2012) sendo transmitido via tweets pelo twitter @bibliotecno e pode ser acompanhado pela hashtag #bndigital , ou na coluna direita da página inicial do site.

Veja abaixo o que aconteceu no quarto dia.

O dia começou com a apresentação Arquitetura da  informação e usabilidade, com Luiz Agner. O palestrante logo nos primeiros momentos da apresentação diz que o sistema básico da organização de um website é a hierarquia, precisando de estudos para se saber como melhor elaborar esta hierarquização.

Segundo Agner, o sistema de rotulagem do website está em nível verbal e icônico e criar rótulos muitas vezes é complicado,sejam visuais ou verbais. Para exemplificar mostrou os ícones da página web de uma empresa aérea e o público presente teve dificuldades de reconhecer seus significados. Deve-se evitar no sistema de rotulagem uma nomenclatura essencialmente técnica ou da cultura da empresa dona do website, buscando ser o mais claro possível e evitando siglas (o que websites de orgãos do governo costumam fazer muito).

Sobre o sistema de navegação, este tem 3 subsistemas: local, global e contextual. Navegação global, que responde onde estou, o local acerca do que próximo e o contextual visa o conteúdo.

Um item que não pode ser esquecido é o sistema de busca, que deve ser abordado pelo arquiteto da informação com cuidado, pois quanto mais dados tem um site, maior será o desafio. A preocupação deve estar focada na resposta, palavras chaves (que devem ser aquelas buscadas pelo usuário) e o sistema deve dar uma resposta mesmo que o usuário digite uma palavra chave errada. A resposta de busca deve ser clara, com título, descrição, url, rank dos resultados.

A formação do arquiteto da informação – Disciplinas: ciência cognitiva, engenharia de software, desenho industrial, ciência da computação,  educação, saúde psicologia, ciências sociais, ciência da informação,  biblioteconomia e outras. No gráfico apresentado não tem ergonomia, mas o palestrante considera esta área importante. Isto indica que a arquitetura da informação é interdisciplinar.

Papel do arquiteto da informação – clarificar a visão e missão do website fazendo o balanceamento entre necessidades da organizadora do websites e do usuário, determinar conteúdo relevante, especificar como usuários irão encontrar a informação e planejar o crescimento do website.

Primeira fase do projeto de AI – Pesquisa, seguida de estratégia, design, implementação, avaliação, sendo esta metodologia um ciclo contínuo.

A AI monta a estrutura, mas não está concentrado nos recursos visuais da interface. Ele organiza a estrutura da informação. O tripé da área está nos seguintes aspectos: pesquisa de contexto, conteúdo e usuários. O contexto está relacionado a instituição, o conteúdo a uma série de documentos e  usuário ao comportamento de busca.

Inconscientemente já se busca classificar as coisas, dividindo o mundo em categorias. Visa simplificar a interação individuo x ambiente. Rotula-se por semelhanças de um acordo com um modelo mental determinado. Erro clássico… um erro comum nos sites, é a empresa espelhar a estrutura departamental da organização, segundo Nielsen. Isto resulta em diferentes subsites para cada um dos departamentos ou para provedor interno de informação. Espelha o organograma.

Card sorting é uma abordagem de AI centrada no usuário para a classificação de itens do website. Procedimentos: escrever os nomes dos itens, misturar os cartões, solicitar ao participante que separe agrupando e e no final nomear as pilhas.  O card sorting não é aconselhável a fazer em grupo, pois sempre haverá uma liderança que influenciará nos demais, faz-se individualmente e depois se compara os resultados. A empresa pode tentar impor a sua lógica e o AI deve buscar dialogar com diversas pessoas. O resultado final do card sorting é uma taxonomia.

Testes de usabilidade, interação homem computador com 4 componentes: usuário, tarefa, contexto, sistema. O teste parte do princípio de que o usuário tem uma tarefa para usar aquele sistema e assim, levanta-se as finalidades, seleciona-se usuários alvo coloca-se este para interagir com o sistema, gravando esta interação em audio, video, movimentações de tela. São técnicas etnográficas onde um grupo de usuários deverá interagir com o sistema nas mesmas tarefas e condições, é um processo empírico de apreender sobre a usabilidade de um produto. O palestrante mostrou diversos vídeos de testes de usabilidade ao fim de sua apresentação. Segundo Nielsen, o teste aplicado a 4 ou 5 usuários já é suficiente para encontrar 80 por cento dos problemas. Através dos vídeos observam-se comandos de tarefas e telas dos sistemas, atento com as interações do usuário, além do audio de suas dificuldades.

Na seguida veio Carlos H. Marcondes com a apresentação os desafios da interoperabilidade. Na palestra, Marcondes mostrou o estado da arte e na sua apresentação de amanhã trará questões mais recentes.

Interoperabilidade…. Porque é importante num ambiente como a web, como uma grande quantidade de informações? A web tem o problema de excesso de informações. São inúmeras bibliotecas digitais e buscar uma informação pode ser algo demasiadamente trabalhoso. A interoperabilidade visa diminuir o esforço do usuário, que passa a pesquisar as BDs de forma simultânea em uma única interface,  permitindo consultar várias bibliotecas na web simultaneamente, salvar uma consulta, criando uma exposição virtual…. Este é um cenário desejado…. Acervos distribuídos compartilhados!

Definição : capacidade de sistemas diferentes, através de padrões, acordos, propostas, serem capazes de operar em conjunto. Implica na troca ordenada de conteúdo em modo síncrono (protocolos) ou assíncronos (através de arquivos).

A interoperabilidade já vem dos consórcios,  buscando eliminar trabalhos… O Marc faz parte desta história! Mas hoje não estamos compartilhando só processos de trabalho, mas conteúdos que podem ser utilizados de uma forma significativa. A interoperabilidade pode ocorrer num modelo mais simples – Sintática, ou mais complexa- Semântica.

Marc é a primeira linguagem de marcação, antevendo a possibilidade de marcar conteúdos para identifica-los independe de software. A área de bibliotecas, na década de 80, também deu mais um passo com o primeiro protocolo interoperavel de catálogos, o Z39.50, que funciona com um cliente de um lado a internet no meio e o servidor na outra ponta. É um protocolo cliente-servidor. Garante muito mais visibilidade para a Biblioteca, pois é possível ao consulta indireta. Hoje em dia existem estudos em desenvolvimento pela LoC para substituir o Z39.50 pelo protocolo SRU, em xml.

Como protocolo recente temos o Open Archives, que vem sendo utilizado para interligar bibliotecas, arquivos e museus. E para falar dos protocolos Marcondes faz uma breve explicação sobre repositórios. De onde surgiram os repositórios? Fins da década 90, com movimento acesso aberto, que questionam o modelo de editoras científicas. Um Repositório permite que qualquer um se cadastre e faça upload de seus trabalhos. Você tem uma conta no repositório para enviar os arquivos, indexar – auto arquivamento. Deste cenário de  surgiu o Dublin Core. A simplicidade do Dublin Core deve-se ao fato de que não será necessariamente um bibliotecário que descreverá o documento. Mas as regras dos repositórios nem sempre estão tão clara, pois em um ambiente de auto arquivamento existem bibliotecários que querem catalogar.

Voltando, o Open Archives Protocol for Metada Harvesting liga provedores de dados a provedores de serviços, e é mais barato que o Z39.50, gerando uma busca unificada. O provedor de serviço não guarda os trabalhos, mas o metadados. Tudo isto ocorre devido ao protocolo OAI-PMH, um protocolo simples e que tem uma grande quantidade de softwares gratuitos que trabalham com ele. No Z39.50 a busca é feita simultaneamente , no OAI-PMH é feita a coleta dos metadados, e a busca é realizada no banco do provedor de serviços. A troca de mensagens, que exige o uso do XML, se dá através de 6 verbos: Identify, list Metada formats, list sets, list identifiers, get record, list records.

Na parte da tarde o evento seguiu com a apresentação Repositórios DSpace por Milton Shintaku. O palestrante começa com a definição de BDs . Um agrupamento de definições de Cunha (1999) aponta: chega a acesso remoto via rede, compartilhar documentos, fornecer serviços de bibliotecas, acesso ao conteúdo integral, organizado em coleções, acesso a outras formas de informação, documentos multimídia e facilidade para o acesso à informação. A BD deve permitir variados tipos de documentos, pois a própria web tem esta característica.

Por outro lado se fala muito em repositórios, mas o que é isto…

Café el all (2003) divide em acadêmicos e temáticos hospedados por uma organização.

Ware (2004) já fala que deve ser disponível na web… Acessibilidade,

Viana e Shintaku (2005) destaca a preservação.. O repositório deve durar até por questões das citações.

Swan (2005) aponta o autoarquivamento como possibilidade alimentadora dos repositórios.

Bjork (2005) diz que repositórios são instrumentos para facilitar a disseminação da informação científica.

Camargo e Vidotti (2006) coloca possibilidade de personalização dos repositórios.

Para Leite e Costa (2007) os repositórios como ferramenta de gestão de conhecimento.

Estas definições apontam o que é um Repositório e mostra sua evolução ao longo do tempo.

Sobre o DSpace… Início: um software para implementar repositório, modelo estudado de 2000 a 2002 por Ann J. Wolpert, Bibliotecária do MIT, sendo um projeto, serviço e software. Surgiu da necessidade do MIT em compartilhar documentos própria instituição. O DSpace continua como projeto, na versão 1.8.2, e há um planejamento para o lançamento futuro da versão 2.0. Também se pode usar ele ou parte dele para resolver as finalidades especificas necessárias.

O DSpace é altamente customizavel, utilizado para muitas finalidades, é um software livre de código aberto, múltiplas plataformas e oferece muitas facilidades.Existem universidades que já tem 2 e até mesmo 3 DSpace para criar repositórios, separando o científico do não científicos ou outros.

Estrutura do DSpace – Usa um banco de dados, um servidor de aplicação e ele tem duas interfaces web: a Manakin XMLUI e a JSPUI. Na interface JSPUI não se observa muitas mudanças e inovações por parte do DSpace, mas é bem usada no Brasil, já a Manakin XMLUI por de ter várias interfaces, até mesmo de blog e você pode usar as duas interfaces ao mesmo tempo. Também é possível dar a cada parte do sistema uma interface diferente com o Manakin XMLUI, utilizando temas.

Como você estrutura um DSpace?

- Comunidades/sub comunidades …Comunidades aqui são grandes temas ou estrutura funcional.
- Dentro da comunidade vem a coleção,  que é a tipologia de documentos digitais.
- Na coleção tem-se itens, a menor unidade,  que é metadado mais objeto digital.

Resumindo, Comubidades/sub comunidade.. Coleções… Itens.. Bundle.. Objetos digitais…. O DSpace é hierárquico!

O DSpace é acessado por usuários dividido por grupos, como o anonymous e administrador, que vem pré definidos, mas você pode criar novos grupos de usuários e indicar limites de acordo com a ideia estabelecida para cada grupo.

Permissões que se podem inserir no DSpace

- Aberto (irrestrito)
- Restrito(metadados e OD)
- Embargado(data limite para acesso)

O DSpace tem seu email atrelado ao login, trabalhando com auto cadastramento e por este faz suas comunicações, mas estas notificações via email pode ser configuradas.

Entrada de documentos :

- Fluxo de submissão.. Auto arquivamento
- Importação…. Permite o deposito em lote (batch)
- Sword (protocolo de comunicação) … deposito automático oriundo dos periódicos
- Harvesting… Coleta automatica

O auto arquivamento não funcionou muito bem no Brasil até hoje, pois nas universidades os professores dizem não ter tempo ou quando tem tempo delegam esta função aos seus estagiários.

Deposito: questões iniciais > responder formulário > upload > selecione licenciamento – mas a ordem das etapas podem ser alteradas.

Para fazer a relação entre os arquivos criou-se o protocolo OAI-ORE (object reuse and exchange), que coleta os recursos, além dos metadados, principalmente os objetos compostos, como websites. O DSPACE vem tanto com o protocolo OAI-PMH,  como também o protocolo OAI-ORE, permitindo capturar metadados ou metadados e documentos.

E assim terminou o quarto dia

VEJA COMO FOI O PRIMEIRO DIA AQUI

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Curso de Biblioteca Digital da BN – Terceiro dia – Metadados e Ebook (e muito xml) / Pavani e Soares

Aconteceu nesta quarta (04/07/2012) o terceiro dia do curso de bibliotecas digitais da Biblioteca Nacional, que teve como principais temas metadados e ebooks. Lembrando  que vai até sexta (06/07/2012) é transmitido via tweets pelo twitter @bibliotecno e pode ser acompanhado pela hashtag#bndigital ou na coluna direita da página inicial do site. Veja abaixo o que aconteceu no segundo dia.

Começamos com a palestra Metadados/Linguagens de marcação por Ana Pavani. O tema mostrou-se de grande interesse dos presentes e apresentou pontos polêmicos. Primeiro, é bom observar algo que a palestrante passou em suas mensagens por várias vezes: Que nada aqui é extremamente diferente em seus princípios e tem sua correlação no convencional, como Marc e Dublin Core.

Boa parte da apresentação teve seu tempo destinado ao Dublin Core (DC) como um padrão de metadados destinados as bibliotecas digitais e que estas devem seguir se quiserem interoperar. Foram apresentados os elementos do DC, que para os interessados podem se encontrados na página do formato, em http://dublincore.org/documents/dces/

Mas a principal polêmica foi sobre o Digital Object Identifier System (DOI), que surgiu exatamente quado se falava do preenchimento de metadados. Para cada documento, mesmo sendo o mesmo, digitalizado ganha-se um DOI diferente? Se uma instituição digitaliza uma obra e a outra digitaliza a mesma teremos duas atribuições de DOI? Pela interpretação geral sim, pois os documentos podem ser o mesmo, mas este identificador é para o objeto digital, neste caso uma digitalização, que tem seus aspectos distintos, como ppi, marcas de uso do original, tratamento de imagem, ou seja, elementos que diferenciam duas obras iguais por duas digitalizações distintas. A questão levantada pelo público, mas não muito debatida por não fazer parte do tema da apresentação era a necessidade de um controle para que duas instituições não tivessem o mesmo trabalho em digitalizar a mesma obra. Ainda sobre o DOI comentou-se que a centralização do fornecimento do identificador pode ser um problema que irá gerar a necessidade de agencias regionais. Segundo uma das participantes do evento parece estar certo de que o IBICT será a agencia nacional do DOI.

Ainda sobre o DC fala-se de sua simplicidade, e assim a falta de aprofundamento descritivo que ele resulta e apresentado o Dublin Qualifiers c0mo uma possibilidade de refinamento. Além de se mencionar que uma comunidade pode se reunir e criar elementos para o DC que façam sentido para elas. Isto faz sentido para que se possa manter o DC simples, principalmente por motivo do autoarquivamento possibilitado por muitos repositórios.

A palestrante também comentou sobre a recomendação de se por o título alternativo em lingua estrangeira no DSpace, mesmo não sendo a unica solução, ou consenso de todos.

Para alguns elementos foram apresentados alguns esquemas a serem utilizados. Abaixo alguns exemplos:

- Formato – IMT
- Identificador – URI
- Fonte – URI
- Língua -  Iso 639-2, Iso 3166, RFC 1766
- Relação – URI

Interoperabilidade…

Os desejos de agrupar e passar a informação já existem desde “quase” sempre, e  hoje temos a vantagem de uma melhor tecnologia. ao longo dos anos surgiram muitos padrões na área de informação, pois para integrar os conteúdos, os sistemas devem falar entre si, deve haver interoperabilidade.  A melhor ferramenta que temos para interoperar é o XML.

Existe toda uma família de linguagem de marcação pelo ML… para exemplificar:

BNML (Business Narrative Markup Language)
BPML (Business Process Modeling Language)
BulletML
CFML (ColdFusion Markup Language)
Emotion Markup Language
FpML (Financial Product Markup Language)
GolfML
InkML
Meta Content Framework
OBML (Opera Binary Markup Language)
Parameter Value Language
Serializations of RDF (Resource Description Framework) like RDF/XML and RDF/N3
SMIL (Synchronized Multimedia Integration Language)
SBML (Systems Biology Markup Language)
SML (Spacecraft Markup Language)
VoiceXML
VHML (Virtual Human Markup Language)
XBEL (XML Bookmark Exchange Language)
XBL (eXtensible Bindings Language)
XBRL (eXtensible Business Reporting Language)
XMPP (Extensible Messaging and Presence Protocol)

Existem 2 tipos de linguagem de marcação: Descritivas e formatativas, por exemplo, HTML é uma linguagem que só faz formatação.

Algumas características do xml.. Conteúdo separado da formatação. Simplicidade… O xml é usado para o armazenamento e o intercâmbio de dados e documentos. O envio de metadados entre sistemas aderentes ao OAI-PMH é feito em xml, além do uso na na informação descritiva em b2b, entre outras.

Para se escrever em xml deve haver um documento padrão. Para Dublin Core em xml, para marc em xml… O xml funciona com tags e é necessária uma folha de estilo para o usuário final ver a informação. A partir do xml pode-se criar tantos formatos de impressão quanto necessário. A informação é passada pela linguagem de marcação xml.

Na parte da tarde o destaque ficou para o ebook, com Claudio Soares (@cssoares) com uma apresentação denominada “o fim dos ebooks”. Após uma breve apresentação sobre a história da tecnologia, afirma-se que atualmente o software envolve todo o mundo, o mercado como um todo, em todas as áreas.

A apresentação, mesmo falando de ebooks não se focou em tecnologias em si, mas no humano, tendo em seu inicio algumas reflexões interessantes. Vamos a algumas:

Os livros são memes. Meme é uma unidade de evolução cultural que pode se auto propagar. unidade de informação que se multiplica entre seres. o livro também é um item que propaga informação. Os memes estão associados a informação viral. Memes são idéias, e livros são ideias.

Na Internet sai o conceito de livro até tantas páginas, na web a informação é publicada de forma diferente.

Nós estamos mais acostumados a informação assíncrona, mas a nova geração não…. Necessita de mais velocidade!

Os livros digitais dizem menos respeito aos livros impressos do que as idéias.

Deve não buscar copiar o impresso para modelo do digital.

No livro, o guia do mochileiro das galáxias já se citava o eBook dentro do livro.

Até a ideia do software livre é antiga… Santos Dumont liberou as patentes de suas invenções.

De 1951 para cá só mudou a tecnologia. Se naquela época não se tinha uma editora se vendia mimiografado, hoje são os blogs. A produção do livro independente sempre existiu, hoje só é mais fácil.

A Internet saiu da transmissão de idéias, adaptar a web ao tradicional é impossível, mas acaba sendo o que muitos editores fazem. Muitas vezes concentra-se no problema e se tenta-se soluções dentro do que se conhece. Este é um problema no ebook! A geração atual quer liberdade, consumir, direito de consumir com liberdade, customização, integração entre outros elementos e os recursos existentes no eBook não são diferentes dos recursos da web, então porque pensar este através do modelo do impresso?

O mercado não estimula o acesso a informação quando coloca um eBook mais caro que o impresso, mas ocorre que a leitura online está crescendo. Hoje o mercado americano como um todo já vende mais ebooks do que capa dura e esta é a segunda maior indústria em crescimento nos EUA, mas não se vê muitos empregados. Neste caso há um erro de visão, pois o publicador do ebook é aquele que trabalha com web, um bibliotecário antenado as novas tecnologias, blogueiros, entre outros.

Em nossa realidade, o Brasil é a sétima maior audiência de leitura informação via web e o o volume de acessos a redes sociais no Brasil é absurdo, mas as editoras nacionais não observam o crescimento da leitura digital, não analisam o jornal, o livro como suportes que utilizam tecnologia, assim como um ipad.

Hoje nós não temos padronização para a construção de livros eletrônicos e este será um problema para o bibliotecário que irá se deparar com várias realidades.

Tendências futuras como computação na nuvem,  virtualização, computação móvel tem relação com o livro. Por isto o autor diz que o livro eletrônico está morrendo, pois o livro tende estar na nuvem. A sociedade precisa de velocidade…. Tem editoras que vendem o livro antes da revisão por mais barato e depois você recebe o livro finalizado, pois você já pagou. Você é o financiador da produção do livro. Isto é um modelo diferenciado. A Amazon vem mudando o mercado para as bibliotecas, se tornando competidora e isto é um modelo diferenciado.

Segundo o autor, esta semana aconteceu algo interessante: um recall de um livro que saiu sem um capítulo. O problema vem da velocidade exigida para por a obra no mercado, mas não por causa da velocidade em si, e sim o pelo modelo antigo usado por editoras. É inadmissível uma livraria como a cultura perder seus ebooks, mas o pior é não assumir que perdeu. O público hoje reclama, é diferente, é fã, exige explicações e isto sem aplica também a bibliotecas. Em breve mais livros devem ser, com mais frequência, como software, oferecendo versões atualizadas e no caso dos didáticos permitir até que o professor insira suas anotações aos alunos.

Não faltam opções hoje…. Quer criar um livro? O faça com um blog! Os livro deveriam ser tão fácil de criar como blogs e asim é apresentada uma ferramenta que facilitada criação de ebooks que será lançada na bienal. Funciona como o WordPress e o produto final, o de saída, é um livro em pdf.  O nome da ferramenta é Pressbooks.

As linguagens de marcação que servem para descrever, como já vimos na palestra anterior, é a alma do eBook! O editor deve estar concentrado no conteúdo, pois formatos são variados como o proprietário da Apple, o epub hoje soluciona o problema por ser aberto. O epub, organizado pelo IDPF, é um xml incluindo html5 e css quem vem compactado e um dos componentes do epub serve para sincronizar texto e áudio. O epub não é sinônimo de eBook, mas pois existem muitas outras alternativas. O que for representado como documento o epub faz, sendo a criação do epub iniciada com o conteúdo chegando até a compactação dos documentos. Em bisg.org há relação de compatibilidade formato x leitores e muitas outras informações sobre o epub.

A apresentação de Soares está disponível em http://www.slideshare.net/lerparaviver/o-fim-dos-ebooks-13536995

E assim terminou o terceiro dia do evento.

 

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Curso de Biblioteca Digital da BN – Segundo dia – BNDigital, Rede Memória, CMS / Bettencourt, Martins, Pfeiffer

Hoje, no segundo dia do Curso de Biblioteca Digital da BN as melhores práticas da BN e os CMS (sistema de gerenciamento de conteúdo) foram os destaques. Lembrando  que vai até sexta (06/07/2012) é transmitido via tweets pelo twitter @bibliotecno e pode ser acompanhado pela hashtag#bndigital ou na coluna direita da página inicial do site. Veja abaixo o que aconteceu no segundo dia.

A Biblioteca Nacional como mantenedora do curso guardou parte desta manhã para falar de sua prática. Iniciando com Angela Bettencout, diversos dados da BNDigital são informados logo de início. A parte mais teórica começa com a uma constatação direta de dois universos, onde a mídia convencional é antagôniga à preservação, enquanto, em um primeiro momento, falar de mídia digital era falar de preservação.

Em uma breve trajetória da BNDigital algumas informações são interessantes:

- 2006 – BNDigital efetiva, com a implantação do Dublin Core.
- 2009 – BNDigital passar usar o DSpace com a função de interoperar
- 2012 – Grande trabalho no projeto Memória Hemerográfica Brasileira, a ser lançado quinta (5/7/2012)

Com certeza esta é uma grande biblioteca digital que engloba praticamente todos os tipos de documentos armazenados em BDs, exceto vídeo. Existem regras de acordo com os tipos de documentos na política de digitalização, onde em imagens se utiliza galeria de imagens Adobe e jpeg, no áudio – com mais de 8000 documentos sonoros – o arquivo de preservação é o wave e o de acesso o mp3. Quanto aos arquivos sonoros é bom lembrar os problemas que o direito autoral/conexos trazem a digitalização, inviabilizando muita coisa. A BNDigital hoje não oferece a totalidade de seus registros sonoros na integra, permitindo a audição de apenas 10 segundos para alguns registros na web e audição completa apenas na instituição.

Foi falado do sistema de gestão de BDs e neste momento abordados muitos padrões, normas e protocolos. Vale a pena se aprofundar neste assunto e o BT indica o livro “Bibliotecas digitais: saberes e práticas”  de Marcondes, Sayão, Kuramoto e outros.

Sobre as etapas de digitalização temos: a seleção e o preparo, a captura e o controle de qualidade e compactação e metadados de preservação. No caso de imagens a BN utiliza dimensões em pixel nos seus metadados e os arquivos de preservação são capturados em tiff (em alta definição), enquanto que os de acesso em jpeg. Os tiff são digitalizados em 300 ppi, obedecendo o tamanho original do documento, utilizando-se vários scanners, desde aqueles para captura do original até outros para captura de imagens a partir do microfilme.

Sobre o scanner de microfilme é bom notar que a BN vem produzindo 30.000 imagens/dia, contudo, o desempenho do equipamento pode ser superior, mas é necessário limitar o volume de imagens/dia de acordo com a possibilidade de produção dos demais processos.

Já a compactação de texto utiliza Pdf+OCR(fine reader), de som o wave e o mp3, como anteriormente mencionado, imagem simples o jpg e zoomify e imagem multiparte o Pdf. O Zoomify é utilizado  principalmente para visualização em tamanhos maiores e o jpg para baixar o arquivo. É bom notar que no passado a BN já cometeu erros adotando aplicativos que necessitavam de plugin para a visualização, como o Djvu, e isto é algo que vem sendo corrigido e não é indicado a nenhuma BD.

Após a compactação faz-se as representações descritiva e temática e gera o metadado, gerando em seguida os dados no DSpace. Atualmente o DSpace não é adotado para todo o acervo pois ainda falta padronização no metadado.

Para os metadados utiliza-se o Dublin Core mais autoridade de nome e terminologia (com assuntos em português e inglês) das bases da BN. São feitos também metadados administrativos e todo um trabalho para no futuro interoperar. A CDD também passou a ser utilizada, com o intuito de futuramente oferecer a navegação por grandes áreas.

Atualmente a BNDigital está montando seu datacenter mais um storage com capacidade inicial de 150 terabytes. Ainda se falou sobre o OAI-PMH que é utilizado mas muito timidamente ainda pela BNDigital. E durante a parte de perguntas foi informado que a BN junto ao IBICT deve trabalhar com o DSpace para interoperar.

Em seguida Vinícius Martins falou da Rede Memória da BN, que originalmente teve como ideia apresentar conteúdos produzidos por especialistas em cada assunto em linguagem acessível. Visa sair da rigidez da base de dados e através de paginas HTML divulgar também  o trabalho da BNDigital. Oferecendo  também galerias de imagens, separadas dos textos, para quem não tem interesse a parte escrita.

Busca-se sempre parcerias. A primeira fase seguiu até 2008, quando seu buscou novas parcerias, também com universidades, além da ampliação da base temática (segunda fase). Em uma terceira fase, iniciada em 2010, a rede de memória passa a integrar alguns elementos da web 2.0 visando participação e interatividade, sendo esta o braço colaborativo da BNDigital. Neste momento, a rede  largou as páginas estaticas passando a utilizar um CMS. Aproveitou-se o curso para lançar também a nova versão da Rede Memória, acessível a partir de hoje, em http://redememoria.bn.br/

Se a apresentação da Rede Memória terminou falando de seu uso de CMS, a seguinte foi apenas baseada neles, na palestra plataforma de desenvolvimento de sites de BDs e exposições virtuais, por André Pfeiffer.

Após uma breve história da internet, questiona “o que é preciso para fazer um website?” . HTML! Padronizado pela w3c, porém, sabendo que nenhum navegador aceita o HTML padrão. Os navegadores criam seus próprios HTMLs o que gera problemas de compatibilidade de um site para vários navegadores.

A web é acessível por essência, tornando-se necessário criar os sites mais acessíveis possíveis e programas proprietários são problemáticos para a acessibilidade em sites. Importante também são os indexadores, para que os sites sejam recuperados e para que os buscadores entendam o conteúdo do seu site é recomendado seguir os padrões w3c. Outro item para um site é o css, folhas de estilo para formatar uma página visualmente.

Com o HTML e com o CSS se faz um site, mas é necessário criar e manter… ai que entram os CMS. Com programas para construir sites perde-se o controle do HTML e do CSS, sendo necessário equipe e mesmo assim ainda se perde consistência do conteúdo. Os CMS permitem que pessoas leigas mantenham os sites. O design cria e a biblioteca publica conteúdo facilmente.

Criar, manter e colaborar… o ultimo item é derivado da web 2.0, que facilita o conteúdo dinâmico. Existe a colaboração do conteúdo e do uso.

Linguagem de programação de servidor:
- permite a criação de sites com conteúdo dinâmico.
- executa no servidor e não no navegador.
- se comunica com o banco de dados.

Mas como escolher uma linguagem de programação de servidor? Tem várias, para escolher o custo, principalmente, interfere na seleção. Para diminuir o custo de desenvolvimento de um site há duas opções: frameworks e CMS. O framework facilita o trabalho do desenvolvedor. Já o CMS dá menor liberdade de criação, mas facilita o gerenciamento de conteúdo.

É bom observar o software livre:
- prós – menor custo, maior segurança e liberdade.
- Contras –  não existe uma empresa responsável.

Existem CMS para vários tipos de conteúdo. EAD, fórum, etc. Existem CMS para administrar biblioteca, mas e quanto a admistrar o conteúdo? Mas qual conteúdo eu tenho na biblioteca? Fotos? Textos? Mas se o conteúdo for variado? Utiliza-se CMS para portais.

Vamos agora para alguns cms interessantes para bibliotecas…

1) wordpress

Prós: fácil uso, muitos temas, integração com redes sociais, grande numero de profissionais.
Contras: muitas customizações dependem de desenvolvimento, desenvolvimento não é simples, foco de muitos ataques.

Lembrando que o wordpress é feito para blogs, e assim muito de seu desenvolvimento segue esta linha. O wordpress deve ser instalado, mas há a opção pronta, o wordpress.com com limitaçoes, mas que é o inicio de muitos.

2) Joomla!

Prós: fácil uso,muitos temas e componentes, muito versátil, seguro.
Contras: muitos componentes extras com problema de segurança, o desenvolvimento não é simples. Componentes pagos.

O principal do joomla! é ser um sistema de notícias.

3) Plone

Prós: código bem escrito, poucas atualizações obrigatórias, fácil adaptação e extensão, muito uso no governo brasileiro, seguro.
Contras: pouco material pronto para extender e necessita muito treinamento.

4) Drupal

Prós: bem escrito, muitos componentes disponíveis, fácil extensão e adaptação, muito versátil, seguro.
Contras: pouco material em português e necessita muito treinamento.

Drupal e WordPress podem, em muitos casos, serem considerados os melhores CMS para bibliotecas em geral.

E assim terminou o segundo dia do evento.

 

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